sábado, dezembro 31, 2005

sexta-feira, dezembro 30, 2005

quinta-feira, dezembro 29, 2005

e já só faltam 3 dias...


que bom... finalmente chega o fim do ano...
Bom... sei lá se vai ser bom... se for como este... mais vale continuar em 2005 que assim pelo menos não fico mais velha.
E lá vamos cantando e rindo... festejar o minuto que nos separa de um novo ano e lá vem todas aquelas tretas das passas, das uvas (em Espanha), da contagem decrescente, das cuecas azuis para dar sorte, de subir acima de uma cadeira, de beber champanhe e mais dificil ainda... tentar formular 12 desejos e comer as doze passas ao mesmo tempo que tocam as badaladas...
Eu gostava de saber se os outros conseguem... porque eu sempre me atrapalho toda.
E os desejos... sempre me acontece o mesmo e deve ser por isso que não dá sorte... peço saúde, amor (seja lá isso o que for), trabalho (é mesmo ser pobre de espiríto...) e paz... e depois destes quatro enquanto penaso e não penso nos outros lá se vão as badaladas e fico com a boca atulhada de passas que ainda para mais tem grainha (bem fazem os espanhois que já tem uvas sem grainha), engasgo-me e acabo por não pedir mais nada...
E as cuecas azuis... eu cá tenho um monte delas porque a tradição é estrear umas cuecas azul bébe (não é um azul qualquer) e como não gosto de cuecas claras só uso mesmo uma vez e lá vão elas para a gaveta do esquecimento... o que ainda não consegui perceber é se as cuecas já vão vestidas quando saimos de casa para a festa, se as vestimos lá e se vestimos lá será que é à meia-noite entre uma passa e um desejo e em cima da cadeira?... e vestimos as cuecas na frente de todos? mas então temos de ir sem cuecas e de saias... e os tipos como é que tem que fazer? levam saias ou despem as calças na altura... e se despem as calças o que fazem às passas... sim porque as 12 badaladas passam em segundos...
Bom mesmo é para o mercado das cuecas azul bebé que sobem de preço e esgotam... e as passas que levam igual caminho...
é motivo para dizer que se passa as passas do Algarve para conseguir umas cuecas que não sabemos ao certo como usar e gastamos a paciência e o dinheiro mantendo a esperança de não nos engasgarmos com tanta confusão.
Esperança... essa sim a verdadeira culpada de tanta expectativa para um novo ano que afinal é apenas a continuação daquilo que construimos no ano anterior... ou não será?

quinta-feira, dezembro 22, 2005

O MANTO DA VIRGEM

Fim de Festa

às vezes basta uma palavra...


Gotas escorrem num caminho inventado da inocência de um copo derramado.
Alastra a mancha bordeuax criando desenhos sem risco nem corpo.
A toalha branca já implora de inquietação na mudança da cor que o vinho impôs.
A mesa já é de festa, o copos já tilintaram e as nódoas são alegria incontida dos presentes que ébrios de agitação dão cor e som à festa.
As vozes sobem de tom e as conversas varrem assuntos pendentes e recordações errantes.
Surgem as prendas, papeis coloridos e laços farfalhudos que fazem brilhar os olhos. Lá dentro pequenos nadas que apenas servem para lembrar mais um Natal.
Os brindes repetem-se, os desejos são sempre os mesmos entre sorrisos e abraços que muitas vezes só voltam no próximo ano por altura de um novo Natal... são os amigos de longe que a falta de tempo leva nos dias correntes, um telefonema talvez, uma promessa de um almoço lá em casa...talvez quem sabe seja este ano...
Nas despedidas ficam as letras que compõem pensamentos ébrios de saudade e onde a alegria de rencontros se esconde num mar de preocupações e afazeres que só nos deixam margem para um novo Natal...
Até breve... que se traduz num até para o ano... não te esqueças de me telefonar...
Enfim, a vida é circular e para o ano espero cá estar.

