quinta-feira, junho 15, 2006

era uma vez...


o tempo tinha passado por ali de fugida e sem remorso...
não queria deixar marcas porque de marcas se faz história e não havia tempo para paragens na história.
Era uma vez...
estava escrito, é certo... mas ninguém sabia de verdade quando tinha sido a VEZ da vez e por isso a frase morria de anonimato temporal.
a história que vivia por ali em folhas numeradas, sentia que por não ter um tempo que fosse o tempo se perderia nas memórias dos que nunca a tinham lido e apenas escutado...
e de palavra e ouvido onde as páginas são salteadas ia perdendo conteúdo e vivia pensando que um dia deixaria de ter fazer sentido.
desencantada nos parágrafos, que se perdiam no passar da palavra, remoía corroída as perdas que lhe roubavam vida.
um dia percebeu que já não havia retorno, porque o tempo não volta atrás, e ela, era apenas e só uma lenda de que ninguém conhecia o início, mas, no entanto, desfeita de todos os adornos que faziam dela uma história de contar, era agora e para sempre uma tradição popular

1 comentário:

psonica disse...

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