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domingo, dezembro 13, 2009

DE VOLTA... para lutar, vencida mas não convencida


a esta ausência podem chamar "momento de reflexão"...

precisei de todo este tempo para me mentalizar que vou viver mais 2 anos (no mínimo) debaixo do fascismo socialista com o apoio do "povo"...

e assim, neste momento, julgo estar preparada para a luta contra os oportunistas, aldrabões, burlitas e fascisto-socialistas que dominam a sociedade onde vivo...

continuarei a dar as minhas opiniões mesmo que ninguém as leia porque me alivia a alma e o figado e direi NÃO a todos os que teimam em me deitar poeira para os olhos e se escondem por detrás de cargos e lobys brincando com todo um país que ainda sonha com a palavra liberdade

sábado, setembro 26, 2009

PARA REFLEXÃO - UM POVO MUITO ESTRANHO


Tirado do site que se encontra linkado (esta palavra existe?) por concordar plenamente com o mesmo sou no entanto responsável pelos comentários que se encontra a bold e a vermelho que demonstram apenas os meus mais modestos pensamentos...
Uma vez disseram sobre os portugueses e Portugal

"Um país que não se governa... nem se deixa governar.
Quem o disse, já no século III a.c., foi um general romano em carta endereçada ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica pelos romanos. «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!» "

Como eu desejo que isto seja verdade no dia 27... e que não deixem governar esse que dá pelo nome de um grande filósofo e ao qual não reconheço o direito a letra maíuscula ... sr. sócrates

MOSTREM QUE SOMOS REALMENTE UM POVO MUITO ESTRANHO

Recordar é viver: "Sócrates, o ditador" - por António Barreto
Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder. Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas?
Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. (Ferro Rodrigues, José Maria Carrilho)
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta. (a este falta vergonha na cara)
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. (este não é o da Mota-Engil?)
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. (este basta olhar-lhe para a cara)
Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se! (este é o mais vendido de todos, mete nojo)
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização. (este está tão gagá que até troca as falas e confunde o que o Sócrates diz com o que diz a Manuela F. Leite... eles nem são parecidos)
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera. (este é a pura grosseria em pessoa e sei do que falo)
Helena Roseta foi à sua vida independente. (mais uma vendida... desta vez ao António Costa com quem jurava não fazer coligação)
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas (mas eles pensam? eu acho que eles são como os papagaios... só repetem o que ouvem) resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.
Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa.
Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.
Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estavasob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado. (no dia 28 vai para uma clinica de desintoxicação de Xanax para voltar a ser o que é)
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações. Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer.
Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.

domingo, setembro 20, 2009

É por esta gente que queres ser governado?


e se as carrinhas fossem do PSD, do PC ou do PPM? teriam o mesmo tratamento pelas autoridades ?

- Fátima Felgueiras:

- Paulo Pedroso;

- sr. sócrates;

e mais um milhar de tantos outros que se encontram acima da justiça e das leis que só se aplicam ao comum dos mortais que não está filiado no PS


COIMAS

Nas auto-estradas
Acima de 120 e até 150 Km/h as multas são entre 60 e os 300 euros.
Entre os 150 e os 180 Km/h as multas apresentam valores entre os 120 e os 600 euros.
Acima de 180 Km/h, a multa pode ser de 240 a 1200 euros, mantendo-se a inibição acessória de conduzir.



Eleições:

Duas carrinhas controladas pelo radar da GNR perto de Coimbra
Campanha do PS em excesso de velocidade

