domingo, dezembro 13, 2009

DE VOLTA... para lutar, vencida mas não convencida


a esta ausência podem chamar "momento de reflexão"...

precisei de todo este tempo para me mentalizar que vou viver mais 2 anos (no mínimo) debaixo do fascismo socialista com o apoio do "povo"...

e assim, neste momento, julgo estar preparada para a luta contra os oportunistas, aldrabões, burlitas e fascisto-socialistas que dominam a sociedade onde vivo...

continuarei a dar as minhas opiniões mesmo que ninguém as leia porque me alivia a alma e o figado e direi NÃO a todos os que teimam em me deitar poeira para os olhos e se escondem por detrás de cargos e lobys brincando com todo um país que ainda sonha com a palavra liberdade

sábado, setembro 26, 2009

PARA REFLEXÃO - UM POVO MUITO ESTRANHO


Tirado do site que se encontra linkado (esta palavra existe?) por concordar plenamente com o mesmo sou no entanto responsável pelos comentários que se encontra a bold e a vermelho que demonstram apenas os meus mais modestos pensamentos...
Uma vez disseram sobre os portugueses e Portugal

"Um país que não se governa... nem se deixa governar.
Quem o disse, já no século III a.c., foi um general romano em carta endereçada ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica pelos romanos. «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!» "

Como eu desejo que isto seja verdade no dia 27... e que não deixem governar esse que dá pelo nome de um grande filósofo e ao qual não reconheço o direito a letra maíuscula ... sr. sócrates

MOSTREM QUE SOMOS REALMENTE UM POVO MUITO ESTRANHO

Recordar é viver: "Sócrates, o ditador" - por António Barreto
Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder. Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas?
Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. (Ferro Rodrigues, José Maria Carrilho)
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta. (a este falta vergonha na cara)
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. (este não é o da Mota-Engil?)
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. (este basta olhar-lhe para a cara)
Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se! (este é o mais vendido de todos, mete nojo)
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização. (este está tão gagá que até troca as falas e confunde o que o Sócrates diz com o que diz a Manuela F. Leite... eles nem são parecidos)
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera. (este é a pura grosseria em pessoa e sei do que falo)
Helena Roseta foi à sua vida independente. (mais uma vendida... desta vez ao António Costa com quem jurava não fazer coligação)
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas (mas eles pensam? eu acho que eles são como os papagaios... só repetem o que ouvem) resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.
Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa.
Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.
Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estavasob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado. (no dia 28 vai para uma clinica de desintoxicação de Xanax para voltar a ser o que é)
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações. Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer.
Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.

domingo, setembro 20, 2009

É por esta gente que queres ser governado?


e se as carrinhas fossem do PSD, do PC ou do PPM? teriam o mesmo tratamento pelas autoridades ?

- Fátima Felgueiras:

- Paulo Pedroso;

- sr. sócrates;

e mais um milhar de tantos outros que se encontram acima da justiça e das leis que só se aplicam ao comum dos mortais que não está filiado no PS


COIMAS

Nas auto-estradas
Acima de 120 e até 150 Km/h as multas são entre 60 e os 300 euros.
Entre os 150 e os 180 Km/h as multas apresentam valores entre os 120 e os 600 euros.
Acima de 180 Km/h, a multa pode ser de 240 a 1200 euros, mantendo-se a inibição acessória de conduzir.



Eleições:

Duas carrinhas controladas pelo radar da GNR perto de Coimbra
Campanha do PS em excesso de velocidade

Três dias depois de três carrinhas Mitsubishi terem sido apreendidas numa fiscalização da GNR no Barreiro (infracção que viria a ser ‘apagada’ por ordem da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), a caravana eleitoral do PS foi ontem apanhada novamente em infracção. Dois monovolumes, curiosamente da mesma marca, foram controlados pelo radar na Auto-estrada do Norte (A1), em excesso de velocidade, perto de Coimbra. Um dos condutores dos veículos recusou-se mesmo a pagar a coima.
Um carro descaracterizado da GNR de Aveiro efectuou a fiscalização pelas 11h05, junto ao km 202 da A1, no sentido Norte-Sul. Os militares abordaram três carrinhas Mitsubishi, com identificação do PS, a circular em claro excesso de velocidade quando se preparavam para deixar a A1, na saída de Coimbra--Norte/Mealhada.
Só dois dos monovolumes viriam a ser controlados pelo radar digital da viatura. O primeiro foi fotografado a 173 km/h e o segundo, minutos depois, a 169 km/h. Com a prova necessária captada, os militares mandaram parar os dois veículos.
Numa zona em que o limite de velocidade é de 120 km/h, os dois condutores foram apanhados em contra-ordenações graves. A ambos foi aplicada a mesma coima: 120 euros. No entanto, só o condutor fotografado a 173 km/h efectuou o pagamento no local. O outro recusou-se a fazê-lo, tendo ficado com os documentos apreendidos. Fonte socialista admitiu as duas autuações ao CM, referindo que as viaturas controladas pela GNR são "de transporte de material de campanha".

POLÍTICOS EM CAMPANHA A ALTA VELOCIDADE

Com a multiplicação de acções de campanha de norte a sul do País, é comum ver as caravanas dos partidos a deslocarem-se a alta velocidade de comício em comício. No entanto, quando devidamente coordenado, o normal é estas comitivas serem escoltadas por batedores contratados, que circulam de moto e automóvel.
"As iniciativas são muitas e são para cumprir", dizia António Guterres, quando ainda era candidato a primeiro-ministro. Mas o melhor – ou o pior – exemplo foi dado por Ferro Rodrigues, em 2003, quando o carro em que seguia para uma acção de campanha na Nazaré foi detectado a 168 km/h na A8.

GNR ALERTA PARA PRECEDENTE

Na edição de sexta-feira, o CM denunciou que, por ordem expressa da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR de Coina devolveu os três monovolumes que havia apreendido à caravana eleitoral do PS numa fiscalização no Barreiro por as mesmas circularem com películas publicitárias ilegais. A devolução das viaturas implicou igualmente a anulação da coima de 1100 euros aplicada aos funcionários do partido. A decisão caiu mal junto dos patrulheiros, que agora querem saber se a ordem da ANSR abriu um precedente para futuras fiscalizações do mesmo âmbito. "Queremos saber se civis, empresas, ou outros partidos que circulem com viaturas nas mesmas condições, deverão também ser autuados", disse ao CM um dos patrulheiros. José Alho, presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da GNR, questiona mesmo "qual o moral com que ficam os militares para levantarem autos de trânsito". (não ficam com moral nenhuma porque aqui temos a velha questão dos filhos e dos enteados)

PORMENORES

CARRINHA DESAPARECEU

Os militares da GNR de Aveiro detectaram três carrinhas com os dísticos socialistas a circular em excesso de velocidade, mas uma delas fugiu à fiscalização.

CONTRA-ORDENAÇÃO

As contra-ordenações cometidas pelos dois elementos da comitiva socialista são consideradas graves, puníveis com coimas de 120 euros.

ABREM CAMINHO

Fonte do Partido Socialista disse ao ‘CM’ que os dois monovolumes ontem fiscalizados em excesso de velocidade costumam "abrir caminho às viaturas onde seguem os políticos que fazem as acções". (se abrem caminho às viaturas onde seguem os políticos podemos concluir que os ditos políticos seguem á mesma velocidade?!...)

As coisas que se aprendem com os políticos...


Hoje aprendi que afinal as peixeiras não são "PESSOAS"... também me parecia, já me tinha questionado como é que é possível conviver com o cheiro a peixe uma vida inteira...

Será que os pescadores são pessoas?

Será que o Louçã Bairrista de Esquerda cumprimenta os pescadores?




