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segunda-feira, novembro 22, 2010

Para aliviar esta onda politiqueira

Um elefante vê uma cobra pela primeira vez. Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!...
- É muito simples - responde a cobra - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!...
- É muito simples - responde a cobra já irritada - ponho ovos.
- Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida  à boca!...
- Não preciso! Abro a boca assim, bem aberta, e com a minha enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah... Ok! Ok! Então, resumindo.... Rastejas, não tens tomates e só tens garganta... És Deputado de que partido? 

quarta-feira, novembro 17, 2010

REFORMAS

Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.


Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!



Ora vejamos:



* O nosso Presidente da República é um reformado;



* o nosso candidato a Presidente da República é um reformado;



* o nosso ministro das Finanças é um reformado;



* o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;



* o ex-Ministro das Finanças Ernâni Lopes que propõe que se cortem os vencimentos dos Funcionários Públicos em 25 % é Reformado da CGD desde os 47 anos de idade!



* o ministro das Obras Públicas é um reformado;



* gestores activíssimos como o ex-ministro Mira Amaral são reformados;



* o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;



* entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados garantiu-o o presidente da ANMP



* o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado.



E assim por diante... Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados?







Só o Sócrates não é reformado... porque, segundo parece, nem sequer é FORMADO!!!

Hino revisto e actualizado às actuais circunstâncias

Retirado de um comentário no Jornal de Notícias sobre o Hino Nacional...

Heróis do mal
Pobre Povo
Nação doente
E mortal !
Expulsai os tubarões
Exploradores de Portugal
Entre as burlas
Sem vergonha
Ó Pátria,
Cala-lhe a voz
Dessa corjatão atroz
Que há-de levar-te à miséria.
P'ra rua, p'ra rua
Quem te está a aniquilar
P'ra rua, p'ra rua
Os que só estão a chular
Contra os burlões
Lutar, lutar !

Mais um para juntar à escumalha com que o PS nos vem brindando...

Um jovem de 26 anos, sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros ilíquidos a recibo verde. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém - acumulou esse vencimento com cerca de 41.100 euros de subsídios relacionados com a criação do seu próprio posto de trabalho.




Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês, Pedro Silva Gomes frequentou o ensino secundário e entrou muito novo para os quadros do partido. Em 2006 foi colocado na Federação Distrital de Setúbal, onde se manteve até meados de 2008, ano em que foi reeleito coordenador do secretariado da secção de Santa Maria de Belém, em Lisboa. Entre os membros deste órgão conta-se a vereadora da Modernização Administrativa da CML, Graça Fonseca.



Já em 2009, Gomes rescindiu por mútuo acordo o contrato com o PS - passando a receber o subsídio de desemprego - e em Outubro foi o candidato socialista à Junta de Belém. No mês seguinte, perdidas as eleições, criou a empresa de construção civil Construway, com sede na sua residência, no Montijo, e viu aprovado o pagamento antecipado dos meses de subsídios de desemprego a que ainda tinha direito, no valor total de 1875 euros, com vista à criação do seu próprio posto de trabalho.



Logo em Dezembro, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aprovou-lhe também um subsídio, não reembolsável, de 57.439 euros, para apoio ao investimento na Construway e para a criação de quatro postos de trabalho, incluindo o seu. Deste valor Pedro Gomes recebeu 26.724 euros ainda em Dezembro, sendo 4086 para investimento e 22.637 para os postos de trabalho. No dia 1 desse mesmo mês, porém, o jovem empresário celebrou dois contratos de prestação de serviços com a CML, para desempenhar funções de "assessoria técnica e política" no gabinete de Graça Fonseca. O primeiro tem o valor de 3950 euros e o prazo de 31 dias. O segundo tem o valor de 47.400 euros e o prazo de 365 dias. O segundo destes contratos refere que os serviços serão prestados no gabinete de Graça Fonseca e no Gabinete de Apoio ao Agrupamento Político dos Vereadores do PS.



A autarca disse ontem ao PÚBLICO que foi ela quem convidou Gomes e garantiu que ele é "efectivamente" assessor do gabinete do PS, cuja coordenação, acrescentou, lhe foi "confiada". Este gabinete, porém, não tem existência real, sendo que Pedro Gomes é assessor de Graça Fonseca, tal como outro dos três assessores que teoricamente o compõem. O terceiro é assessor da vereadora Helena Roseta.