Três dias depois de três carrinhas Mitsubishi terem sido apreendidas numa fiscalização da GNR no Barreiro (infracção que viria a ser ‘apagada’ por ordem da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), a caravana eleitoral do PS foi ontem apanhada novamente em infracção. Dois monovolumes, curiosamente da mesma marca, foram controlados pelo radar na Auto-estrada do Norte (A1), em excesso de velocidade, perto de Coimbra. Um dos condutores dos veículos recusou-se mesmo a pagar a coima.
Um carro descaracterizado da GNR de Aveiro efectuou a fiscalização pelas 11h05, junto ao km 202 da A1, no sentido Norte-Sul. Os militares abordaram três carrinhas Mitsubishi, com identificação do PS, a circular em claro excesso de velocidade quando se preparavam para deixar a A1, na saída de Coimbra--Norte/Mealhada.
Só dois dos monovolumes viriam a ser controlados pelo radar digital da viatura. O primeiro foi fotografado a 173 km/h e o segundo, minutos depois, a 169 km/h. Com a prova necessária captada, os militares mandaram parar os dois veículos.
Numa zona em que o limite de velocidade é de 120 km/h, os dois condutores foram apanhados em contra-ordenações graves. A ambos foi aplicada a mesma coima: 120 euros. No entanto, só o condutor fotografado a 173 km/h efectuou o pagamento no local. O outro recusou-se a fazê-lo, tendo ficado com os documentos apreendidos. Fonte socialista admitiu as duas autuações ao CM, referindo que as viaturas controladas pela GNR são "de transporte de material de campanha".

POLÍTICOS EM CAMPANHA A ALTA VELOCIDADE

Com a multiplicação de acções de campanha de norte a sul do País, é comum ver as caravanas dos partidos a deslocarem-se a alta velocidade de comício em comício. No entanto, quando devidamente coordenado, o normal é estas comitivas serem escoltadas por batedores contratados, que circulam de moto e automóvel.
"As iniciativas são muitas e são para cumprir", dizia António Guterres, quando ainda era candidato a primeiro-ministro. Mas o melhor – ou o pior – exemplo foi dado por Ferro Rodrigues, em 2003, quando o carro em que seguia para uma acção de campanha na Nazaré foi detectado a 168 km/h na A8.

GNR ALERTA PARA PRECEDENTE

Na edição de sexta-feira, o CM denunciou que, por ordem expressa da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR de Coina devolveu os três monovolumes que havia apreendido à caravana eleitoral do PS numa fiscalização no Barreiro por as mesmas circularem com películas publicitárias ilegais. A devolução das viaturas implicou igualmente a anulação da coima de 1100 euros aplicada aos funcionários do partido. A decisão caiu mal junto dos patrulheiros, que agora querem saber se a ordem da ANSR abriu um precedente para futuras fiscalizações do mesmo âmbito. "Queremos saber se civis, empresas, ou outros partidos que circulem com viaturas nas mesmas condições, deverão também ser autuados", disse ao CM um dos patrulheiros. José Alho, presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da GNR, questiona mesmo "qual o moral com que ficam os militares para levantarem autos de trânsito". (não ficam com moral nenhuma porque aqui temos a velha questão dos filhos e dos enteados)

PORMENORES

CARRINHA DESAPARECEU

Os militares da GNR de Aveiro detectaram três carrinhas com os dísticos socialistas a circular em excesso de velocidade, mas uma delas fugiu à fiscalização.

CONTRA-ORDENAÇÃO

As contra-ordenações cometidas pelos dois elementos da comitiva socialista são consideradas graves, puníveis com coimas de 120 euros.

ABREM CAMINHO

Fonte do Partido Socialista disse ao ‘CM’ que os dois monovolumes ontem fiscalizados em excesso de velocidade costumam "abrir caminho às viaturas onde seguem os políticos que fazem as acções". (se abrem caminho às viaturas onde seguem os políticos podemos concluir que os ditos políticos seguem á mesma velocidade?!...)

As coisas que se aprendem com os políticos...


Hoje aprendi que afinal as peixeiras não são "PESSOAS"... também me parecia, já me tinha questionado como é que é possível conviver com o cheiro a peixe uma vida inteira...

Será que os pescadores são pessoas?

Será que o Louçã Bairrista de Esquerda cumprimenta os pescadores?




...Questionado pelos jornalistas sobre o facto de ter evitado a peixaria, Francisco Louçã foi rápido na resposta; “Nunca vou.” Porquê? “Por uma questão de princípio”, respondeu. E sustentou: “Porque cria uma dinâmica de espectáculo. Eu quero um contacto com as pessoas, não quero favorecer nenhuma forma de populismo, nenhuma forma de simplicidade na campanha eleitoral.”