...Questionado pelos jornalistas sobre o facto de ter evitado a peixaria, Francisco Louçã foi rápido na resposta; “Nunca vou.” Porquê? “Por uma questão de princípio”, respondeu. E sustentou: “Porque cria uma dinâmica de espectáculo. Eu quero um contacto com as pessoas, não quero favorecer nenhuma forma de populismo, nenhuma forma de simplicidade na campanha eleitoral.”

Louçã tem vindo, ao longo da campanha, a “convidar todos e todas” para a criação da “força de esquerda”, referindo sempre que “todos os votos contam”. As vendedoras de peixe parecem constituir, porém, uma excepção. “Eu escolho as pessoas com quero contactar”, afirmou, peremptório.

sábado, setembro 19, 2009

e quem se lixa?... é o Rui Teixeira


AS BOQUINHAS NÃO ENGANAM... É COMO O ALGODÃO...
Eu sei que tu sabes que ele sabe que o Paulo Pedroso ... coiso e tal e também sei que o Paulo Pedroso é do PS e que foi um tal de Ferro Rodrigues que coiso e tal e tal e coiso e que agora está em Paris até ver como param as modas porque afinal os gajos do caso da casa Pia não piam e a coisa vai ficar com está... e quem se lixa? Quem se lixa é o mexilhão...




Três membros do Conselho Superior da Magistratura (CSM) nomeados pelo PS levantaram dúvidas sobre a avaliação de ‘Muito Bom’ atribuída ao juiz Rui Teixeira, que esteve à frente do caso de pedofilia da Casa Pia, e a nota está suspensa até que chegue ao fim o processo da indemnização reclamada ao Estado pelo ex-arguido Paulo Pedroso (retirado do 31 da Armada)




Porra... estou farta

Coisas estranhas na campanha...

EU QUERO UM... PRETO PARA CONDIZER COM A ROUPA TODA...
Se bem que tudo o que aconteça nestes 15 dias de campanha é estranho porque todos são aquilo que não são... há algumas mais estranhas que outras e para as quais não estava tão bem preparada... aqui vão:


- Que o sr. sócrates fosse um cordeiro e não um lobo... isto só desacredita os cordeiros, carneiros e outros que tais que nos ajudam a adormecer em dias difíceis

- Que em campanha eleitoral o M.da Saúde não se esqueça dos cheques para os dentes... lá estou eu a pagar anúncios com os meus impostos;

- Que sem mais e ao fim de uma vida em vésperas de campanha autárquica a câmara se tenha lembrado de fazer publicidade aos SENHORES que recolhem o nosso lixo... lá estou eu a pagar anúncios com os meus impostos;

- Que o Manuel Alegre, figura lendária do Partido Socialista, não tenha vergonha de voltar com a palavra atrás e que apesar de todas as humilhações que o partido lhe tem feito vá para campanha... cá para mim merece mais umas pauladas de ingratidão;

- Que os jornais deixem de ser jornais e passem a meros pasquis de alcoviteiras;

- Que o povo mude de ideias de cada vez que leva um beijinho... parecem os cães sempre a abanar o rabo;

- Que haja tanta gente a dizer mal do noticiário da Manuel Moura Guedes se ninguém o via... como é que sabiam da qualidade do mesmo? pois é... afinal viam;

- Que já se tenham esquecido que o sr. sócrates disse em évora num comício que quem baixou o EURIBOR foi ele;

- Que ninguém fale dos muitos Zés que fazem falta... vira casacas da política;

- Que os espanhóis estejam a dar tanto valor ás nossas eleições... querem lá a ver que os Filipes vão voltar?;

- Que o Louçã se desdiga (para os mais atentos) sobre o PPR, e os descontos na saúde amanhando o discurso ao jeito do dia...

sexta-feira, setembro 18, 2009

TVI, Público... quem será o freguês que se segue

Apesar de estarmos a meia dúzia de dias das eleições o fascismo encapotados do sr. sócrates não se inibe de continuar a fazer das suas...
Primeiro foi a Manuela Moura Guedes e o Notíciario de Sexta e agora é o Director do Público... deste último diz o sr. sócrates que "ele tem uma imaginação muito criativa"... pois com certeza que quem tem imaginação é criativo... e quem exerce poder à força é o quê?

Isto foi sem dúvida uma declaração de voto...

Foi o programa menos acutilante... e o Louça foi igual a ele mesmo com o timbre de voz de professor de teologia...

sábado, setembro 12, 2009

BLOCO DE ESQUERDA E O AMIGO LOUÇÃ PARARAM NO TEMPO


INTEGRALMENTE RETIRADO DO 31 DA ARMADA POR ACHAR QUE CLARIFICA NA PRÁTICA UM PROGRAMA QUE NÃO É EXEQUIVÉL PORQUE ESTAMOS NO SÉCULO XXI E ESTAS IDEIAS DO BE SÃO MUITO GIRAS MAS SE ESTIVESSE MOS EM 1960...


O BE chega ao poder, por coligação ou acordo parlamentar. O que se passaria, de acordo com o programa eleitoral de Louçã:



Domingo.



22h00 Louçã vai festejar.

17h15 (hora local, Caracas) Chavez liga a dar os parabéns.



Segunda-feira

"Avançar com um plano de nacionalização do sector energético - Galp e EDP -. A energia, a água, as vias de comunicação, ostransportes públicos, entre outros serviços públicos, têm de ser controladas por todos." (pág. 14).



08h00 Bolsa de Lisboa. Os pequenos accionistas da Galp, EDP e Brisa vêem as suas acções perder o valor enquanto correm para as vender. Não querem ter participações em empresas controladas por um governo que acha que elas não podem ter lucro.

18h00 A Ruptura-FER exige a saída da GNR de Timor para parar de "ajudar o governo a reprimir a população".



Terça-feira

"Regulamentação das Medicinas Não-Convencionais, promovendo a formação, certificação, autonomia e auto-regulação." (pag. 22).


"legalização do consumo e docultivo para uso pessoal da cannabis." (pag. 31)



12h00 Louçã inaugura as hortas comunitárias de Lisboa com plantações de cannabis para consumo próprio. Um cultivador entusiasma-se com a inauguração e magoa-se, decidindo ir aviar uma receita para centrar os seus chakras.


20h00 A Quarta Internacional expulsa o Bloco de Esquerda pela "participação ou de apoio a governos de colaboração de classe, hoje em dia governos com a social-democracia e o centro-esquerda"



Quarta-feira

"A banca, os seguros e todo o sector financeiro são decisivos para a actividadeeconómica, para o crédito e para a vida das pessoas e por isso devem ser públicos" "(pag. 55).

"crescente taxação da entrada de automóveis nos maiores perímetros urbanos." (pag. 83)

"prescrição médica de substâncias hoje ilegalizadas, como o são a heroína ou a cocaína"(pag. 30).



07h30 Comissão Europeia ameaça Portugal com sanções pela não indemnização das nacionalizações da banca. Investidores estrangeiros abandonam Portugal. VW e Renault fecham as portas. António Chora sai do BE.

10h00 Manifestações em Lisboa e Porto dos Sindicatos da EDP, GALP e Brisa. Engarrafamento de 30km nas novas portagens de entrada em Lisboa.


23h00 O cultivador magoado ainda não melhorou, decide ir aviar uma receita de cocaína.



Quinta-feira

"A investigação científica na área das renováveis, em particular na microgeração e redes locais, deve serincentivada nas universidades públicas, ficando o Estado com a patente das tecnologias avançadas." (pag. 69).



"extensão dos critérios de atribuição do rendimento social de inserção, para abranger os necessitados" os jovens, os desempregados de longa duração, os desencorajados"(pag. 18)

“ Impedir posição dominante no mercado de jornais nacionais generalistas e na imprensa especializada mais relevante (economia e desporto)” (pag. 92)



09h00 Os investigadores portugueses e jovens doutorados entopem o RSI por estarem "desencorajados", outros saem de Portugal.

18h00 Benfiquistas saem à rua por causa do governo quer proibir A Bola.

