Um jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros ilíquidos a recibo verde. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho.
Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês, Pedro Silva Gomes frequentou o ensino secundário e entrou muito novo para os quadros do partido. Em 2006 foi colocado na Federação Distrital de Setúbal, onde se manteve até meados de 2008, ano em que foi reeleito coordenador do secretariado da secção de Santa Maria de Belém, em Lisboa. Entre os membros deste órgão conta-se a vereadora da Modernização Administrativa da CML, Graça Fonseca.
Já em 2009, Gomes rescindiu por mútuo acordo o contrato com o PS - passando a receber o subsídio de desemprego - e em Outubro foi o candidato socialista à Junta de Belém. No mês seguinte, perdidas as eleições, criou a empresa de construção civil Construway, com sede na sua residência, no Montijo, e viu aprovado o pagamento antecipado dos meses de subsídios de desemprego a que ainda tinha direito, no valor total de 1875 euros, com vista à criação do seu próprio posto de trabalho.
Logo em Dezembro, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aprovou-lhe também um subsídio, não reembolsável, de 57.439 euros, para apoio ao investimento na Construway e para a criação de quatro postos de trabalho, incluindo o seu. Deste valor Pedro Gomes recebeu 26.724 euros ainda em Dezembro, sendo 4086 para investimento e 22.637 para os postos de trabalho. No dia 1 desse mesmo mês, porém, o jovem empresário celebrou dois contratos de prestação de serviços com a CML, para desempenhar funções de "assessoria técnica e política" no gabinete de Graça Fonseca. O primeiro tem o valor de 3950 euros e o prazo de 31 dias. O segundo tem o valor de 47.400 euros e o prazo de 365 dias. O segundo destes contratos refere que os serviços serão prestados no gabinete de Graça Fonseca e no Gabinete de Apoio ao Agrupamento Político dos Vereadores do PS.
A autarca disse ontem ao PÚBLICO que foi ela quem convidou Gomes e garantiu que ele é "efectivamente" assessor do gabinete do PS, cuja coordenação, acrescentou, lhe foi "confiada". Este gabinete, porém, não tem existência real, sendo que Pedro Gomes é assessor de Graça Fonseca, tal como outro dos três assessores que teoricamente o compõem. O terceiro é assessor da vereadora Helena Roseta.
Graça Fonseca disse que Gomes "foi contratado por estar à altura das funções às quais foi adstrito e por ser um lugar de confiança política". A autarca garantiu que desconhece o facto de o seu assessor ter recebido os subsídios do IEFP. Já a direcção deste instituto adiantou que Gomes já recebeu este ano mais 12.593 euros para apoio ao investimento, tendo ainda a receber cerca de 10.500 euros. Face às perguntas do PÚBLICO sobre a acumulação ilegal do lugar de assessor com os apoios recebidos e aos indícios de que a Construway não tem qualquer actividade, o IEFP ordenou uma averiguação interna e admite que a restituição dos valores recebidos pelo empresário venha a ser ordenada.
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quarta-feira, novembro 17, 2010
quarta-feira, maio 12, 2010
Cada cavadela... minhoca

Aqui está uma semana de ouro do PS...
- Pressão de Sarkozy convenceu Sócrates a adiar investimentos
José Sócrates foi fortemente pressionado na sexta-feira pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, para fazer rapidamente um esforço adicional de redução do défice orçamental de modo a reforçar a credibilidade da estratégia de consolidação das finanças públicas. Esta pressão foi feita antes do início de uma cimeira de líderes dos 16 países da zona euro reunida de emergência, em Bruxelas, para salvar
José Sócrates foi fortemente pressionado na sexta-feira pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, para fazer rapidamente um esforço adicional de redução do défice orçamental de modo a reforçar a credibilidade da estratégia de consolidação das finanças públicas. Esta pressão foi feita antes do início de uma cimeira de líderes dos 16 países da zona euro reunida de emergência, em Bruxelas, para salvar
É uma vergonha que um país inteiro lhe tenha dito que as obras não podiam ir para a frente tendo em vista o panorama económico e que o sr. primeiro não tenha ouvido ao ponto de ter que ser chamado à atenção pelo Sarkozy...
- Quem tem cú... tem medo... é a explicação para a barraca do Ricardo Rodrigues
"A organização Repórteres Sem Fronteiras, que tem como objectivo a defesa da liberdade de imprensa no mundo, condenou hoje a atitude do deputado socialista Ricardo Rodrigues por ter levado gravadores de jornalistas que o entrevistavam"
- Falta de informação e não saber ouvir, que é uma caracteristica que define muito bem o sr. primeiro ministro levam-no a cometer gafes e a fazer papel de brojeço...
"Algum espanto causaram as 'gaffes' de José Sócrates, que tratou o Papa por "Vossa Eminência" em vez de "Vossa Santidade" e aludiu à "cerimónia de coroação" de Bento XVI, gesto que não existe na Igreja Católica há várias décadas"
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quarta-feira, fevereiro 03, 2010
domingo, setembro 20, 2009
É por esta gente que queres ser governado?