Graça Fonseca disse que Gomes "foi contratado por estar à altura das funções às quais foi adstrito e por ser um lugar de confiança política". A autarca garantiu que desconhece o facto de o seu assessor ter recebido os subsídios do IEFP. Já a direcção deste instituto adiantou que Gomes já recebeu este ano mais 12.593 euros para apoio ao investimento, tendo ainda a receber cerca de 10.500 euros. Face às perguntas do PÚBLICO sobre a acumulação ilegal do lugar de assessor com os apoios recebidos e aos indícios de que a Construway não tem qualquer actividade, o IEFP ordenou uma averiguação interna e admite que a restituição dos valores recebidos pelo empresário venha a ser ordenada.

segunda-feira, novembro 08, 2010

terça-feira, novembro 02, 2010

RESPONSABILIDADE

Num discurso de 14.391 palavras, José Sócrates usou por 26 vezes o termo responsabilidade

Cão que não conhece dono foi a imagem que o sr. sócrates passou hoje na apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2011.
Todo ele era confiança... agora que já tem o sim do PSD já cospe na mão que lhe deu comer.
Alguém lhe ouviu a voz na semana passada? Não na semana passada ele andava com o Chavez a vender navios e PC's... e na frente do touro estava o Teixeira dos Santos e mais umas quantas segundas figuras do PS.
Gostava de conhecer o assessor que lhe escreveu o discurso porque realmente é de uma imaginação que raia o surrealismo... 14.391 palavras de vazio e insultos, insinuações e sobrevalorização pessoal...

segunda-feira, outubro 25, 2010

Mais um testemunho do fabuloso computador "MAGALHÃES"

Copiado do blog 31dasarrafada conforme link..
Carta aberta ao Sr. José



Caro Sr. José Sócrates, primeiro ministro de Portugal e vendedor de computadores,


Há coisa de ano e meio, frequentavam os meus filhos respectivamente o 2º e 3º ano do 1º ciclo, foi-me dito que deveria adquirir 2 PC's Magalhães pois os mesmos passariam a ser usados nas escolas.

Dado que:

- Actualmente os meus filhos frequentam respectivamente o 4º ano do 1º ciclo e o 5º ano do 2º ciclo e até à data nenhum dos dois Magalhães teve o prazer de pôr os K's na escola;

- Apesar de ter pago 50€ (cinquenta euros) por cada um, ambos já sofreram avarias;

- Das três vezes que tive que proceder à reparação das avarias paguei mais do que os 50 euros do custo do computador (exemplo: avaria na fonte de alimentação: 70 euros);

- Não sou livre de escolher onde ou por quem quero que o(s) Magalhães sejam reparados, antes sou obrigado a recorrer aos serviços de uma empresa que não conheço e que amavelmente se oferece para fazer a recolha do Magalhães avariado em casa sem avisar que posteriormente cobrará 20 euros por essa deslocação;

- Por virem com dois sistemas operativos instalados (Windows e Linux) e respectivos inúteis programas, não têm espaço de memória livre em disco para guardar nem um documento de word;

- Não me permitirem, pela mesma razão, desinstalar o Microsoft Office e instalar um programa alternativo como o Open Office (que como deverá saber não tem custos de Licenças, nem para mim utilizador, nem teria para mim, contribuinte, se usado de raiz);

- Simplesmente não servem para nada,

venho pelo acima exposto solicitar a V. Exa. que aceite de volta os dois inúteis Magalhães que tenho cá em casa, devolvendo-me os 100 euros que me custaram e respectivas despesas de reparações (que somam à data 240 euros) pois neste momento estes 340 euros fazem-me muito mais falta do que os ditos Magalhães que ademais V. Exa. não terá dificuldade em revender ao seu amigo Hugo Chávez.
Quanto à educação dos meus filhos não se apoquente V. Exa. pois cada um tem um PC (chama-lhes "torres", não sei se já ouviu falar) que com software livre (linux), apropriado espaço de memória e com o auxílio de um modem que fornece internet (em inglês diz-se "u-ái-re-lé-sse") a toda a casa não ficarão desamparados

Certo da sua compreensão que desde já agradeço, fico a aguardar que me indique para onde devo enviar os 2 Magalhães. Após receber (em numerário, por favor) os referidos 340 euros

Cordialmente
João Moreira de Sá

PS (é post scriptum, não um viva ao partido): por favor não mande buscar porque a empresa a quem o governo concedeu o exclusivo da recolha e reparação dos Magalhães cobra carote.

sexta-feira, outubro 22, 2010

E AINDA O ORÇAMENTO....