19h00 Sportinguistas e Portistas saem à rua por discordar que A Bola seja mais dominante do que o Record ou O Jogo.



Sexta-feira

"Legalização da morte assistida" (pag. 23)"

“fim da OMC, do FMI e do Banco Mundial” (pag. 108)

“Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares. Portugal deve defender o desarmamento geral e universal” (pag. 110)



13h00 A Al-Qaeda apoia o governo português.

14h00 Chavez declara que não vai desarmar o exército bolivariano da Venezuela nem cancela as compras de armamento à Rússia.



Sábado

“Os pagamentos em espécie devem ser tributados (como o usufruto de viaturas de serviço e o uso livre de telemóveis) (pag. 53).



Ao ler a notícia no Expresso os portugueses convocam por sms – antes que a medida entre em vigor na próxima semana- uma greve geral por perda dos direitos.



Domingo

"Fim de rodeos" (pag. 76)



Os portugueses descobrem que, até aí, havia rodeos em Portugal e não sabiam. A única boa notícia da semana.

quarta-feira, setembro 09, 2009

LEMBREM-SE DISTO QUANDO VOTAREM


Melchior Moreira - tem mesmo cara de quem está a precisar de ser reformado
Para quem não leu a notícia... para os que estão a dormir e acham que só exitem 2 partido para votar (PS e PSD)


Eu trabalho e desconto desde os 17 anos e teria os 36 anos de trabalho aos 55 anos mas heis que o senhor sócrates resolve que isso é muito cedo para me reformar e aumenta-lhe mais 10 anos de trabalho ou seja posso pedir a reforma aos 65 anos.. há os que são filhos e os que são enteados...

11 anos de trabalho a brincar aos políticos e acha que mereceum reforma vitalícia que vai juntar a mais uns quantos vencimentos...

LEMBREM-SE DISTO QUANDO VOTAREM


Subvenções: Três parlamentares em causa renunciaram ao Parlamento
379 políticos com pensão vitalícia (ACTUALIZADA)


O número de ex-titulares de cargos políticos com pensões mensais vitalícias ascende já a 379 pessoas. E tudo indica que este universo subirá em breve para 385 beneficiários, dado que a Assembleia da República está a organizar os processos de seis antigos eurodeputados. Para já, em 2009, foram dadas reformas para toda a vida a três ex-deputados: Melchior Moreira e Mário Albuquerque, do PSD, e Nelson Baltazar, do PS. As subvenções vitalícias deverão custar este ano, segundo o Orçamento do Estado, 8,35 milhões de euros.
Dos três parlamentares a quem foram atribuídas subvenções vitalícias, Melchior Moreira é o mais jovem: eleito deputado em 1991 pelo distrito de Viseu, o social-democrata, que esteve no Parlamento na VI, VIII, IX e X legislaturas, pediu a pensão vitalícia em 19 de Janeiro deste ano: tinha 45 ano. Foi nessa data que renunciou ao Parlamento para ser presidente da Entidade da Região de Turismo do Porto e Norte.
Nelson Baltazar renunciou ao mandato de deputado também em 19 de Janeiro deste ano. O socialista, presidente do Hospital Garcia de Orta, conta 58 anos. Foi secretário de Estado da Modernização da Saúde, em 2000/01, e deputado de 1995 a 2005. Já Mário Albuquerque pediu a subvenção vitalícia em 1 de Maio passado, quando deixou o Parlamento. Foi deputado desde 1985.
A subvenção vitalícia está prevista na lei desde 1985, mas foi extinta em 2005.

Segundo a Caixa Geral de Aposentações, em 2008, essa regalia era paga a 376 políticos.

'ESTIVE 11 ANOS AO SERVIÇO DA CAUSA PÚBLICA'
Melchior Moreira não está minimamente incomodado por ter pedido a subvenção vitalícia com apenas 45 anos. Ao CM, o antigo deputado do PSD, pelo círculo eleitoral de Viseu, foi categórico: 'Não me incomoda de maneira nenhuma, é um direito que tenho e que me assiste em função do tempo que dediquei à causa pública'.
Para relevar o seu desempenho enquanto deputado, o social-democrata é ainda mais preciso: 'Tenho cerca de 11 anos de trabalho de causa pública e só me consideraram nove'. Por isso, remata: 'Estou perfeitamente de consciência tranquila, porque houve empenhamento pessoal e acompanhamento político'. E destaca o trabalho em defesa de Viseu, círculo pelo qual foi eleito.

REGALIA EXTINTA

A extinção da subvenção vitalícia foi extinta pelo Governo de José Sócrates em 2005. Sócrates considerou-a 'privilégios injustificados' dos políticos. Desde Outubro de 2005, essa regalia só é dada a quem já tinha obtido esse direito.
8,35 milhões de euros é a verba prevista no Orçamento do Estado para pagar as subvenções vitalícias em 2009.
2000 euros por mês é, em média, o valor da subvenção vitalícia. Quando os beneficiários assumem cargos políticos, a subvenção é suspensa durante o mandato.

terça-feira, setembro 08, 2009

PARA RELEMBRAR QUE AFINAL TALVEZ ISTO NÃO SEJA UMA DEMOCRACIA

Com a ajuda do site http://jamais.blogs.sapo.pt/170255.html aqui ficam alguns excertos de notícias sobre a ideia de democracia do sr. sócrates

OS INIMIGOS

- ...O director do jornal Público, José Manuel Fernandes, e o responsável pela informação da Rádio Renascença(RR), Francisco Sarsfield Cabral, apontaram o dedo ao gabinete de José Sócrates, que acusam de ter exercido «pressões ilegítimas» sobre jornalistas dos dois meios de comunicação, relativamente à polémica das habilitações académicas do primeiro-ministro. Já o director da SIC Notícias, que tal como os outros dois também foi ouvido esta tarde pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), fala apenas em «nervosismo excessivo».
Os três responsáveis foram chamados a prestar esclarecimentos depois de o semanário Expresso ter publicado um trabalho, a 31 de Março, sobre alegadas tentativas de condicionamento dos media por parte do Governo, em que são citados. O autor do artigo, Nuno Saraiva, e o jornalista do Público, Ricardo Dias Felner, também foram ouvidos hoje. Na próxima quarta-feira, é a vez do assessor do primeiro-ministro David Damião. No final da audição de hoje, José Manuel Fernandes, apesar de ter recusado que tivesse sentido pessoalmente pressões foi taxativo quando à sua existência. «Nas conversas com jornalistas do Público houve alusões a um possível processo judicial, o que no meu entender é uma pressão ilegítima sobre quem está a escrever notícias porque parte do princípio que uma pessoa vai violar a lei», disse o director do diário.
- António Albino Caldeira - "Dossier Sócrates"
- http://www.youtube.com/watch?v=v_Cb5uUpLqI
-O primeiro-ministro anunciou, sexta-feira, através de um comunicado, que pretende processar a TVI, depois desta ter colocado no ar uma peça de áudio onde o consultor Charles Smith o chama "corrupto".
- João Miguel Tavares
- O primeiro-ministro anunciou, sexta-feira, através de um comunicado, que pretende processar a TVI, depois desta ter colocado no ar uma peça de áudio onde o consultor Charles Smith o chama "corrupto".

TVI
A PT está ultimar a compra de uma participação de cerca de 30% na Media Capital, proprietária da TVI, numa operação que assinala o regresso da operadora liderada por Zeinal Bava ao negócio dos conteúdos audiovisuais, apurou o Económico.
...O «Governo já conhecia negócio PT/TVI desde o início do ano». A garantia é dada pelo semanário «Expresso» na edição deste sábado. A publicação salienta que o Executivo liderado por José Sócrates «acompanhou todo o processo de venda de parte da Media Capital (dona da TVI) pelos espanhóis da Prisa».
«Desde Janeiro que a hipótese de a PT entrar na empresa era defendida pelo Executivo de Sócrates, podendo ser feita directamente ou via Espanha, onde a Prisa pode sofrer uma recomposição accionista», frisa o «Expresso».
O semanário garante que tanto José Sócrates como o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, «estiveram sempre a par» do negócio. «Os protestos contra um negócio que colocava a TVI na alçada do Estado deram cabo da transacção», refere o jornal.