e se as carrinhas fossem do PSD, do PC ou do PPM? teriam o mesmo tratamento pelas autoridades ?
- Fátima Felgueiras:
- Paulo Pedroso;
- sr. sócrates;
e mais um milhar de tantos outros que se encontram acima da justiça e das leis que só se aplicam ao comum dos mortais que não está filiado no PS
COIMAS
Nas auto-estradas
Acima de 120 e até 150 Km/h as multas são entre 60 e os 300 euros.
Entre os 150 e os 180 Km/h as multas apresentam valores entre os 120 e os 600 euros.
Acima de 180 Km/h, a multa pode ser de 240 a 1200 euros, mantendo-se a inibição acessória de conduzir.
Acima de 120 e até 150 Km/h as multas são entre 60 e os 300 euros.
Entre os 150 e os 180 Km/h as multas apresentam valores entre os 120 e os 600 euros.
Acima de 180 Km/h, a multa pode ser de 240 a 1200 euros, mantendo-se a inibição acessória de conduzir.
Eleições:
Duas carrinhas controladas pelo radar da GNR perto de Coimbra
Campanha do PS em excesso de velocidade
Campanha do PS em excesso de velocidade
Três dias depois de três carrinhas Mitsubishi terem sido apreendidas numa fiscalização da GNR no Barreiro (infracção que viria a ser ‘apagada’ por ordem da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), a caravana eleitoral do PS foi ontem apanhada novamente em infracção. Dois monovolumes, curiosamente da mesma marca, foram controlados pelo radar na Auto-estrada do Norte (A1), em excesso de velocidade, perto de Coimbra. Um dos condutores dos veículos recusou-se mesmo a pagar a coima.
Um carro descaracterizado da GNR de Aveiro efectuou a fiscalização pelas 11h05, junto ao km 202 da A1, no sentido Norte-Sul. Os militares abordaram três carrinhas Mitsubishi, com identificação do PS, a circular em claro excesso de velocidade quando se preparavam para deixar a A1, na saída de Coimbra--Norte/Mealhada.
Só dois dos monovolumes viriam a ser controlados pelo radar digital da viatura. O primeiro foi fotografado a 173 km/h e o segundo, minutos depois, a 169 km/h. Com a prova necessária captada, os militares mandaram parar os dois veículos.
Numa zona em que o limite de velocidade é de 120 km/h, os dois condutores foram apanhados em contra-ordenações graves. A ambos foi aplicada a mesma coima: 120 euros. No entanto, só o condutor fotografado a 173 km/h efectuou o pagamento no local. O outro recusou-se a fazê-lo, tendo ficado com os documentos apreendidos. Fonte socialista admitiu as duas autuações ao CM, referindo que as viaturas controladas pela GNR são "de transporte de material de campanha".
Um carro descaracterizado da GNR de Aveiro efectuou a fiscalização pelas 11h05, junto ao km 202 da A1, no sentido Norte-Sul. Os militares abordaram três carrinhas Mitsubishi, com identificação do PS, a circular em claro excesso de velocidade quando se preparavam para deixar a A1, na saída de Coimbra--Norte/Mealhada.
Só dois dos monovolumes viriam a ser controlados pelo radar digital da viatura. O primeiro foi fotografado a 173 km/h e o segundo, minutos depois, a 169 km/h. Com a prova necessária captada, os militares mandaram parar os dois veículos.
Numa zona em que o limite de velocidade é de 120 km/h, os dois condutores foram apanhados em contra-ordenações graves. A ambos foi aplicada a mesma coima: 120 euros. No entanto, só o condutor fotografado a 173 km/h efectuou o pagamento no local. O outro recusou-se a fazê-lo, tendo ficado com os documentos apreendidos. Fonte socialista admitiu as duas autuações ao CM, referindo que as viaturas controladas pela GNR são "de transporte de material de campanha".
POLÍTICOS EM CAMPANHA A ALTA VELOCIDADE
Com a multiplicação de acções de campanha de norte a sul do País, é comum ver as caravanas dos partidos a deslocarem-se a alta velocidade de comício em comício. No entanto, quando devidamente coordenado, o normal é estas comitivas serem escoltadas por batedores contratados, que circulam de moto e automóvel.
"As iniciativas são muitas e são para cumprir", dizia António Guterres, quando ainda era candidato a primeiro-ministro. Mas o melhor – ou o pior – exemplo foi dado por Ferro Rodrigues, em 2003, quando o carro em que seguia para uma acção de campanha na Nazaré foi detectado a 168 km/h na A8.
"As iniciativas são muitas e são para cumprir", dizia António Guterres, quando ainda era candidato a primeiro-ministro. Mas o melhor – ou o pior – exemplo foi dado por Ferro Rodrigues, em 2003, quando o carro em que seguia para uma acção de campanha na Nazaré foi detectado a 168 km/h na A8.
GNR ALERTA PARA PRECEDENTE
Na edição de sexta-feira, o CM denunciou que, por ordem expressa da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR de Coina devolveu os três monovolumes que havia apreendido à caravana eleitoral do PS numa fiscalização no Barreiro por as mesmas circularem com películas publicitárias ilegais. A devolução das viaturas implicou igualmente a anulação da coima de 1100 euros aplicada aos funcionários do partido. A decisão caiu mal junto dos patrulheiros, que agora querem saber se a ordem da ANSR abriu um precedente para futuras fiscalizações do mesmo âmbito. "Queremos saber se civis, empresas, ou outros partidos que circulem com viaturas nas mesmas condições, deverão também ser autuados", disse ao CM um dos patrulheiros. José Alho, presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da GNR, questiona mesmo "qual o moral com que ficam os militares para levantarem autos de trânsito". (não ficam com moral nenhuma porque aqui temos a velha questão dos filhos e dos enteados)
PORMENORES
CARRINHA DESAPARECEU
Os militares da GNR de Aveiro detectaram três carrinhas com os dísticos socialistas a circular em excesso de velocidade, mas uma delas fugiu à fiscalização.
CONTRA-ORDENAÇÃO
As contra-ordenações cometidas pelos dois elementos da comitiva socialista são consideradas graves, puníveis com coimas de 120 euros.
ABREM CAMINHO
Fonte do Partido Socialista disse ao ‘CM’ que os dois monovolumes ontem fiscalizados em excesso de velocidade costumam "abrir caminho às viaturas onde seguem os políticos que fazem as acções". (se abrem caminho às viaturas onde seguem os políticos podemos concluir que os ditos políticos seguem á mesma velocidade?!...)
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sábado, agosto 29, 2009
VAMOS MOSTRAR QUE QUEM COM VENENO MATA; COM VENENO MORRE
Mandaram-me por e-mail esta petição de solidariedade para com os muitos colegas que foram "despedidos" e porque vi muitos irem sem razão para tal resolvi ser solidária.
Muitos colegas meus se viram nos disponíveis pela simples injustiça de dois anos antes colaborarem com as chefias na distribuição das celebres quotas, a conversa era sempre a mesma - "este ano dou-lhe um bocadinho menos para podermos beneficiar X ou Y", no ano seguinte , "este ano tenho que dar o Bom ao sicrano porque o faz subir de escalão"
E de repente o jogo muda e quem teve dois anos com Suficiente entrava nas listas dos excedentes... alguns além de bons funcionários eram bons colegas e tal como eu achavam que ter uma notação anual era uma palhaçada... foram apanhados numa armadilha

