Com a ajuda do site http://jamais.blogs.sapo.pt/170255.html aqui ficam alguns excertos de notícias sobre a ideia de democracia do sr. sócrates
OS INIMIGOS
- ...O director do jornal Público, José Manuel Fernandes, e o responsável pela informação da Rádio Renascença(RR), Francisco Sarsfield Cabral, apontaram o dedo ao gabinete de José Sócrates, que acusam de ter exercido «pressões ilegítimas» sobre jornalistas dos dois meios de comunicação, relativamente à polémica das habilitações académicas do primeiro-ministro. Já o director da SIC Notícias, que tal como os outros dois também foi ouvido esta tarde pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), fala apenas em «nervosismo excessivo».
Os três responsáveis foram chamados a prestar esclarecimentos depois de o semanário Expresso ter publicado um trabalho, a 31 de Março, sobre alegadas tentativas de condicionamento dos media por parte do Governo, em que são citados. O autor do artigo, Nuno Saraiva, e o jornalista do Público, Ricardo Dias Felner, também foram ouvidos hoje. Na próxima quarta-feira, é a vez do assessor do primeiro-ministro David Damião. No final da audição de hoje, José Manuel Fernandes, apesar de ter recusado que tivesse sentido pessoalmente pressões foi taxativo quando à sua existência. «Nas conversas com jornalistas do Público houve alusões a um possível processo judicial, o que no meu entender é uma pressão ilegítima sobre quem está a escrever notícias porque parte do princípio que uma pessoa vai violar a lei», disse o director do diário.
- António Albino Caldeira - "Dossier Sócrates"
- http://www.youtube.com/watch?v=v_Cb5uUpLqI
-O primeiro-ministro anunciou, sexta-feira, através de um comunicado, que pretende processar a TVI, depois desta ter colocado no ar uma peça de áudio onde o consultor Charles Smith o chama "corrupto".
- João Miguel Tavares
- O primeiro-ministro anunciou, sexta-feira, através de um comunicado, que pretende processar a TVI, depois desta ter colocado no ar uma peça de áudio onde o consultor Charles Smith o chama "corrupto".
TVI
A PT está ultimar a compra de uma participação de cerca de 30% na Media Capital, proprietária da TVI, numa operação que assinala o regresso da operadora liderada por Zeinal Bava ao negócio dos conteúdos audiovisuais, apurou o Económico.
...O «Governo já conhecia negócio PT/TVI desde o início do ano». A garantia é dada pelo semanário «Expresso» na edição deste sábado. A publicação salienta que o Executivo liderado por José Sócrates «acompanhou todo o processo de venda de parte da Media Capital (dona da TVI) pelos espanhóis da Prisa».
«Desde Janeiro que a hipótese de a PT entrar na empresa era defendida pelo Executivo de Sócrates, podendo ser feita directamente ou via Espanha, onde a Prisa pode sofrer uma recomposição accionista», frisa o «Expresso».
O semanário garante que tanto José Sócrates como o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, «estiveram sempre a par» do negócio. «Os protestos contra um negócio que colocava a TVI na alçada do Estado deram cabo da transacção», refere o jornal.
TSF
... Teresa Dias Mendes, actual editora de Política, cede o lugar a Paulo Tavares, jornalista responsável pela edição dos noticiários da noite da estação e também pelo programa Motores, sobre automóveis, emitido de segunda a sexta-feira às 21h35.Teresa Dias Mendes, que deixará de fazer política na TSF, foi protagonista de um episódio durante a última campanha para as eleições europeias, em que o conteúdo de uma peça assinada pela jornalista não agradou ao primeiro-ministro. A peça aludia a referências, embora indirectas, de José Sócrates ao sindicalista Mário Nogueira, com o primeiro-ministro a sugerir que o dirigente da Fenprof estaria a ser manipulado politicamente.O episódio levou a uma intervenção do gabinete de José Sócrates junto da direcção da TSF e a uma troca de palavras entre a jornalista e o próprio Sócrates num jantar de campanha em Viseu, uma semana antes das eleições. Segundo Paulo Baldaia, que frisa que as alterações partiram todas de “decisões da direcção”, nenhuma das mudanças terá efeito imediato: “Serão alterações para a nova grelha, só para Outubro.”
terça-feira, setembro 08, 2009
segunda-feira, setembro 07, 2009
porque o rídiculo só se pode ilustrar de forma rídicula
Roubado do 31 da Armada do qual sou fã incondicional... obrigado por este momento de humor
quinta-feira, setembro 03, 2009
Mais um passo atrás na liberdade de opinião...

Eles estão mesmo com medo... agora vale tudo
Sexta feira que se preze tem o noticiário da Manuel Moura Guedes... diferente, agressivo e desempoeirado dava a conhecer os podres escondidos de uma nação que cada vez mais está amordaçada.
Hoje finalmente os senhores do país conseguiram eliminar a dor de cabeça acabando com as notícias da Manuela Moura Guedes.
Hoje a democracia retrocedeu mais um pouco.
A culpa dizem os tais que não gostam das notícias é de Espanha... sempre os espanhoís servem para alguma coisa para além de nos venderem caramelos.
Hoje deixamos de ter a Televisão Independente... hoje resta-nos a certeza que este senhor usa e abusa da frase "quero, posso e mando".
Extracto da notícia da Lusa
De acordo com as mesmas fontes, o director-geral da TVI, Bernardo Bairrão terá ainda tentado convencer a Prisa a não suspender o jornal de sexta-feira, apresentado por Manuela Moura Guedes.
O director-geral da TVI Bernardo Bairrão, que era vice de José Eduardo Moniz e que lhe sucedeu após a saída para o grupo Ongoing, tem estado incontactável.