eu quero ir ver o filmeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

SEXY? será... estes questionários são do melhor



>

terça-feira, dezembro 20, 2005

isto só se resolve com ácido sulfurico... deitado gota a gota sobre o dito sexo do gajo

Bebé de mês e meio abusada pelo pai

Extractos da notícia:
Um homem de 22 anos, residente em Moselos, Viseu, foi detido ontem pela Polícia Judiciária (PJ) sob suspeita de ter violado e espancado a filha,[...].
A avó, Idalina Silva, de 44 anos, disse ontem ao CM que a neta “tinha o ânus aberto e rebentado”


... espero que na prisão resolvam o problema deste gajo... e que a justiça não o proteja enviando-o para a prisão de Viana do Castelo... deixem-no aqui com os presos de delito comum que ele vai ver o que é bom para o cú

BLOGotinha

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Uma sandes de atum

Uma sandes de atum

A Raz�o tem sempre Cliente: A Raz�o do Pres�pio (II)

A Raz�o tem sempre Cliente: A Raz�o do Pres�pio (II)

BLOGotinha

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Domingo, Novembro 27, 2005

Soares e a audição
.

Se assim fosse, Mário Soares teria ouvido quando tantos portugueses lhe disseram para não se candidatar…

Sempre parece que é verdade a máxima de que com o avançar da idade as pessoas começam a ouvir mal...


# posted by Principessa @ 8:50 PM 4 cubo(s) de gelo

O mundo da Rata Maluka

O mundo da Rata Maluka

segunda-feira, dezembro 19, 2005

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Divulgue o seu blog!

e viva as presidênciais e os papistas demais

MANUAL PRÁTICO PARA SE CHEGAR A PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Memorize a seguinte frase: «Existem problemas em Portugal muito mais graves do que esse». Repita essa frase sempre que um assunto o incomode ou despreze.

Hetero_doxo


"
Soares promete levar para Belém a irreverência da juventude"...ele

tem bisnetos??

a pu-litíca


TGV
É verdadeiramente incrível como numa legislatura se conseguem arranjar dois elefantes brancos que vão onerar o país e principalmente as gerações futuras durante muitos anos!
Com o TGV e a OTA o Engº Sócrates entra para a história de Portugal como o indivíduo que conseguiu piorar ainda mais as miseráveis condições de vida dos portugueses com manias de novo-rico que não sabe onde gastar o dinheiro. O problema é apenas que não temos esse dinheiro, somos pobres....
Publicado por João Carvalho Fernandes às 01:30 PM Comentários (0) TrackBack (0)

2006


e já só faltam 15 dias... acham que vai fazer alguma diferença?
Ano Novo... vida nova... SERÁ?

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Mais um dia...

Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou senão para sair do inferno

Fonte: "Van Gogh, o Suicidado da Sociedade"
Autor: Artaud , Antonin

terça-feira, dezembro 06, 2005

Pensamentos...



A pintura é uma gravação da emoção
Hopper , Edward

segunda-feira, dezembro 05, 2005

É Natal


É Natal... é natal...
vamos todos gastar dinheiro
comprar tudo
sem olhar o conteúdo
só para contentar amigos e companheiros
livros, bujigangas,
loja dos 300,
vidros e missangas
ideias e desvaneios
O Visa companheiro
Avisa no fim do mês
que o Natal acabou e a
prestação começou.
Um ano para pagar
Mais juros a acrescentar
A mesmas palavras de sempre
Que para o ano será diferente
Luzes sem ribalta
Ruas cheias de gente
Lojas de encantar
Música para acompanhar.
Televisão e rádio
Lembram a cada momento
Que o Menino nasceu
e o Pai Natal desceu
Os olhos brilham a 24
Perante embrulhos de mil cores
sobram laços e papeis
e mais um milhão de horrores
Esconde, esconde nas gavetas
O biblot da tia
Olha mais um par de meias
que vou usar um dia
Quem disse a esta gente
Que eu gostava de cactos
o que eu realmente disse
era que admirava os gatos
Uma estufa de cactos
Para cuidar durante o ano
Um livro de receitas
Para cozinhar para os manos
Uff... que está a chegar ao fim
amanhã começa o ano
e prometo não me esquecer
de que o Natal é todo o ano