Louçã tem vindo, ao longo da campanha, a “convidar todos e todas” para a criação da “força de esquerda”, referindo sempre que “todos os votos contam”. As vendedoras de peixe parecem constituir, porém, uma excepção. “Eu escolho as pessoas com quero contactar”, afirmou, peremptório.

sábado, setembro 19, 2009

e quem se lixa?... é o Rui Teixeira


AS BOQUINHAS NÃO ENGANAM... É COMO O ALGODÃO...
Eu sei que tu sabes que ele sabe que o Paulo Pedroso ... coiso e tal e também sei que o Paulo Pedroso é do PS e que foi um tal de Ferro Rodrigues que coiso e tal e tal e coiso e que agora está em Paris até ver como param as modas porque afinal os gajos do caso da casa Pia não piam e a coisa vai ficar com está... e quem se lixa? Quem se lixa é o mexilhão...




Três membros do Conselho Superior da Magistratura (CSM) nomeados pelo PS levantaram dúvidas sobre a avaliação de ‘Muito Bom’ atribuída ao juiz Rui Teixeira, que esteve à frente do caso de pedofilia da Casa Pia, e a nota está suspensa até que chegue ao fim o processo da indemnização reclamada ao Estado pelo ex-arguido Paulo Pedroso (retirado do 31 da Armada)




Porra... estou farta

Coisas estranhas na campanha...

EU QUERO UM... PRETO PARA CONDIZER COM A ROUPA TODA...
Se bem que tudo o que aconteça nestes 15 dias de campanha é estranho porque todos são aquilo que não são... há algumas mais estranhas que outras e para as quais não estava tão bem preparada... aqui vão:


- Que o sr. sócrates fosse um cordeiro e não um lobo... isto só desacredita os cordeiros, carneiros e outros que tais que nos ajudam a adormecer em dias difíceis

- Que em campanha eleitoral o M.da Saúde não se esqueça dos cheques para os dentes... lá estou eu a pagar anúncios com os meus impostos;

- Que sem mais e ao fim de uma vida em vésperas de campanha autárquica a câmara se tenha lembrado de fazer publicidade aos SENHORES que recolhem o nosso lixo... lá estou eu a pagar anúncios com os meus impostos;

- Que o Manuel Alegre, figura lendária do Partido Socialista, não tenha vergonha de voltar com a palavra atrás e que apesar de todas as humilhações que o partido lhe tem feito vá para campanha... cá para mim merece mais umas pauladas de ingratidão;

- Que os jornais deixem de ser jornais e passem a meros pasquis de alcoviteiras;

- Que o povo mude de ideias de cada vez que leva um beijinho... parecem os cães sempre a abanar o rabo;

- Que haja tanta gente a dizer mal do noticiário da Manuel Moura Guedes se ninguém o via... como é que sabiam da qualidade do mesmo? pois é... afinal viam;

- Que já se tenham esquecido que o sr. sócrates disse em évora num comício que quem baixou o EURIBOR foi ele;

- Que ninguém fale dos muitos Zés que fazem falta... vira casacas da política;

- Que os espanhóis estejam a dar tanto valor ás nossas eleições... querem lá a ver que os Filipes vão voltar?;

- Que o Louçã se desdiga (para os mais atentos) sobre o PPR, e os descontos na saúde amanhando o discurso ao jeito do dia...

sexta-feira, setembro 18, 2009

TVI, Público... quem será o freguês que se segue

Apesar de estarmos a meia dúzia de dias das eleições o fascismo encapotados do sr. sócrates não se inibe de continuar a fazer das suas...
Primeiro foi a Manuela Moura Guedes e o Notíciario de Sexta e agora é o Director do Público... deste último diz o sr. sócrates que "ele tem uma imaginação muito criativa"... pois com certeza que quem tem imaginação é criativo... e quem exerce poder à força é o quê?

Isto foi sem dúvida uma declaração de voto...