Chamavam-lhe a "velha" em tom desdenhoso... pois é, mas ela tinha avisado o que se ia passar e ninguém quis escutar

"Manuela Ferreira Leite foi esta semana muito dura na apreciação do Orçamento do Estado para 2011, considerando que «quem fez esta vigarice devia ir preso».


«Este Orçamento é uma vigarice e os seus autores mereciam ser presos», disse na reunião do grupo parlamentar, em que, apesar disso, insistiu na defesa da abstenção. E a antiga líder não foi a única no partido a mostrar aberta discordância com Passos Coelho.



Ângelo Correia, um dos principais apoiantes de Passos nas directas do PSD, distanciou-se do líder.



Por seu lado, Nogueira Leite defendeu no Conselho Nacional a abstenção do PSD, alegando que o partido «não deve comprometer-se com o futuro próximo» e que «não vale a pena perder tempo a apresentar pressupostos quando devia estar era a trabalhar com seriedade e sentido patriótico para construir uma alternativa para o país».



Uma posição muito idêntica à de Ferreira Leite e que é secundada por muitos dos que estiveram na sua anterior direcção, como Paulo Rangel, Fernando Seara ou Castro Almeida (um dos três que se absteve no CN - o único voto contra foi do sindicalista Bettencourt Picanço). Em matéria de divergências há ainda outro grupo: o dos que contestam a opção pela negociação das questões fiscais"

quarta-feira, outubro 20, 2010

A pensão do Marques Mendes

Marques Mendes – Novo Pensionista!




Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.
 
Eu comecei a descontar ao 17 anos e tenho 52 anos... e o senhor sócrates diz que eu tenho de trabalhar até aos 65... pelo que eu vou ter de descontar 48 anos para ajudar nas pensões de quem andar a roçar as costas pelas paredes e a brincar aos políticos

segunda-feira, outubro 18, 2010

e para que será que nós precisamos de uma televisão pública?

Eu cá não quero financiar a RTP que ainda para mais não tem um programa de jeito...

"A antiga taxa de televisão, que é paga nas facturas da electricidade, passa de 1,74 euros para 2,25 euros por mês. Um aumento que, assume o governo no Orçamento do Estado, dará oportunidade à revisão em baixa da indemnização compensatória prevista para a RTP. Ou seja, para reduzir a factura do Estado, o governo eleva a factura dos consumidores."

FMI... apareçe sempre com governos socialistas

Eu quero cá o FMI... deixem-nos vir... deixem-nos ir ver as continhas caladas deste governo... a flores para decorar a casa do Primeiro, os automóveis topo de gama para transportar pretensos vips, os prémios das EP's, os cartões dourados e as almoçaradas, as deslocações com aviões fretados para levar a malta à Venezuela ao amigo Chavez, os Magalhães distribuidos e por distribuir... deixem-nos vir... eu cá não tenho medo

terça-feira, julho 20, 2010

Cada Cavadela sua minhoca...

- A Comissão Europeia vai enviar «nos próximos dias» uma carta a pedir ao Governo português para «explicar» como irá acabar com a ‘golden share’ que o Estado tem na Portugal Telecom (PT)

- «A Comissão Europeia concluiu que a concessão de uma garantia do Estado sobre um empréstimo de 450 milhões de euros, concedido inicialmente em 2008 ao Banco Privado Português (BPP), constituía um auxílio estatal ilegal e incompatível e ordenou a Portugal a recuperação do auxílio», informa o executivo comunitário em comunicado de imprensa.
Bruxelas considera que a garantia concedida a seis bancos em Portugal para o empréstimo ao BPP numa altura de crise financeira, em Dezembro de 2008 foi «ilegal e incompatível» em virtude do «incumprimento da sua obrigação de apresentar um plano de reestruturação e da reduzida taxa de remuneração da garantia paga pelo banco».

quinta-feira, maio 27, 2010

Mais alguns dados para perceberem como estamos a ser gozados


O orçamento do parlamento sobe 7 milhões de euros

A verba para os APNs (Assessores de Porra Nenhuma) sobe 40 mil euros ... sim está a ler bem

Os custos de transportes e deslocações para os deputados aumenta em 25%... porque o tal do 1º acha que é demagogo acabar com as viagens em executiva...

E a cereja do bolo é .... 43.600 € gastos a mais, em relação a 2009, em flores para a residência do 1º ministro...