TSF
... Teresa Dias Mendes, actual editora de Política, cede o lugar a Paulo Tavares, jornalista responsável pela edição dos noticiários da noite da estação e também pelo programa Motores, sobre automóveis, emitido de segunda a sexta-feira às 21h35.Teresa Dias Mendes, que deixará de fazer política na TSF, foi protagonista de um episódio durante a última campanha para as eleições europeias, em que o conteúdo de uma peça assinada pela jornalista não agradou ao primeiro-ministro. A peça aludia a referências, embora indirectas, de José Sócrates ao sindicalista Mário Nogueira, com o primeiro-ministro a sugerir que o dirigente da Fenprof estaria a ser manipulado politicamente.O episódio levou a uma intervenção do gabinete de José Sócrates junto da direcção da TSF e a uma troca de palavras entre a jornalista e o próprio Sócrates num jantar de campanha em Viseu, uma semana antes das eleições. Segundo Paulo Baldaia, que frisa que as alterações partiram todas de “decisões da direcção”, nenhuma das mudanças terá efeito imediato: “Serão alterações para a nova grelha, só para Outubro.”

segunda-feira, setembro 07, 2009

porque o rídiculo só se pode ilustrar de forma rídicula

Roubado do 31 da Armada do qual sou fã incondicional... obrigado por este momento de humor

quinta-feira, setembro 03, 2009

Para avivar a memória...

Mais um passo atrás na liberdade de opinião...


Eles estão mesmo com medo... agora vale tudo
Sexta feira que se preze tem o noticiário da Manuel Moura Guedes... diferente, agressivo e desempoeirado dava a conhecer os podres escondidos de uma nação que cada vez mais está amordaçada.


Hoje finalmente os senhores do país conseguiram eliminar a dor de cabeça acabando com as notícias da Manuela Moura Guedes.


Hoje a democracia retrocedeu mais um pouco.


A culpa dizem os tais que não gostam das notícias é de Espanha... sempre os espanhoís servem para alguma coisa para além de nos venderem caramelos.


Hoje deixamos de ter a Televisão Independente... hoje resta-nos a certeza que este senhor usa e abusa da frase "quero, posso e mando".


Extracto da notícia da Lusa


De acordo com as mesmas fontes, o director-geral da TVI, Bernardo Bairrão terá ainda tentado convencer a Prisa a não suspender o jornal de sexta-feira, apresentado por Manuela Moura Guedes.
O director-geral da TVI Bernardo Bairrão, que era vice de José Eduardo Moniz e que lhe sucedeu após a saída para o grupo Ongoing, tem estado incontactável.
O Jornal Nacional estava previsto recomeçar na próxima sexta-feira com uma investigação sobre o caso Freeport, com documentação «que contradiz as informações que têm sido publicadas», segundo disse Manuela Moura Guedes.
O jornal de sexta da TVI é líder de audiências, não tem orçamento próprio e não é dispendioso, pois é praticamente todo feito com jornalistas da casa, asseguraram as fontes, desmentindo rumores de que a justificação para a decisão se prendia com os custos do noticiário.
A direcção de informação da TVI demitiu-se hoje em bloco devido ao cancelamento do Jornal de Sexta.
Além da direcção de informação, também a chefia de redacção - António Prata e Maria João Figueiredo - apresentou demissão.
A direcção de informação era, até agora, composta pelo director, João Maia Abreu, e pelos adjuntos, Mário Moura e Manuela Moura Guedes.
O grupo Prisa, que em Espanha detém órgãos de informação como o El País, a cadeia de televisão Telecinco e cadena Ser, adquiriu a Media Capital - proprietária da TVI - em Julho de 2005 a Pais do Amaral.

As pensões de reforma...

"Nunca permitirei que as pensões dos portugueses sejam jogadas na bolsa". José Sócrates, Guimarães, 20 Set 08

Este homem é só chavões... o que é certo é que 20% do dinheiro da segurança social está aplicado em acções e 70% em obrigações... foi com jogos destes que o BPN foi parar ao charco.

Será que ainda vou ter direito a reforma apesar de ter descontado?

Andamos uma vida a dar dinheiro para alguns senhores andarem a brincar ao jogo da bolsa, senhores que não são escolhidos por nós mas sim pelo governo que como sabemos está cheios de trafulhas e incompetentes...

quarta-feira, setembro 02, 2009

50 x 2 + 1 e 200




Que pena só agora peceber que afinal o que está a dar é ter filhos...

Ora vejamos:

Quando o pimpolho nasce o amigo (uma espécie de padrinho) Sócrates põe 200 € para uma conta poupança onde os pais e de mais família poderão depositar dinheiro até os 18 anos (se o tiverem) e quanto maisnão seja a criatura aos 18 anos terá 210 € se o banco não tiver falido entre tanto.
Quando o pimpolho vai estudar "O Padrinho" dá uma bolsa de estudo (não ficou explicado se era preciso ter boas notas) ou seja triplica o fabuloso abono de familia (verdade que tanto o padrinho como a madrasta tiveram difiuldades em se entenderem com as contas).
Tudo bem com tantos benefícios mas com serão eles atribuídos? E onde vamos nós buscar tanto dinheiro?
Eu que até não tive filhos, por isso logo nunca fui beneficiária de qualquer tipo de contribuição governamental ou social, dúvido de tanta caridade em vésperas de eleições.

segunda-feira, agosto 31, 2009

« Os politicos e as fraldas devem ser mudadas frequentemente e pelas mesmas razões»

"Eça de Queiroz”

sábado, agosto 29, 2009

VAMOS MOSTRAR QUE QUEM COM VENENO MATA; COM VENENO MORRE

Mandaram-me por e-mail esta petição de solidariedade para com os muitos colegas que foram "despedidos" e porque vi muitos irem sem razão para tal resolvi ser solidária.

Muitos colegas meus se viram nos disponíveis pela simples injustiça de dois anos antes colaborarem com as chefias na distribuição das celebres quotas, a conversa era sempre a mesma - "este ano dou-lhe um bocadinho menos para podermos beneficiar X ou Y", no ano seguinte , "este ano tenho que dar o Bom ao sicrano porque o faz subir de escalão"

E de repente o jogo muda e quem teve dois anos com Suficiente entrava nas listas dos excedentes... alguns além de bons funcionários eram bons colegas e tal como eu achavam que ter uma notação anual era uma palhaçada... foram apanhados numa armadilha



O TEU FUTURO SÓ DEPENDE DE TI.
Assim chegará aos 700 000 funcionários públicos, que deixaram de o ser desde 1 de Janeiro de 2009 com a Lei 12-A.


Sr. Primeiro Ministro


É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar publicamente os funcionários públicos, de fazer tudo para colocar a população contra nós, de alterar os direitos adquiridos para a aposentação, nem de aprovar o novo regime de Vínculos Carreiras e Remunerações que acaba com as carreiras, as garantias que tínhamos e os direitos adquiridos que tínhamos, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.


Não tinha procedido a despedimentos, para de seguida contratar novos colegas, com quem simpatiza mais.


Não tinha criado o SIADAP desta forma, para promover e contemplar quem dá graxa aos chefes, e impedido a carreira a quase todos os funcionários. Não chega uma vida inteira para chegar ao meio da carreira em muitas situações.


Não tinha criado um sistema de escolha dos dirigentes que fazem o que lhe interessa, podendo até serem de fora do sistema, acabando com os concursos e com as oportunidades para os que são já funcionários públicos experientes e reconhecidos.