Foi o programa menos acutilante... e o Louça foi igual a ele mesmo com o timbre de voz de professor de teologia...

sábado, setembro 12, 2009

BLOCO DE ESQUERDA E O AMIGO LOUÇÃ PARARAM NO TEMPO


INTEGRALMENTE RETIRADO DO 31 DA ARMADA POR ACHAR QUE CLARIFICA NA PRÁTICA UM PROGRAMA QUE NÃO É EXEQUIVÉL PORQUE ESTAMOS NO SÉCULO XXI E ESTAS IDEIAS DO BE SÃO MUITO GIRAS MAS SE ESTIVESSE MOS EM 1960...


O BE chega ao poder, por coligação ou acordo parlamentar. O que se passaria, de acordo com o programa eleitoral de Louçã:



Domingo.



22h00 Louçã vai festejar.

17h15 (hora local, Caracas) Chavez liga a dar os parabéns.



Segunda-feira

"Avançar com um plano de nacionalização do sector energético - Galp e EDP -. A energia, a água, as vias de comunicação, ostransportes públicos, entre outros serviços públicos, têm de ser controladas por todos." (pág. 14).



08h00 Bolsa de Lisboa. Os pequenos accionistas da Galp, EDP e Brisa vêem as suas acções perder o valor enquanto correm para as vender. Não querem ter participações em empresas controladas por um governo que acha que elas não podem ter lucro.

18h00 A Ruptura-FER exige a saída da GNR de Timor para parar de "ajudar o governo a reprimir a população".



Terça-feira

"Regulamentação das Medicinas Não-Convencionais, promovendo a formação, certificação, autonomia e auto-regulação." (pag. 22).


"legalização do consumo e docultivo para uso pessoal da cannabis." (pag. 31)



12h00 Louçã inaugura as hortas comunitárias de Lisboa com plantações de cannabis para consumo próprio. Um cultivador entusiasma-se com a inauguração e magoa-se, decidindo ir aviar uma receita para centrar os seus chakras.


20h00 A Quarta Internacional expulsa o Bloco de Esquerda pela "participação ou de apoio a governos de colaboração de classe, hoje em dia governos com a social-democracia e o centro-esquerda"



Quarta-feira

"A banca, os seguros e todo o sector financeiro são decisivos para a actividadeeconómica, para o crédito e para a vida das pessoas e por isso devem ser públicos" "(pag. 55).

"crescente taxação da entrada de automóveis nos maiores perímetros urbanos." (pag. 83)

"prescrição médica de substâncias hoje ilegalizadas, como o são a heroína ou a cocaína"(pag. 30).



07h30 Comissão Europeia ameaça Portugal com sanções pela não indemnização das nacionalizações da banca. Investidores estrangeiros abandonam Portugal. VW e Renault fecham as portas. António Chora sai do BE.

10h00 Manifestações em Lisboa e Porto dos Sindicatos da EDP, GALP e Brisa. Engarrafamento de 30km nas novas portagens de entrada em Lisboa.


23h00 O cultivador magoado ainda não melhorou, decide ir aviar uma receita de cocaína.



Quinta-feira

"A investigação científica na área das renováveis, em particular na microgeração e redes locais, deve serincentivada nas universidades públicas, ficando o Estado com a patente das tecnologias avançadas." (pag. 69).



"extensão dos critérios de atribuição do rendimento social de inserção, para abranger os necessitados" os jovens, os desempregados de longa duração, os desencorajados"(pag. 18)

“ Impedir posição dominante no mercado de jornais nacionais generalistas e na imprensa especializada mais relevante (economia e desporto)” (pag. 92)



09h00 Os investigadores portugueses e jovens doutorados entopem o RSI por estarem "desencorajados", outros saem de Portugal.

18h00 Benfiquistas saem à rua por causa do governo quer proibir A Bola.

19h00 Sportinguistas e Portistas saem à rua por discordar que A Bola seja mais dominante do que o Record ou O Jogo.



