segunda-feira, outubro 29, 2007

Como será que nasce um crítico de cinema?




Ontem fui ver este filme por pura teimosia...


Já estava programado, que na ida ao cinema, seria este o filme contemplado e eis que pego no suplemento do famoso Expresso e ao ver a crítica, o filme apenas visto, só, por um dos 5 criticos que compõem o lote dos iluminados deste jornal, era arrasado totalmente, considerando-o mau e o resumo cínico e jocoso sobre o mesmo quase me fez balançar.


Teimosa e com pouca fé neste lobby cinematográfico, fui ver na mesma, correndo o risco de deitar fora 5 €.


Em primeiro lugar o senhor não viu o filme, limitou-se seguramente a ler umas coisas sobre o mesmo e em segundo lugar deveria de ser chamado atenção pelo péssimo resumo que faz do filme.


O filme é bom, é lamechas sem dúvida mas também o são todas as americanadas que por aí andam. Pode realmente tocar mais a uns que a outros por fazer recordar algum caso mais pessoal, mas isso não diminui em nada o facto de ser um bom filme que demonstra como se pode ter força de vontade e o tamanho da luta com determinadas doenças.


Com uma fotografia muito bonita e actores que apesar dos diálogos curtos conseguem passar a mensagem de dor, eu acho que é um filme para ver.


Apenas me fico o sabor amargo de ainda não ser sócia da AMARA...




Escafandro e a Borboleta


Aos 43 anos e no auge da sua carreira profissional, Jean-Dominique Bauby, editor da Elle francesa, sofreu um acidente vascular cerebral que lhe paralisou o corpo inteiro… excepto um olho, e a mente.
Apesar do tormento, Bauby conseguiu utilizar esse olho para comunicar com o mundo exterior, descrevendo de forma detalhada, letra a letra, as suas angústias, os seus sonhos, o seu mundo interior.
Bauby acabaria por publicar um livro autobiográfico com uma mensagem de esperança poderosa.
«O Escafandro e a Borboleta» foi apresentado no Festival de Cannes de 2007, tendo Julian Schnabel («Antes que Anoiteça») sido reconhecido com o prémio para Melhor Realizador.

1 comentário:

Daniel do MAL disse...

Julian Schnabel � fant�stico!

Basta ver Antes que Anoite�a...� mais que um cineasta...sente-se o artista pl�stico que ele �. Mexicano falso de luxo!