(poesia... quem é que é capaz de fazer poesia com esta euforia a gastar tanto dinheiro?!...)

segunda-feira, novembro 28, 2005





Encharco-me em comprimidos de insanidade metal nos limites da razão.
Vivo arrendada num palácio de podridão que caí na degradação do tempo.
Precisa de obras, este lugar que sou eu, precisa de expurgar os fungos de sala fechada na humidade dos pensamentos que cheiram a bolor no paraíso de traças de destino encalhadas no presente.
Há goteiras no telhado que não me deixam dormir na sequência do plic-ploc repetitivo e agoeirento.
Há correntes de ar bem falantes mascaradas de ventos uivantes com som de cana rachada e pretenções de de tempestade.
Falam do tempo as colunas rendilhadas de pedra esculpidas na arte dos tempos, falam de murmúrios os tectos trabalhados de rosáceas e pintados de frescos mitológicos que se desfazem em poeiras coloridas espalhando particulas de cor.
Caixilhos de madeira de vidros quebrados deixam entrar os pássaros com esperança de abrigo nas asas do Inverno, e chega o Verão e lá estou eu encurralada nas horas que sobram de uma vida sem sentido em que o espanto dos observador choca com a frustação de vida lenta e corroida por desencantos.

Domingo ... dia de nada


Domingo dia de nada...agoiro de segundas-feiras frustradas de trabalho sempre igual.

Domingo, sucessor de sábados de esperanças elementares de descanso inventado... corre, corre em sentido contrário, sorri que é sábado e hoje sábado só é preciso ir ao supermercado, à praça local onde o peixe cheira a maresia fresca e os legumes não vem empacotados...

Sábado dia de limpeza com crianças gritantes e maridos de Expresso esperando dentro do carro em segunda fila o regresso das sacadas de comida.

Sábado dia de tudo em que tu que estás convencida que nada fazes porque é dia de família, porque não há horários para cumprir, corres alegremente esperando que sobre ainda tempo para o pudim de ovos que a sogra vai comer.

Sábado, fim de semana desejado, limpa o pó com desagrado que amanhã é dia de almoço em família.

Sábado que a sexta-feira desejou em desespero de sonhou semanais.E almoço feito, e loiça lavada, e falta a máquina da roupa e mais a roupa que está na corda que tem que ser dobrada porque a empregada de uma só manhã faz o milagre de repor ordem na casa que o domingo descoordenou.

Sábado à noite, noite de sofá, TV no ar entre as reclamações rotineiras de controle remoto. Sábado à noite os amigos que tocam na campainha para 5 segundos de convívio semanal em que se trocam invejas e rotinas, em que se contam novidades por detrás de cortinas, em que se põe os assuntos em dia... e são queixas, preços de supermercado e receitas de culinária... e resultados de futebol e filmes alugados.

E chega o domingo prenúncio de segunda, começam os lamentos e no forno assa a carne e no fogão ferve a sopa e o almoço é de Domingo e a campainha não pára e a respiração ofegante mistura-se com o apito da panela de pressão. Roupa na máquina, suspiros de enfado e na televisão o resumo dos golos da jornada levam o convívio familiar para o estádio e o silêncio do casal é fatal porque já é tempo de deitar.7.30 Segunda-feira... começa a roda que acaba na sexta-feira.Abençoado fim de semana.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Era uma vez