Sexta-feira

"Legalização da morte assistida" (pag. 23)"

“fim da OMC, do FMI e do Banco Mundial” (pag. 108)

“Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares. Portugal deve defender o desarmamento geral e universal” (pag. 110)



13h00 A Al-Qaeda apoia o governo português.

14h00 Chavez declara que não vai desarmar o exército bolivariano da Venezuela nem cancela as compras de armamento à Rússia.



Sábado

“Os pagamentos em espécie devem ser tributados (como o usufruto de viaturas de serviço e o uso livre de telemóveis) (pag. 53).



Ao ler a notícia no Expresso os portugueses convocam por sms – antes que a medida entre em vigor na próxima semana- uma greve geral por perda dos direitos.



Domingo

"Fim de rodeos" (pag. 76)



Os portugueses descobrem que, até aí, havia rodeos em Portugal e não sabiam. A única boa notícia da semana.

quarta-feira, setembro 09, 2009

LEMBREM-SE DISTO QUANDO VOTAREM


Melchior Moreira - tem mesmo cara de quem está a precisar de ser reformado
Para quem não leu a notícia... para os que estão a dormir e acham que só exitem 2 partido para votar (PS e PSD)


Eu trabalho e desconto desde os 17 anos e teria os 36 anos de trabalho aos 55 anos mas heis que o senhor sócrates resolve que isso é muito cedo para me reformar e aumenta-lhe mais 10 anos de trabalho ou seja posso pedir a reforma aos 65 anos.. há os que são filhos e os que são enteados...

11 anos de trabalho a brincar aos políticos e acha que mereceum reforma vitalícia que vai juntar a mais uns quantos vencimentos...

LEMBREM-SE DISTO QUANDO VOTAREM


Subvenções: Três parlamentares em causa renunciaram ao Parlamento
379 políticos com pensão vitalícia (ACTUALIZADA)


O número de ex-titulares de cargos políticos com pensões mensais vitalícias ascende já a 379 pessoas. E tudo indica que este universo subirá em breve para 385 beneficiários, dado que a Assembleia da República está a organizar os processos de seis antigos eurodeputados. Para já, em 2009, foram dadas reformas para toda a vida a três ex-deputados: Melchior Moreira e Mário Albuquerque, do PSD, e Nelson Baltazar, do PS. As subvenções vitalícias deverão custar este ano, segundo o Orçamento do Estado, 8,35 milhões de euros.
Dos três parlamentares a quem foram atribuídas subvenções vitalícias, Melchior Moreira é o mais jovem: eleito deputado em 1991 pelo distrito de Viseu, o social-democrata, que esteve no Parlamento na VI, VIII, IX e X legislaturas, pediu a pensão vitalícia em 19 de Janeiro deste ano: tinha 45 ano. Foi nessa data que renunciou ao Parlamento para ser presidente da Entidade da Região de Turismo do Porto e Norte.
Nelson Baltazar renunciou ao mandato de deputado também em 19 de Janeiro deste ano. O socialista, presidente do Hospital Garcia de Orta, conta 58 anos. Foi secretário de Estado da Modernização da Saúde, em 2000/01, e deputado de 1995 a 2005. Já Mário Albuquerque pediu a subvenção vitalícia em 1 de Maio passado, quando deixou o Parlamento. Foi deputado desde 1985.
A subvenção vitalícia está prevista na lei desde 1985, mas foi extinta em 2005.

Segundo a Caixa Geral de Aposentações, em 2008, essa regalia era paga a 376 políticos.

'ESTIVE 11 ANOS AO SERVIÇO DA CAUSA PÚBLICA'
Melchior Moreira não está minimamente incomodado por ter pedido a subvenção vitalícia com apenas 45 anos. Ao CM, o antigo deputado do PSD, pelo círculo eleitoral de Viseu, foi categórico: 'Não me incomoda de maneira nenhuma, é um direito que tenho e que me assiste em função do tempo que dediquei à causa pública'.
Para relevar o seu desempenho enquanto deputado, o social-democrata é ainda mais preciso: 'Tenho cerca de 11 anos de trabalho de causa pública e só me consideraram nove'. Por isso, remata: 'Estou perfeitamente de consciência tranquila, porque houve empenhamento pessoal e acompanhamento político'. E destaca o trabalho em defesa de Viseu, círculo pelo qual foi eleito.