NÃO TINHA DESTRUÍDO A FUNÇÃO PUBLICA, DEIXANDO O VAZIO, POIS ATÉ NEM SABE O QUE É, ESTA NOBRE FUNÇÃO DE SERVIR TODOS, INDEPENDENTE DAS RAÇAS, SITUAÇÃO SOCIAL E ASCENDÊNCIA FAMILIAR.


As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder.


É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.


Chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover todas estas enormes afrontas.


Somos 700 000, o equivalente a 14% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de 2 meses, grande parte dos funcionários votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido não só não terá mais a maioria mas perderá as próximas eleições e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos funcionários públicos.


Colegas, quem foi capaz de aguentar a perseguição, a desmotivação, a perda de horizontes para a sua vida, sentir que pode ser despedido a qualquer momento com os mapas anuais de pessoal, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.


Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher; maiorias nunca mais.


Os funcionários públicos, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 1 000 000.


Os Funcionários Públicos deverão estar unidos, esta união deverá ser para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.


Façamos contas:


- Se esta mensagem vai ser enviada a 10 colegas.


- Se cada um dos colegas enviar a mais 10 dá 100.


- Se estes enviarem a mais 10 dá 1000.- Se estes enviarem a mais 10 dá 10 000.


- Se estes enviarem a mais 10 dá 100 000.


- Se estes enviarem a mais 10 dá 1 000 000.


Assim se vê a nossa força.


Não a menosprezes. Usa-a.


Se não estarás cada vez pior como tens visto, sem esperares nenhuma alteração à situação que te foi criada. Rapidamente todos os colegas e seus familiares ficarão a saber a informação que ela contém e a sua força.


O TEU FUTURO SÓ DEPENDE DE TI. ESTÁ NAS TUAS MÃOS. O FUTURO DE PORTUGAL DEPENDE DE TI.


Começou oficialmente a campanha eleitoral dos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS contra o PS

sábado, agosto 22, 2009

nós não somos tontos...

O meu agradecimento aos autores do vídeo porque realmente os portugueses tem uma memória muito curta

terça-feira, agosto 18, 2009

UP - ALTAMENTE




se está farto do calor


se está farto do Sócrates


se está farto de comer a poeira no caminho dos que vão de férias


se está farto de política e campanhas... vá ver o UP


abandone as crianças, as tias, o chá de domingo, a praia gordurosa e esconda-se numa sala de cinema a ver este maravilhoso filme... juro que vai sair de lá com um sorriso na cara

segunda-feira, agosto 17, 2009

A campanha e os truques do costume








(as imagens foram copiadas do blog http://31daarmada.blogs.sapo.pt/ porque acho que estão geniais)

Porque será que toda a pré campanha eleitoral me parece um jardim de recreio de uma escola onde nos intervalos se reunem os 2 bandos diferentes do bairro?




Porque será que as campanhas eleitorais são todas iguais e se resumem a "eu fiz" e "eu vou fazer" apenas com algumas excepções de "ele fez e eu vou rasgar".




Tal como nas escolas continuo á espera que chegue o "contínuo" (agora deve ser assistente técnico...) que pegue nos chefes dos bandos e os ponha de castigo como nos bons velhos tempos em que exitia educação e respeito pelo demais.




As propostas são abolidas por acusações e as feiras e romarias que antes eram locais de diversão, reunião e de manifestações de fé são agora palco para os palhaços do costume distribuirem beijinhos e apertos de mão (nem a possibilidade de uma pandemia nos salva) recheados de palavras vâs que são esquecidas logo que acabe a temporada das promessas.




No fim restam as paredes e os gigantes muppies que nos invadem o dia a dia com as caras dos actores do costume.

Este foi preso pelo grave crime que cometeu neste vídeo

E VIVA CUBA

quinta-feira, julho 23, 2009

BANKSY - o graffiteiro




há grafittes que nos marcam e que marcam a diferença...


fazer um graffit não é assinar uma parede com rabiscos coloridos que pretendem remeter para pseudo gangs de bairro da lata, graffiteiro (se esta palavra existe...) é um artista em grande escala que sabe desenhar e pintar

quarta-feira, julho 15, 2009

Lolitas


Uma Lolita que fotografa Lolitas... muito bom

sexta-feira, julho 10, 2009

Artigo de Miguel Sousa Tavares, Expresso 27/06

Conversa entre mim e uma amiga(…):

Quem será a amiga ?????

— É sempre assim, esta auto-estrada?
— Assim, como?
— Deserta, magnífica, sem trânsito?
— É, é sempre assim.
— Todos os dias?
— Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
— Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
— Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
— E têm mais auto-estradas destas?
— Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. — respondi, rindo-me.
— E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
— Porque assim não pagam portagem.
— E porque são quase todos espanhóis?
— Vêm trazer-nos comida.
— Mas vocês não têm agricultura?
— Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
— Mas para os espanhóis é?
— Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
— Mas porque não investem antes no comboio?
— Investimos, mas não resultou.
— Não resultou, como?
— Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
— Mas porquê?
— Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pêndula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
— E gastaram nisso uma fortuna?
— Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
— Estás a brincar comigo!
— Não, estou a falar a sério!
— E o que fizeram a esses incompetentes?
— Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
— Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
— Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km. Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
— Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
— Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
— Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
— Isso mesmo.
— E como entra em Lisboa?
— Por uma nova ponte que vão fazer.
— Uma ponte ferroviária?
— E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
— Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
— Pois é.
— E, então?
— Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
— E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
— Não, não vai ter.
— Não vai? Então, vai ser uma ruína!
— Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína — aliás, já admitida pelo Governo — porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
— E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
— Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
— E vocês não despedem o Governo?
— Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
— Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
— Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
— O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
— A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
— Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
— É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
— E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
— O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
— Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
— É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
— Não me pareceu nada...
— Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
— Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
— Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
— E tu acreditas nisso?
— Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
— Um lago enorme! Extraordinário!
— Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
— Ena! Deve produzir energia para meio país!
— Praticamente zero.
— A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
— A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
— Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar — ou nem isso?
— Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
— Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
—Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
— Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
— Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento.
E suspirou:
— Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

quinta-feira, julho 09, 2009

Kimiko Yoshida's







Os auto retratos que Kimiko Yoshida's faz são espectaculares. A inspiração em grandes pintores e a criatividade e execução perfeita fazem deste trabalho uma obra a não perder

terça-feira, julho 07, 2009

http://www.meetup.com/Troca-Tintas-Arte/pt




Uma nova aposta para divulgar e falar de arte


Sair de casa, ver exposições e conversar em torno de um tema... reinventar a tertúlia com papel e lápis ou apenas com os conhecimentos de cada um.


Continuando a falar de eclaires... aqui fica o pouco do nosso eclaire português para que não esqueçamos que as trafulhices não começaram agora...

Uma imagem para não esquecer... acho que até deviamos ter adquirido a tartaruga... para se guardar no nosso jardim zoológico ou quem sabe na Fundação Mário Soares...

Esta postura de estado do Mário Soares é equivalente ao Manuel Pinho... acho que isto é um problema do PS... gostam de fazer macacadas

"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"
por Clara Ferreira Alves


Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana,para a voz da rua.


A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bompar de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.


A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.


A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.


A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.


A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.


A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".


A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.


A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.


A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.


A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.


A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.


A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.


A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "ContosProibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.


A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).


A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França -21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 milquilómetros).


A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal.


A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.


A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forteblindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.


A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia devigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.


A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado,que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.


A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou anulidade da licença de obras.


A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.


A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.


A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.


A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.


A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.


A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.


A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.


A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.


A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.


A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.


A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.


A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.


A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.


A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.


No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.


Vai... e não volta mais.


Clara Ferreira Alves
Expresso

segunda-feira, julho 06, 2009

Porque os olhos também comem







Digam lá se não dá vontade de comer... até se engorda só de ver


Eclaires... nem parecem de verdade

segunda-feira, junho 29, 2009

É nestas coisas que a América bate aos pontos os Europeus...