Estão a gozar connosco... e nós continuamos a abanar com a cabeça como cães

Pois é...

e nós pacificos e bem comportados vamos somando e abanando com a cabeça quais cordeiros de rebanho


Quando em Espanha já cortaram 15% no vencimento dos governantes e fala-se em cortar 5% nos vencimentos doa funcionários públicos, medida esta ( a do corte nos vencimentos dos funcionários públicos) q decerto será copiada pelo excelente governo de Portugal com o apoio do principal partido da oposição, este mail vem mesmo a calhar...

Não divulgar é cumplicidade!

É preciso que se saiba que:

"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,

mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos" (dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção afirmando: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

segunda-feira, maio 03, 2010

Eu quero a Feira Popular...




Que porra de país este... onde ninguém tem "tomates" para tomar decisões...

Eu não quero ter 2 submarinos... eu quero ter uma feira popular...
Eu não quero ter um monte de ruinas no centro de Lisboa enquanto os tribunais decidem sobre as trafulhices dos negócios em causa... eu quero que os miúdos saibam como é bom comer algodão doce e sonhar nos carróceis...
Eu não quero ter o TGV e mais 2 ou 3 centenas de emigrantes nas obras do mesmo... eu quero ter um comboio que me permita viajar de Lisboa a Viana do Castelo, Ponte Lima ou outra qualquer cidade do norte ou do sul sem dificuldades de ligações...

Eu não quero ter mais uma ponte porque o trânsito será sempre na Ponte 25 de Abril, visto que as portagens das outras serão sempre mais elevadas... e mais 2 ou 3 centenas de emigrantes a trabalhar na obra e a pedir o visto de residência.
Eu quero um país onde os empregos sejam para os portugueses, por muito racista que isto pareça... mas crise é crise
Eu quero ter um Club de jazz nacional que me permita ter acesso a este tipo de música e que não esteja dependente do Domingos Névoa e dos tribunais e da Bragaparques...
Eu quero a ruas livres para passear, quero estacionar o carro sem ter que pagar cada minuto de cidadania à EMEL...
Devolvam-me o meu país... devolvam a dignidade de ser português aos portugueses...


Câmara de Lisboa apresentou ontem à direcção do Hot Clube de Portugal várias propostas para albergar provisoriamente o mais antigo clube de jazz nacional. No entanto, o seu regresso ao número 39 da Praça da Alegria, depois do incêndio que inviabilizou o espaço, está dependente da resolução do processo judicial entre a autarquia e a Bragaparques.

A recuperação do Hot Clube vai ser integrada no Plano de Pormenor do Parque Mayer (EVR)
Depois da reunião com a direcção do Hot Clube, a vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, afirmou que o projecto de recuperação do edifício e criação de uma Casa do Jazz é "complexo" e que, enquanto o litígio judicial "não for decidido, a autarquia não vai fazer nenhuma intervenção no espaço".

Quanto a um espaço provisório para albergar o Hot Clube, "a câmara apresentou uma série de hipóteses na zona da Praça da Alegria, que vamos analisar com calma", disse ao PÚBLICO Inês Homem Cunha, directora do clube. A responsável adianta que as alternativas são "espaços devolutos da autarquia", mas realça que é necessário investir num local que valha a pena, pois "a recuperação do antigo edifício pode durar vários anos".

Tanto a autarquia como a direcção parecem excluir a hipótese de instalação no espaço do Ritz Club, que foi sugerida ao PÚBLICO por músicos e críticos de jazz. A vereadora disse ontem que o Ritz "neste momento não é uma das hipóteses em cima da mesa", enquanto Inês Cunha destaca que o espaço não serve, pois está em "mau estado".

Quanto à recuperação da cave que albergava o Hot Clube, a câmara comprometeu-se já a integrá-la no Plano de Pormenor do Parque Mayer. Contudo, dificilmente o projecto irá para a frente enquanto não for resolvido o litígio com a Bragaparques. O caso remonta a 2005, quando a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a permuta dos terrenos do Parque Mayer (da Bragaparques) por parte dos terrenos camarários da antiga Feira Popular, em Entrecampos. O negócio envolveu ainda a venda em hasta pública do restante espaço da Feira Popular, que foi adquirido também pela Bragaparques. O actual vereador José Sá Fernandes denunciou a situação ao Ministério Público, levantando uma onda de polémica que antecedeu a queda do executivo camarário de Carmona Rodrigues em 2007 e se arrasta nos tribunais.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

O PALHAÇO por Mário Crespo


Para quem não teve a oportunidade de ler, esta é uma das muitas crónicas deste homem sem medo... será que vamos ter mais um caso Manuela Moura Guedes?