REGALIA EXTINTA

A extinção da subvenção vitalícia foi extinta pelo Governo de José Sócrates em 2005. Sócrates considerou-a 'privilégios injustificados' dos políticos. Desde Outubro de 2005, essa regalia só é dada a quem já tinha obtido esse direito.
8,35 milhões de euros é a verba prevista no Orçamento do Estado para pagar as subvenções vitalícias em 2009.
2000 euros por mês é, em média, o valor da subvenção vitalícia. Quando os beneficiários assumem cargos políticos, a subvenção é suspensa durante o mandato.

quarta-feira, setembro 02, 2009

50 x 2 + 1 e 200




Que pena só agora peceber que afinal o que está a dar é ter filhos...

Ora vejamos:

Quando o pimpolho nasce o amigo (uma espécie de padrinho) Sócrates põe 200 € para uma conta poupança onde os pais e de mais família poderão depositar dinheiro até os 18 anos (se o tiverem) e quanto maisnão seja a criatura aos 18 anos terá 210 € se o banco não tiver falido entre tanto.
Quando o pimpolho vai estudar "O Padrinho" dá uma bolsa de estudo (não ficou explicado se era preciso ter boas notas) ou seja triplica o fabuloso abono de familia (verdade que tanto o padrinho como a madrasta tiveram difiuldades em se entenderem com as contas).
Tudo bem com tantos benefícios mas com serão eles atribuídos? E onde vamos nós buscar tanto dinheiro?
Eu que até não tive filhos, por isso logo nunca fui beneficiária de qualquer tipo de contribuição governamental ou social, dúvido de tanta caridade em vésperas de eleições.

sábado, agosto 22, 2009

nós não somos tontos...

O meu agradecimento aos autores do vídeo porque realmente os portugueses tem uma memória muito curta

segunda-feira, agosto 17, 2009

A campanha e os truques do costume








(as imagens foram copiadas do blog http://31daarmada.blogs.sapo.pt/ porque acho que estão geniais)

Porque será que toda a pré campanha eleitoral me parece um jardim de recreio de uma escola onde nos intervalos se reunem os 2 bandos diferentes do bairro?




Porque será que as campanhas eleitorais são todas iguais e se resumem a "eu fiz" e "eu vou fazer" apenas com algumas excepções de "ele fez e eu vou rasgar".




Tal como nas escolas continuo á espera que chegue o "contínuo" (agora deve ser assistente técnico...) que pegue nos chefes dos bandos e os ponha de castigo como nos bons velhos tempos em que exitia educação e respeito pelo demais.




As propostas são abolidas por acusações e as feiras e romarias que antes eram locais de diversão, reunião e de manifestações de fé são agora palco para os palhaços do costume distribuirem beijinhos e apertos de mão (nem a possibilidade de uma pandemia nos salva) recheados de palavras vâs que são esquecidas logo que acabe a temporada das promessas.




No fim restam as paredes e os gigantes muppies que nos invadem o dia a dia com as caras dos actores do costume.

terça-feira, junho 23, 2009

O Jel, Nuno Duarte, o enfant terrible


Entrevista retirada do jornal i

Num país onde se brinca com o povo só podemos levar a coisas na brincadeira...


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Seja o Jel, o Neto dos Homens da Luta, ou Nuno Duarte, é o enfant terrible da televisão e dos políticos. Agora vai candidatar-se à Câmara de Lisboa


"Aqui é que se trabalha bem para a luta." Jel, o enfant terrible da televisão portuguesa, recebeu o i em tronco nu, deitado numa esperguiçadeira, sob o sol implacável de um dia de semana na Costa da Caparica. Mordaz e corrosivo como já nos habituou, o ex-humorista da SIC Radical falou da sua candidatura à Câmara de Lisboa, dos novos projectos de Neto e Falâncio e das polémicas com os políticos.