Muitos colegas meus se viram nos disponíveis pela simples injustiça de dois anos antes colaborarem com as chefias na distribuição das celebres quotas, a conversa era sempre a mesma - "este ano dou-lhe um bocadinho menos para podermos beneficiar X ou Y", no ano seguinte , "este ano tenho que dar o Bom ao sicrano porque o faz subir de escalão"
E de repente o jogo muda e quem teve dois anos com Suficiente entrava nas listas dos excedentes... alguns além de bons funcionários eram bons colegas e tal como eu achavam que ter uma notação anual era uma palhaçada... foram apanhados numa armadilha
O TEU FUTURO SÓ DEPENDE DE TI.
Assim chegará aos 700 000 funcionários públicos, que deixaram de o ser desde 1 de Janeiro de 2009 com a Lei 12-A.
Assim chegará aos 700 000 funcionários públicos, que deixaram de o ser desde 1 de Janeiro de 2009 com a Lei 12-A.
Sr. Primeiro Ministro
É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar publicamente os funcionários públicos, de fazer tudo para colocar a população contra nós, de alterar os direitos adquiridos para a aposentação, nem de aprovar o novo regime de Vínculos Carreiras e Remunerações que acaba com as carreiras, as garantias que tínhamos e os direitos adquiridos que tínhamos, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.
Não tinha procedido a despedimentos, para de seguida contratar novos colegas, com quem simpatiza mais.
Não tinha criado o SIADAP desta forma, para promover e contemplar quem dá graxa aos chefes, e impedido a carreira a quase todos os funcionários. Não chega uma vida inteira para chegar ao meio da carreira em muitas situações.
Não tinha criado um sistema de escolha dos dirigentes que fazem o que lhe interessa, podendo até serem de fora do sistema, acabando com os concursos e com as oportunidades para os que são já funcionários públicos experientes e reconhecidos.
NÃO TINHA DESTRUÍDO A FUNÇÃO PUBLICA, DEIXANDO O VAZIO, POIS ATÉ NEM SABE O QUE É, ESTA NOBRE FUNÇÃO DE SERVIR TODOS, INDEPENDENTE DAS RAÇAS, SITUAÇÃO SOCIAL E ASCENDÊNCIA FAMILIAR.
As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder.
É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.
Chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover todas estas enormes afrontas.
Somos 700 000, o equivalente a 14% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de 2 meses, grande parte dos funcionários votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido não só não terá mais a maioria mas perderá as próximas eleições e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos funcionários públicos.
Colegas, quem foi capaz de aguentar a perseguição, a desmotivação, a perda de horizontes para a sua vida, sentir que pode ser despedido a qualquer momento com os mapas anuais de pessoal, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher; maiorias nunca mais.
Os funcionários públicos, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 1 000 000.
Os Funcionários Públicos deverão estar unidos, esta união deverá ser para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.
Façamos contas:
- Se esta mensagem vai ser enviada a 10 colegas.
- Se cada um dos colegas enviar a mais 10 dá 100.
- Se estes enviarem a mais 10 dá 1000.- Se estes enviarem a mais 10 dá 10 000.
- Se estes enviarem a mais 10 dá 100 000.
- Se estes enviarem a mais 10 dá 1 000 000.
Assim se vê a nossa força.
Não a menosprezes. Usa-a.
Se não estarás cada vez pior como tens visto, sem esperares nenhuma alteração à situação que te foi criada. Rapidamente todos os colegas e seus familiares ficarão a saber a informação que ela contém e a sua força.
O TEU FUTURO SÓ DEPENDE DE TI. ESTÁ NAS TUAS MÃOS. O FUTURO DE PORTUGAL DEPENDE DE TI.
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS contra o PS
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terça-feira, julho 07, 2009
Continuando a falar de eclaires... aqui fica o pouco do nosso eclaire português para que não esqueçamos que as trafulhices não começaram agora...
Uma imagem para não esquecer... acho que até deviamos ter adquirido a tartaruga... para se guardar no nosso jardim zoológico ou quem sabe na Fundação Mário Soares...