Será que o PALHAÇO manda e desmanda e que tudo tem de ser unicamente como ele quer... votaste no PALHAÇO? então agora RI



O palhaço

2009-12-14


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.Ou nós, ou o palhaço.

domingo, dezembro 13, 2009

DE VOLTA... para lutar, vencida mas não convencida


a esta ausência podem chamar "momento de reflexão"...

precisei de todo este tempo para me mentalizar que vou viver mais 2 anos (no mínimo) debaixo do fascismo socialista com o apoio do "povo"...

e assim, neste momento, julgo estar preparada para a luta contra os oportunistas, aldrabões, burlitas e fascisto-socialistas que dominam a sociedade onde vivo...

continuarei a dar as minhas opiniões mesmo que ninguém as leia porque me alivia a alma e o figado e direi NÃO a todos os que teimam em me deitar poeira para os olhos e se escondem por detrás de cargos e lobys brincando com todo um país que ainda sonha com a palavra liberdade

sábado, setembro 26, 2009

PARA REFLEXÃO - UM POVO MUITO ESTRANHO


Tirado do site que se encontra linkado (esta palavra existe?) por concordar plenamente com o mesmo sou no entanto responsável pelos comentários que se encontra a bold e a vermelho que demonstram apenas os meus mais modestos pensamentos...
Uma vez disseram sobre os portugueses e Portugal

"Um país que não se governa... nem se deixa governar.
Quem o disse, já no século III a.c., foi um general romano em carta endereçada ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica pelos romanos. «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!» "

Como eu desejo que isto seja verdade no dia 27... e que não deixem governar esse que dá pelo nome de um grande filósofo e ao qual não reconheço o direito a letra maíuscula ... sr. sócrates

MOSTREM QUE SOMOS REALMENTE UM POVO MUITO ESTRANHO

Recordar é viver: "Sócrates, o ditador" - por António Barreto
Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder. Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas?
Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. (Ferro Rodrigues, José Maria Carrilho)
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta. (a este falta vergonha na cara)
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. (este não é o da Mota-Engil?)
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. (este basta olhar-lhe para a cara)
Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se! (este é o mais vendido de todos, mete nojo)
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização. (este está tão gagá que até troca as falas e confunde o que o Sócrates diz com o que diz a Manuela F. Leite... eles nem são parecidos)
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera. (este é a pura grosseria em pessoa e sei do que falo)
Helena Roseta foi à sua vida independente. (mais uma vendida... desta vez ao António Costa com quem jurava não fazer coligação)
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas (mas eles pensam? eu acho que eles são como os papagaios... só repetem o que ouvem) resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.
Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa.
Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.
Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estavasob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado. (no dia 28 vai para uma clinica de desintoxicação de Xanax para voltar a ser o que é)
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações. Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer.
Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.

sexta-feira, julho 10, 2009

Artigo de Miguel Sousa Tavares, Expresso 27/06

Conversa entre mim e uma amiga(…):

Quem será a amiga ?????

— É sempre assim, esta auto-estrada?
— Assim, como?
— Deserta, magnífica, sem trânsito?
— É, é sempre assim.
— Todos os dias?
— Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
— Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
— Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
— E têm mais auto-estradas destas?
— Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. — respondi, rindo-me.
— E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
— Porque assim não pagam portagem.
— E porque são quase todos espanhóis?
— Vêm trazer-nos comida.
— Mas vocês não têm agricultura?
— Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
— Mas para os espanhóis é?
— Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
— Mas porque não investem antes no comboio?
— Investimos, mas não resultou.
— Não resultou, como?
— Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
— Mas porquê?
— Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pêndula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
— E gastaram nisso uma fortuna?
— Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
— Estás a brincar comigo!
— Não, estou a falar a sério!
— E o que fizeram a esses incompetentes?
— Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
— Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
— Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km. Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
— Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
— Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
— Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
— Isso mesmo.
— E como entra em Lisboa?
— Por uma nova ponte que vão fazer.
— Uma ponte ferroviária?
— E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
— Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
— Pois é.
— E, então?
— Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
— E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
— Não, não vai ter.
— Não vai? Então, vai ser uma ruína!
— Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína — aliás, já admitida pelo Governo — porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
— E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
— Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
— E vocês não despedem o Governo?
— Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
— Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
— Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
— O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
— A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
— Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
— É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
— E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
— O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
— Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
— É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
— Não me pareceu nada...
— Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
— Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
— Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
— E tu acreditas nisso?
— Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
— Um lago enorme! Extraordinário!
— Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
— Ena! Deve produzir energia para meio país!
— Praticamente zero.
— A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
— A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
— Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar — ou nem isso?
— Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
— Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
—Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
— Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
— Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento.
E suspirou:
— Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!