Era uma vez uma galinha que vivia sozinha.Tinha gostos estranhos e daí lhe vinha a solidão.Gostava de gatos, pretos e com personalidade e de ler e escrever para se entreter enquanto passavam as horas rotineiras de insanidades nervosas.Sonhava com gritos de multidão e tinha medo de ruídos intensos.Enjoava o cheiro de perfumes caros e aborrecia-se com carros grandes de jantes brilhantes.Gostava de viajar mas odiava fazer malas.Tinha uma preferência por chaves, porque as chaves abrem coisas que não se conhecem.Queria ser famosa e por isso vivia fascinada pelas artes alheias.Odiava papagaios porque só falam sem sentido e sobre nada, mas um dia farta de tudo o que amava e odiava resolveu por em letra o facto inabalável de ser apenas uma galinha.

quarta-feira, novembro 23, 2005

... apetece-me falar de tango...
o fado não me seduz tanto, porque é uma tristeza chorona e consumida, porque lhe falta a revolta de não querer de não deixar que aconteça. O tango mostra garra, raiva, luta pelo que se quer... usa o desprezo como arma para conquistar... nem sempre ganha mas pelo menos luta...
"O tango, como o fado, é arte de representação. Quanto mais exagerados, mais verdadeiros. Só que o fado representa-se para dentro enquanto o tango se representa para fora.
As cabeleiras das mulheres, a brilhantina dos homens são sinais desse teatro que, do outro lado, por dentro, se desmonta num drama apenas perceptível para os que também foram atingidos pela seta de Cupido.
O fado é feminino porque nasce no mar. Lisboa, além... O tango é masculino porque nasce nas margens. Buenos Aires.
O fado, sendo mar, não tem limites. Impreciso.
O tango, sendo porto, vive entre muralhas. Finito.
No fado, o feminino sente saudade do centro masculino. No tango, o masculino suspira pelo ventre feminino. Por isso o fado é saudade de Deus. Por isso o tango é saudade da mãe. No fado, a mulher chora amparada na guitarra. O homem comanda. No tango, o homem, embora fingindo-se galo, chora na respiração sacudida do bandoneón. A mulher comanda. No tango, o homem encena a sua masculinidade; a mulher, a sua feminilidade. Encena-se a paixão. As suas cenas. Com gestos largos."
extraido do texto publicado por FERNANDO MAGALHÃES, Sexta-feira, 3 de Março de 2000, no Jornal Público

Porque hoje é sábado

Porque hoje é sábado... apetecia-me ficar na cama... e não fiquei

Porque hoje é sábado e não pude dormir tanto quanto queria... fiquei irritada

Porque hoje é sábado eu quero silêncio para descansar a alma

Porque hoje é sábado gostava de poder fazer apenas o que me apetece... e não posso

Porque hoje é sábado e amanhã é domingo e estou de fim de semana ... gostava que respeitassem o meu fim de semana e não me telefonassem a toda a hora com problemas de chinelo

Porque hoje é sábado eu gostava de descansar... e não descanso

Porque hoje é sábado quero ver exposições, ler o jornal, respirar fundo e não tenho tempo..

Porque hoje é sábado apetecia-me andar à toa nas horas e nos minutos... perdida em divagações do nada... e não ando

Porque hoje é sábado queria estar de chinelos, sem calças a apertar a gorduras da idade e com camisolas manchadas de descuidos... e não ando

Porque hoje é sábado gostava de trocar as refeições... de comer apenas quando a fome aperta... mas porque tenho compromissos não posso porque me arrisco a ter uma crise de fome sem que possa ir comer...

Porque hoje é sábado quero respirar fundo... e dizer bem alto "HOJE É SÁBADO", mas não digo porque a loucura me obriga a trabalhar ao sábado

Porque hoje é sábado e nada posso fazer ou nada faço para viver o sábado tal como o imagino... tenho um sábado de MERDAé bem feito...


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segunda-feira, novembro 21, 2005

O quadro está acabado quando apagou a ideia que o motivou
Braque , Georges