Essa candidatura à Câmara de Lisboa é para levar a sério?

Claro. Já estamos a recolher assinaturas.

Quantas faltam?

Temos mil e precisamos de 4500. Acho que vai ser fácil. Se conseguir estar no boletim, posso muito bem vir a ser vereador.

Mesmo sem um programa eleitoral?

Não tenho nem vou ter. Só levo uma proposta: transformar os jardins de Lisboa em hortas para o povo.

Mas as pessoas vão levar a candidatura a sério?

Não, mas é esse o objectivo. É nestas alturas de abstenção, quando o povo está descrente, que surgem os malucos a gritar. E o povo adora isso

Porque se candidata? Para se promover ou faz parte do acordo com a marca que o patrocina?

A Nestea só apoia o espectáculo dos Homens da Luta, não tem nada a ver com a candidatura. Este tipo de candidaturas - a minha, a do Mário Viegas e do Manuel João Vieira no passado - é que demonstra a vitalidade da democracia.

Porquê?

Vou-te dar um exemplo: convidaram-nos, há um mês, como Homens da Luta, para fazer um espectáculo na inauguração do Hotel Vila Galé, em Lagos. Estava lá o Sócrates e o Manuel Pinho. A meio do espectáculo, o primeiro-ministro fugiu e disse aos seguranças que não voltava a entrar enquanto nós não saíssemos. Isso dá-me gozo. A política dá-me gozo. E se eu sou popular porque não posso ir a votos?

Já não é a primeira vez que tem problemas com Sócrates...

É verdade. Numa manifestação da CGTP, estávamos a passar na Rua Bramcamp, onde mora o primeiro-ministro, e eu disse uns impropérios ao megafone. Um dia depois do programa, o gabinete do Sócrates ligou à SIC Radical para impedir a transmissão das repetições. Foi um incidente e o episódio acabou por ser retirado do ar.

Sente-se que tem um certo orgulho a falar disso, como se intimidar um político fosse uma espécie de vitória....

Completamente. É sinal que o meu trabalho de provocação está a surtir efeito.

Não acha que exagera?

Sim, reconheço que sim. E esse caso do Sócrates foi um deles.

É filiado nalgum partido?

Não. Já andei próximo do "berloque" de esquerda, em 1999. Cheguei a ir a algumas reuniões, ajudei a colar cartazes, organizei umas festas. Mas depois desiludi-me, por causa da ideologia. Para mim, tudo o que é ideologia, faz-me retrair.

E o seu partido, não tem ideologia?

O meu não. Vai chamar-se Todo Partido e o objectivo é, depois das eleições, ser um aglutinador de candidaturas semelhantes, ser a base para alguém se candidatar a um junta de freguesia, por exemplo.

Votou nas últimas eleições?

Não, agora só voto em mim. Por isso é que me vou candidatar.

Tem cartão de eleitor?

O primeiro já o fumei. Depois não voltei a tirar, era mesmo bom para fazer filtros...

Falando do percurso de humorista, o que anda a fazer?

Há um mês que estamos com o espectáculo Homens da Luta. É o Neto e o Falâncio, com uma banda de dez elementos e instrumentos tradicionais. Vamos correr os cine-teatros das capitais de distrito.

E o programa da SIC Radical?

Depois do "Vai tudo abaixo na América" apresentámos uma proposta para outros programas, mas não têm o dinheiro que nós precisamos. Temos um acordo com um operador de internet para fazer sketches e colocar online.

Um "Vai Tudo Abaixo" na internet?

Não. É um conceito diferente. Um sketch por dia, de um ou três minutos. Mas tenho pena de não fazer televisão.

Nenhum canal generalista vai apostar no Jel. Têm os Contemporâneos, os Gato Fedorento..

Não sei porque têm medo, já provamos que somos produtivos. Gosto do Nuno Lopes e acho os Gato previsíveis. Já disse que eles são betinhos e é verdade: é pessoal do Colégio São João de Brito.

E o Jel onde estudou?