Quando é que será que a justiça em Portugal mostra alguma eficiência...
Ou será que só sabem exigir direitos e empinar o nariz lá para os lados da justiça...


Madoff condenado a 150 anos por maior fraude financeira da história
29.06.2009 - 16h37
Por PÚBLICO

Bernard Madoff foi hoje condenado a 150 anos de prisão por um tribunal de Manhattan por ter cometido a maior fraude financeira da história.
Antes da leitura da sentença, Bernard Madoff disse ao juiz que os crimes que cometeu não têm desculpa.
“[Irei] viver com esta dor, este tormento para o resto da minha vida”, disse também o investidor, de 71 anos.
Durante a sessão, Madoff ouviu depoimentos das vítimas da fraude que cometeu e pela qual reconhece danos provocados superiores a 50 mil milhões de dólares, numa sessão que teve início no tribunal de Nova Iorque ao início da tarde (hora de Lisboa).
Em Março passado, Madoff tinha-se reconhecido culpado de 11 acusações e o juiz que preside ao caso, Denny Chin, disse que iria impor uma sentença que entendesse como “razoável

sexta-feira, junho 26, 2009

Morreu o Michael Jackson - fica a sua música para recordarmos







O meio século de vida e quase tanto de carreira do cantor norte-americano foi uma sucessão de êxitos mas também de polémicas.
1958
Nasce a 29 de Agosto, em Gary (Indiana). É o sétimo filho de Joseph e Katherine Jackson.
1966
Junta-se aos irmãos mais velhos no grupo Jackson 5, que levará a família a mudar-se para a Califórnia.
1975
Os Jackson 5 rompem contrato com a Motown e mudam-se para a Epic. Michael já é o principal compositor do grupo.
1978
Entra no filme 'The Wiz', uma espécie de versão afro-americana de 'O Feiticeiro de Oz', interpretando um espantalho ao lado de Diana Ross.
1980
Lança 'Off the Wall', seu primeiro álbum a solo, produzido por Quincy Jones, com quem manteria uma longa colaboração.
1982
Após vários adiamentos, revela em Novembro o disco 'Thriller', que se tornaria o mais vendido de sempre. Torna-se o primeiro artista negro a aparecer na MTV, com o teledisco de 'Billie Jean'.
1983
Inventa o passo de dança 'moonwalk', que durante anos será um dos símbolos de quem passa a ser conhecido por 'rei da música pop'.
1984
Sofre queimaduras de segundo grau no couro cabeludo durante a gravação de um anúncio para a Pepsi. Mais tarde, conquista nove prémios Grammy graças a 'Thriller'.
1985
Empenha-se numa campanha de luta contra a fome em África que é popularizada pela canção 'We Are the World'.
1987
O seu disco 'Bad' desilude a crítica mas volta a fazer sucesso entre os fãs, colocando cinco temas no primeiro lugar no top de singles.
1988
Muda-se para o rancho Neverland, na Califórnia. O isolamento e as excentricidades, associadas às mal explicadas alterações na sua aparência, valem-lhe uma nova alcunha: 'wacko jacko' (Jack maluco).
1990
Assina um contrato com a Sony que estabelece um vínculo de 15 anos com a editora discográfica. Deveria receber 180 milhões de dólares por cada um dos seis álbuns previstos.
1991
Regressa com o teledisco de 'Black or White', mais uma vez realizado por John Landis, um dos responsáveis pelo sucesso de 'Thriller'. O álbum 'Dangerous' tornar-se-ia o segundo mais vendido da sua carreira até então.
1993
Interrompe uma digressão mundial quando enfrenta acusações de ter abusado sexualmente de um dos adolescentes que passavam temporadas consigo em Neverland. Michael garante que não seria capaz de 'fazer mal a uma criança' mas admite partilhar cama com os seus convidados.
1994
Arquivamento do caso por falta de provas. Entretanto o cantor chegara a um acordo com os pais do jovem Jordan Chandler. Em Maio casa-se com Lisa Marie Presley, filha de outro rei da música.
1995
Lança o duplo álbum 'HIStory'.
1996
Pouco depois de terminado o primeiro matrimónio, casa-se com a enfermeira Deborah Rowe, que é a mãe de dois dos seus filhos. Esta viria, mais tarde, a abdicar de qualquer direito sobre as crianças.
2001
Reúne os Jackson 5 no Madison Square Garden, em Nova Iorque, e lança o disco 'Invincible'.
2002
Nasce o seu terceiro filho, resultado de inseminação artificial e cuja mãe nunca chegou a ser conhecida. Em Novembro choca o Mundo ao aparecer na varanda de um quarto de hotel em Berlim, suspendendo a criança (coberta por um pano) fora da janela.
2003
Na sequência de buscas no seu rancho, é algemado e levado para a esquadra no âmbito de uma investigação por suspeita de abuso de menores.
2004
Alega estar inocente das acusações perante um juiz que o critica por ter chegado ao tribunal de Santa Maria, na Califórnia, com um atraso de 21 minutos.
2005
Novamente acusado de pedofilia, acaba por ser absolvido por falta de provas. Deixa Neverland e muda-se para o Bahrein, onde ficou cerca de um ano.
2008
A Sony lança uma edição comemorativa do 25.º aniversário de 'Thriller', juntando músicos e telediscos.
2009
Preparava-se para retomar a carreira com uma série de 50 concertos em Inglaterra quando morre devido a uma paragem cardíaca na tarde de 25 de Junho.

quarta-feira, junho 24, 2009

Ainda bem que alguém se lembrou da liberdade da imprensa

Ministério Público mandou arquivar a queixa crime movida por José Sócrates contra o jornalista e colunista do Diário de Notícias João Miguel Tavares.

A queixa foi arquivada pelo Ministério Público, que considerou que "as expressões utilizadas pelo arguido, dirigidas ao primeiro-ministro, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercício do direito de crítica, inscusceptiveis de causar ofensa penalmente relevante".
O despacho de arquivamento foi proferido pela procuradora Fernanda Alves.

João Miguel Tavares já reagiu, dizendo: "era o que estava à espera. mal seria se a decisão fosse outra".

O cronista do Diário de Notícias, recorde-se, foi alvo de uma queixa do primeiro-ministro por um artigo em que fazia referências à "licenciatura manhosa", aos projectos "duvidosos" da Guarda e ao "apartamento de luxo" comprado "a metade do preço". No mesmo artigo, Tavares fazia uma comparação entre Sócrates e Cicciolina.

Desde que no início do ano o caso Freeport voltou em força à praça pública que José Sócrates já lançou uma série de queixas crime. Além de João Miguel Tavares, foram processados vários jornalistas da TVI, incluíndo o director geral José Eduardo Moniz e a apresentadora do Jornal Nacional de Sexta-feira Manuela Moura Guedes. O director e dois outros jornalistas do Público foram também alvo de queixas crime.

terça-feira, junho 23, 2009

O Jel, Nuno Duarte, o enfant terrible


Entrevista retirada do jornal i

Num país onde se brinca com o povo só podemos levar a coisas na brincadeira...


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Seja o Jel, o Neto dos Homens da Luta, ou Nuno Duarte, é o enfant terrible da televisão e dos políticos. Agora vai candidatar-se à Câmara de Lisboa


"Aqui é que se trabalha bem para a luta." Jel, o enfant terrible da televisão portuguesa, recebeu o i em tronco nu, deitado numa esperguiçadeira, sob o sol implacável de um dia de semana na Costa da Caparica. Mordaz e corrosivo como já nos habituou, o ex-humorista da SIC Radical falou da sua candidatura à Câmara de Lisboa, dos novos projectos de Neto e Falâncio e das polémicas com os políticos.

Essa candidatura à Câmara de Lisboa é para levar a sério?

Claro. Já estamos a recolher assinaturas.

Quantas faltam?