Esta postura de estado do Mário Soares é equivalente ao Manuel Pinho... acho que isto é um problema do PS... gostam de fazer macacadas

"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"
por Clara Ferreira Alves
por Clara Ferreira Alves
Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana,para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bompar de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "ContosProibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).
A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França -21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 milquilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forteblindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia devigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado,que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou anulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
Vai... e não volta mais.
Clara Ferreira Alves
Expresso
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sexta-feira, fevereiro 13, 2009
FAÇAMOS DE CONTA - Crónica de Mário Crespo

" Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."
Mário Crespo
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."
Mário Crespo
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Afinal quem decide as taxas da EURIBOR é o nosso Governo...

Porque os sonhos de cada um em relação á politica - Esquerda/Direita - os impede de ver claramente, porque muitas vezes só ouvimos o que queremos, os políticos continuam brincando com o povo como os gatos brincam com as moscas...
ASSIM O NOSSO AMIGO sócrates ATREVE-SE A DIZER NUM COMÍCIO EM ÉVORA
"as garantias que demos aos bancos não foram para ajudar os banqueiros mas para garantir que os bancos tinham dinheiro para emprestar às pessoas e às empresas"... "foi essa estabilização que permitiu que a taxa Euribor descesse e que este mês os portugueses paguem menos pela prestação da casa"
E O POVO DIZ QUE SIM COM A CABEÇA ESQUECENDO-SE QUE A DECISÃO DE BAIXAR A TAXA EURIBOR PERTENCE AO BANCO CENTRAL EUROPEU
ASSIM O NOSSO AMIGO sócrates ATREVE-SE A DIZER NUM COMÍCIO EM ÉVORA
"as garantias que demos aos bancos não foram para ajudar os banqueiros mas para garantir que os bancos tinham dinheiro para emprestar às pessoas e às empresas"... "foi essa estabilização que permitiu que a taxa Euribor descesse e que este mês os portugueses paguem menos pela prestação da casa"
E O POVO DIZ QUE SIM COM A CABEÇA ESQUECENDO-SE QUE A DECISÃO DE BAIXAR A TAXA EURIBOR PERTENCE AO BANCO CENTRAL EUROPEU
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