Na Secundária de Odivelas, hard-core motherfucker [risos]. Até facadas havia. Eu era da tribo dos punks, tinha crista e tudo. Daí a alcunha Jel.

Quanto custava o "Vai Tudo Abaixo"?

A SIC Radical deu-me 20 mil euros por vinte episódios na América. Estive lá uns três meses e perdi dinheiro. Sou mau a negociar porque apresento as ideias cheio de pica e as pessoas percebem isso.

Onde esteve nos Estados Unidos?

Nova Iorque, Filadélfia, Washington, Las Vegas. Foi um grande programa. O meu irmão apertou a mão ao Obama. Se fosse outro gajo qualquer abria os telefornais.

Porque acha que o ignoram?

Não sei, mas os artistas como eu, em Portugal, sempre viveram mal.

Quem?

O Bocage, por exemplo...

Achas que é o Bocage do século XXI?

Não sou poeta, mas sim, identifico-me. Era um gajo à margem, como eu. Portugal é foo. Até acho que em relação a outros artistas sou um priveligiado - graças a Deus existem marcas para nos patrocinar.

Apesar de estar a representar, há uma certa genuidade nas suas personagens. Não acha que ao ser patrocinado por uma marca vai desvirtuar essa imagem?

O público percebe. Voltando aos Estados Unidos, o que fazia lá, além dos sketches?

Filmámos quase todos os dias. Estivemos com os Moonspell, José Luís Peixoto, Lobo Antunes. E em Las Vegas divertimo-nos...

Divertiram-se...?

Sim, jogámos e fomos a umas casas de strip.Perdeu dinheiro?Claro, umas centenas de dólares - 200 ou 300. E fui dos que perdi menos. Os gajos lá são muita manhosos: enquantos estás a jogar estão sempre a oferecer-te bebidas.

Já lá tinha ido com a sua banda pró-guerra, os Kalashnikov...?

Demos dois concertos, no Texas e Nova Iorque. Como? Aquilo não é uma banda para levar a sério, era tudo a abandalhar...Era o ca?!&=o. Fo#!-se, desculpa lá, os Kalashnikov é ganda rock! Gravámos um CD.

Sim, é bem tocado, mas é para o número...

Todo o rock é a avacalhar, essa é a essência do rock, o avacalho. Desde os Rolling Stones, aos Ramones, Clash... Há é uma mensagem satírica e negra de pró-guerra.

Por falar em música. Começou num registo quase romântico, a cantar o “Viola-me Eléctrica”....

Era uma coisa lírica....

A puxar para o introspectivo e lamechas.Era. Não tenho jeito especial para coisa nenhuma, mas sou muito teimoso. Nesse disco era eu e as minhas dúvidas existenciais. Mas não tenho jeito para chorão...

Ainda assim foi para o Brasil à custa das vendas....

Sim, vendi quase dois mil discos. Agarrei nos 10 ou 12 mil euros e fui passear para o Brasil.

E já tinha estado em Paris.

Sim, tinha uns 19 anos. O meu ganha-pão foi vender caldos knorr como se fosse ganza junto à campa do Jim Morrison. Era a zona mais freak do cemitério Pére Lachaise, fumávamos umas das nossas – que eram boas – partilhávamos com os turistas, e depois vendíamos caldos knorr.

Nunca teve problemas com a polícia?

Em França passei uma noite na esquadra, mas foi por pegar fogo a uns caixotes.

E em Portugal?

Fui detido várias vezes, preso não. Uma vez, ainda no tempo da Revolta dos Pasteis de Nata, foi por estar vestido de bófia, num sketch de um polícia racista. Era tudo malta minha conhecida, mas filmado como um apanhado, para captar a reacção das pessoas._O problema foi que alguém chamou a bófia, e fomos todos de cana.

Qual foi a situação de maior stress?

Uma vez que fomos para o circo Chen reclamar por causa dos animais. Levámos porrada, e quase fui parar à jaula dos leões.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

FAÇAMOS DE CONTA - Crónica de Mário Crespo


" Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."
Mário Crespo