Temos mil e precisamos de 4500. Acho que vai ser fácil. Se conseguir estar no boletim, posso muito bem vir a ser vereador.

Mesmo sem um programa eleitoral?

Não tenho nem vou ter. Só levo uma proposta: transformar os jardins de Lisboa em hortas para o povo.

Mas as pessoas vão levar a candidatura a sério?

Não, mas é esse o objectivo. É nestas alturas de abstenção, quando o povo está descrente, que surgem os malucos a gritar. E o povo adora isso

Porque se candidata? Para se promover ou faz parte do acordo com a marca que o patrocina?

A Nestea só apoia o espectáculo dos Homens da Luta, não tem nada a ver com a candidatura. Este tipo de candidaturas - a minha, a do Mário Viegas e do Manuel João Vieira no passado - é que demonstra a vitalidade da democracia.

Porquê?

Vou-te dar um exemplo: convidaram-nos, há um mês, como Homens da Luta, para fazer um espectáculo na inauguração do Hotel Vila Galé, em Lagos. Estava lá o Sócrates e o Manuel Pinho. A meio do espectáculo, o primeiro-ministro fugiu e disse aos seguranças que não voltava a entrar enquanto nós não saíssemos. Isso dá-me gozo. A política dá-me gozo. E se eu sou popular porque não posso ir a votos?

Já não é a primeira vez que tem problemas com Sócrates...

É verdade. Numa manifestação da CGTP, estávamos a passar na Rua Bramcamp, onde mora o primeiro-ministro, e eu disse uns impropérios ao megafone. Um dia depois do programa, o gabinete do Sócrates ligou à SIC Radical para impedir a transmissão das repetições. Foi um incidente e o episódio acabou por ser retirado do ar.

Sente-se que tem um certo orgulho a falar disso, como se intimidar um político fosse uma espécie de vitória....

Completamente. É sinal que o meu trabalho de provocação está a surtir efeito.

Não acha que exagera?

Sim, reconheço que sim. E esse caso do Sócrates foi um deles.

É filiado nalgum partido?

Não. Já andei próximo do "berloque" de esquerda, em 1999. Cheguei a ir a algumas reuniões, ajudei a colar cartazes, organizei umas festas. Mas depois desiludi-me, por causa da ideologia. Para mim, tudo o que é ideologia, faz-me retrair.

E o seu partido, não tem ideologia?

O meu não. Vai chamar-se Todo Partido e o objectivo é, depois das eleições, ser um aglutinador de candidaturas semelhantes, ser a base para alguém se candidatar a um junta de freguesia, por exemplo.

Votou nas últimas eleições?

Não, agora só voto em mim. Por isso é que me vou candidatar.

Tem cartão de eleitor?

O primeiro já o fumei. Depois não voltei a tirar, era mesmo bom para fazer filtros...

Falando do percurso de humorista, o que anda a fazer?

Há um mês que estamos com o espectáculo Homens da Luta. É o Neto e o Falâncio, com uma banda de dez elementos e instrumentos tradicionais. Vamos correr os cine-teatros das capitais de distrito.

E o programa da SIC Radical?

Depois do "Vai tudo abaixo na América" apresentámos uma proposta para outros programas, mas não têm o dinheiro que nós precisamos. Temos um acordo com um operador de internet para fazer sketches e colocar online.

Um "Vai Tudo Abaixo" na internet?

Não. É um conceito diferente. Um sketch por dia, de um ou três minutos. Mas tenho pena de não fazer televisão.

Nenhum canal generalista vai apostar no Jel. Têm os Contemporâneos, os Gato Fedorento..

Não sei porque têm medo, já provamos que somos produtivos. Gosto do Nuno Lopes e acho os Gato previsíveis. Já disse que eles são betinhos e é verdade: é pessoal do Colégio São João de Brito.

E o Jel onde estudou?

Na Secundária de Odivelas, hard-core motherfucker [risos]. Até facadas havia. Eu era da tribo dos punks, tinha crista e tudo. Daí a alcunha Jel.

Quanto custava o "Vai Tudo Abaixo"?

A SIC Radical deu-me 20 mil euros por vinte episódios na América. Estive lá uns três meses e perdi dinheiro. Sou mau a negociar porque apresento as ideias cheio de pica e as pessoas percebem isso.

Onde esteve nos Estados Unidos?

Nova Iorque, Filadélfia, Washington, Las Vegas. Foi um grande programa. O meu irmão apertou a mão ao Obama. Se fosse outro gajo qualquer abria os telefornais.

Porque acha que o ignoram?

Não sei, mas os artistas como eu, em Portugal, sempre viveram mal.

Quem?

O Bocage, por exemplo...

Achas que é o Bocage do século XXI?

Não sou poeta, mas sim, identifico-me. Era um gajo à margem, como eu. Portugal é foo. Até acho que em relação a outros artistas sou um priveligiado - graças a Deus existem marcas para nos patrocinar.

Apesar de estar a representar, há uma certa genuidade nas suas personagens. Não acha que ao ser patrocinado por uma marca vai desvirtuar essa imagem?

O público percebe. Voltando aos Estados Unidos, o que fazia lá, além dos sketches?

Filmámos quase todos os dias. Estivemos com os Moonspell, José Luís Peixoto, Lobo Antunes. E em Las Vegas divertimo-nos...

Divertiram-se...?

Sim, jogámos e fomos a umas casas de strip.Perdeu dinheiro?Claro, umas centenas de dólares - 200 ou 300. E fui dos que perdi menos. Os gajos lá são muita manhosos: enquantos estás a jogar estão sempre a oferecer-te bebidas.

Já lá tinha ido com a sua banda pró-guerra, os Kalashnikov...?

Demos dois concertos, no Texas e Nova Iorque. Como? Aquilo não é uma banda para levar a sério, era tudo a abandalhar...Era o ca?!&=o. Fo#!-se, desculpa lá, os Kalashnikov é ganda rock! Gravámos um CD.

Sim, é bem tocado, mas é para o número...

Todo o rock é a avacalhar, essa é a essência do rock, o avacalho. Desde os Rolling Stones, aos Ramones, Clash... Há é uma mensagem satírica e negra de pró-guerra.

Por falar em música. Começou num registo quase romântico, a cantar o “Viola-me Eléctrica”....

Era uma coisa lírica....

A puxar para o introspectivo e lamechas.Era. Não tenho jeito especial para coisa nenhuma, mas sou muito teimoso. Nesse disco era eu e as minhas dúvidas existenciais. Mas não tenho jeito para chorão...

Ainda assim foi para o Brasil à custa das vendas....

Sim, vendi quase dois mil discos. Agarrei nos 10 ou 12 mil euros e fui passear para o Brasil.

E já tinha estado em Paris.

Sim, tinha uns 19 anos. O meu ganha-pão foi vender caldos knorr como se fosse ganza junto à campa do Jim Morrison. Era a zona mais freak do cemitério Pére Lachaise, fumávamos umas das nossas – que eram boas – partilhávamos com os turistas, e depois vendíamos caldos knorr.

Nunca teve problemas com a polícia?

Em França passei uma noite na esquadra, mas foi por pegar fogo a uns caixotes.

E em Portugal?

Fui detido várias vezes, preso não. Uma vez, ainda no tempo da Revolta dos Pasteis de Nata, foi por estar vestido de bófia, num sketch de um polícia racista. Era tudo malta minha conhecida, mas filmado como um apanhado, para captar a reacção das pessoas._O problema foi que alguém chamou a bófia, e fomos todos de cana.

Qual foi a situação de maior stress?

Uma vez que fomos para o circo Chen reclamar por causa dos animais. Levámos porrada, e quase fui parar à jaula dos leões.

sexta-feira, junho 19, 2009

Musica brasileira em noite de Santo António



Lisboa já não é o que era, as tradições estão a perder-se e é com tristeza que vejo os Santos Populares diluírem-se numa mistura de outros interesses culturais que nada tem a ver connosco.
Entre sardinhas e jarros de vinho foi com alguma surpresa que me deparei com uma mini feira, junto ao chafariz do rei e á Casa dos Bicos, de artesanato peruano...
Se havia ideia de deixar vender alguma coisas nas festas tradicionais lisboetas por que raio não se vendeu manjericos ou artesanato típico português?
Com centenas de turistas a desfrutarem toda a alegria que se junta nas ruas dos bairros tradicionais porque não patrocinar o nosso artesanato?
Mas as surpresas não ficaram só por aqui...
Em frente à mesma casa dos bicos estendia-se um palco onde se ouvia musica brasileira... numa das noites estava a cantar a Simara... mais típico não pode haver.
Será que no sambodromo em pleno Carnaval desfilam ranchos folclóricos?
Um pouco mais adiante actuavam uns peruanos disfarçados de índios, com grandes tocados de penas... muito elucidativo para os estrangeiros que nos visitam...
Como deduzo, que pela quantidade de polícia que estava nas ruas, que esta gente tinha autorização camarária... qual será o método de selecção e quem o faz?
Não há dúvida que o Sr. António Costa está bem rodeado de ignorantes que não se importam de disvirtualizar costumes e tradições.

quinta-feira, maio 28, 2009

quinta-feira, maio 21, 2009

POIS...


Se eu me tivesse dedicado à política, oh Atenienses, teria perecido há muito tempo atrás e não teria feito bem algum, nem a vocês, nem a mim mesmo.


SÓCRATES (470-399 AC)

o que se vai fazendo por esse mundo fora...


Ora aqui está um bom uso para os grafitts... em Filadélfia repintaram os camiões do lixo utilizando antigos padrões de texteis...

Já estou a imaginar um camião do lixo com os desenhos tradicionais de Viana do Castelo ou de Castelo Branco... e com o galo de Barcelos?

quarta-feira, maio 20, 2009

Ainda há gente com coragem para falar


Texto caçado no blogue do seu autor, José M. Barbosa.

«Senhor Primeiro Ministro,Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Excelência.
Tem Vossa Excelência apenas mais um ano de idade do que eu. Permita-me
no entanto que lhe diga que não tem a minha idade, no sentido de que não somos da mesma geração e não é pela diferença de calendário. Em 1974 aderi ao Partido Socialista, fui secretário da Juventude Socialista do Estoril e nesta qualidade passei as estopinhas para que ideias, políticas sociais, fossem implementadas pelo Partido Socialista. Quando Francisco Pinto Balsemão desistiu do "Jornal de Cascais" eu fundei um outro jornal, em Cascais, chamado "Boca do Inferno". Aldo Moro tinha sido assassinado. Lembro-me de ter escrito sobre isso, de atribuir a culpa ao PCI. O jornal era um manifesto anti-comunista. Custou-me dezasseis contos o primeiro número de só dois (fiquei teso e o Senhor meu Pai não era o Pai Natal mas quase).
Já lá vão 34 anos mas sou o mesmo. Contei com o nobre apoio de AntónioGuterres (UM SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? - e JoséLuís Nunes (OUTRO SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? com quem privei (este último infelizmente partiu). De António Lopes-Cardoso e Manuel Poppe Lopes-Cardoso (a quem desejo uma rápida recuperação e vê-lo em breve). Theutónio-Pereira e outros, como dizia Pessoa, de quem me não quero esquecer porque não me lembro. Nestas andanças, Senhor Primeiro-Ministro, nunca o vi. Afinal, onde estava Vossa Excelência no 25 de Abril ?
Na FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, rua do Alecrim) nem em nenhum outro lado, vi Vossa Excelência. Vossa Excelência era provavelmente, ainda, um bebé. Nem no comício da fonte luminosa em que estive a fazer segurança a Mário Soares, armado até aos dentes com G3,entregues pelo CIAC (de Cascais), armas geridas pelo Sr. Botelho, piloto da barra, primo do José Manuel Casqueiro da CAP (Confederaçãodos Agricultores Portugueses), gente boa. Dispostos a dar a vida contra a tomada de poder vinda de leste, via PCP. Vossa Excelência,onde estava ? Com certeza que não no berço que não tem. Depois caíu do céu à frente da JS. Foi nessa altura que eu me afastei definitivamente.
Anos mais tarde, vim a cruzar-me com Vossa Excelência em Gondomar em1995/96, vi Vossa Excelência ser amigo e próximo do Major Valentim Loureiro (o restaurante 3M é do melhor que há), quando se discutia quem seriam as empresas que iriam tomar conta da "incineração", com menos preocupações com o ambiente, com mais preocupações pelo negócio,"bindo das Américas".
Permita-me Vossa Excelência duvidar das suas intenções.
A minha dúvida tem raiz no discurso de Vossa Excelência. Nunca fala afavor do povo português, antes debita argumentos mesquinhos, insultuosos, como se lhe tivéssemos passado um cheque em branco.
Sempre um discurso de defesa, nunca a favor de ninguém. O discurso deVossa Excelência é o que nos faz desconfiar de Vossa Excelência. Não são os casos esquisitos do Freeport, as cenas indesculpáveis na Beira e outros sítios, os seus tios que compram Maserattis e o seu primo, pessoa de bem e homem de verticalidade inquestionável, que até se pirou para fazer um curso de "karatê" no Nepal ou na China onde ainda anda. Não é nada disto. Todos temos Vossa Excelência em boa conta,como um homem honesto. Vossa Excelência falha, quando não abona a seu favor. Quando discursa a promover medidas grosseiras do governo,marketing político para inglês ver (não devia ter dito isto assim, soaa Serious Fraud Office), quando o discurso de Vossa Excelência é um discurso de defesa do seu lugar, da sua posição, do seu poder. Vossa Excelência NUNCA DIRIGIU UMA PALAVRA AO POVO PORTUGUÊS! O seu discurso é reactivo, defende-se afanosamente do que é indefensável.
O caso, mais um, "computador Magalhães", seria para mim um caso de polícia, como sempre disse, e penso que Vossa Excelência estará de acordo, não fosse o alto patrocínio do Primeiro Ministro do meu país em quem tenho de confiar, nesta parceria do nosso dinheiro com a empresa J.P. Sá Couto de Matosinhos que é a fossa das Marianas da excelência em matéria de trampa informática.
Engana-se Vossa Excelência ao tratar o Povo Português como uma hordade idiotas. É só isto que não perdoo a Vossa Excelência e lhe digo de caras. Lá porque o Partido Socialista se transformou numa corja de oportunistas e arrivistas, eu estou em crer que Vossa Excelência é completamente alheio ao facto. Pergunte Vossa Excelência a António Guterres, já que o José Luís Nunes não está entre nós.
Sabe, Senhor Primeiro Ministro, houve Homens neste País que deram a vida, a fortuna, sacrificaram a família, para que a Vossa Excelência seja permitido tratar-nos como bestas. Houve homens que sofreram a perseguição, a tortura e o exílio. Houve homens assim. É verdade.
Não, Vossa Excelência não sabe. Cá para mim, até não sabe de nada.
Compreendo no entanto, os aspectos críticos em matéria de defesa Nacional, da imagem do País. Falta-me é paciência e já não acredito em nada.Senhor Primeiro Ministro, se é homem, se é Português, prove-o de uma forma irrefutável. Nessa tão portuguesa expressão que tem raiz na coragem e na seriedade, mostre que tem tomates, pare de nos envergonhar. Nem lhe pedimos que prove que é sério... o ónus da prova... prove-nos só que é Português. Deve.
Demita-se.
E desapareça para o Nepal ou para a China. Vá ter lições de Karatê como "sensei" seu primo, que só lhe fazem bem. Não conspurque a escola de Funakoshi Guishim, meu Mestre de Shotokan. É um favor que lhe peço. Se assim for, está perdoado. Desde que não volte. Primo, idem.»