O director-geral da TVI Bernardo Bairrão, que era vice de José Eduardo Moniz e que lhe sucedeu após a saída para o grupo Ongoing, tem estado incontactável.
O Jornal Nacional estava previsto recomeçar na próxima sexta-feira com uma investigação sobre o caso Freeport, com documentação «que contradiz as informações que têm sido publicadas», segundo disse Manuela Moura Guedes.
O jornal de sexta da TVI é líder de audiências, não tem orçamento próprio e não é dispendioso, pois é praticamente todo feito com jornalistas da casa, asseguraram as fontes, desmentindo rumores de que a justificação para a decisão se prendia com os custos do noticiário.
A direcção de informação da TVI demitiu-se hoje em bloco devido ao cancelamento do Jornal de Sexta.
Além da direcção de informação, também a chefia de redacção - António Prata e Maria João Figueiredo - apresentou demissão.
A direcção de informação era, até agora, composta pelo director, João Maia Abreu, e pelos adjuntos, Mário Moura e Manuela Moura Guedes.
O grupo Prisa, que em Espanha detém órgãos de informação como o El País, a cadeia de televisão Telecinco e cadena Ser, adquiriu a Media Capital - proprietária da TVI - em Julho de 2005 a Pais do Amaral.
A direcção de informação da TVI demitiu-se hoje em bloco devido ao cancelamento do Jornal de Sexta.
Além da direcção de informação, também a chefia de redacção - António Prata e Maria João Figueiredo - apresentou demissão.
A direcção de informação era, até agora, composta pelo director, João Maia Abreu, e pelos adjuntos, Mário Moura e Manuela Moura Guedes.
O grupo Prisa, que em Espanha detém órgãos de informação como o El País, a cadeia de televisão Telecinco e cadena Ser, adquiriu a Media Capital - proprietária da TVI - em Julho de 2005 a Pais do Amaral.
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As pensões de reforma...
"Nunca permitirei que as pensões dos portugueses sejam jogadas na bolsa". José Sócrates, Guimarães, 20 Set 08
Este homem é só chavões... o que é certo é que 20% do dinheiro da segurança social está aplicado em acções e 70% em obrigações... foi com jogos destes que o BPN foi parar ao charco.
Será que ainda vou ter direito a reforma apesar de ter descontado?
Andamos uma vida a dar dinheiro para alguns senhores andarem a brincar ao jogo da bolsa, senhores que não são escolhidos por nós mas sim pelo governo que como sabemos está cheios de trafulhas e incompetentes...
Este homem é só chavões... o que é certo é que 20% do dinheiro da segurança social está aplicado em acções e 70% em obrigações... foi com jogos destes que o BPN foi parar ao charco.
Será que ainda vou ter direito a reforma apesar de ter descontado?
Andamos uma vida a dar dinheiro para alguns senhores andarem a brincar ao jogo da bolsa, senhores que não são escolhidos por nós mas sim pelo governo que como sabemos está cheios de trafulhas e incompetentes...
quarta-feira, setembro 02, 2009
50 x 2 + 1 e 200
Que pena só agora peceber que afinal o que está a dar é ter filhos...
Ora vejamos:
Quando o pimpolho nasce o amigo (uma espécie de padrinho) Sócrates põe 200 € para uma conta poupança onde os pais e de mais família poderão depositar dinheiro até os 18 anos (se o tiverem) e quanto maisnão seja a criatura aos 18 anos terá 210 € se o banco não tiver falido entre tanto.
Quando o pimpolho vai estudar "O Padrinho" dá uma bolsa de estudo (não ficou explicado se era preciso ter boas notas) ou seja triplica o fabuloso abono de familia (verdade que tanto o padrinho como a madrasta tiveram difiuldades em se entenderem com as contas).
Tudo bem com tantos benefícios mas com serão eles atribuídos? E onde vamos nós buscar tanto dinheiro?
Eu que até não tive filhos, por isso logo nunca fui beneficiária de qualquer tipo de contribuição governamental ou social, dúvido de tanta caridade em vésperas de eleições.
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segunda-feira, agosto 31, 2009
sábado, agosto 29, 2009
VAMOS MOSTRAR QUE QUEM COM VENENO MATA; COM VENENO MORRE
Mandaram-me por e-mail esta petição de solidariedade para com os muitos colegas que foram "despedidos" e porque vi muitos irem sem razão para tal resolvi ser solidária.
Muitos colegas meus se viram nos disponíveis pela simples injustiça de dois anos antes colaborarem com as chefias na distribuição das celebres quotas, a conversa era sempre a mesma - "este ano dou-lhe um bocadinho menos para podermos beneficiar X ou Y", no ano seguinte , "este ano tenho que dar o Bom ao sicrano porque o faz subir de escalão"
E de repente o jogo muda e quem teve dois anos com Suficiente entrava nas listas dos excedentes... alguns além de bons funcionários eram bons colegas e tal como eu achavam que ter uma notação anual era uma palhaçada... foram apanhados numa armadilha

Muitos colegas meus se viram nos disponíveis pela simples injustiça de dois anos antes colaborarem com as chefias na distribuição das celebres quotas, a conversa era sempre a mesma - "este ano dou-lhe um bocadinho menos para podermos beneficiar X ou Y", no ano seguinte , "este ano tenho que dar o Bom ao sicrano porque o faz subir de escalão"
E de repente o jogo muda e quem teve dois anos com Suficiente entrava nas listas dos excedentes... alguns além de bons funcionários eram bons colegas e tal como eu achavam que ter uma notação anual era uma palhaçada... foram apanhados numa armadilha
O TEU FUTURO SÓ DEPENDE DE TI.
Assim chegará aos 700 000 funcionários públicos, que deixaram de o ser desde 1 de Janeiro de 2009 com a Lei 12-A.
Assim chegará aos 700 000 funcionários públicos, que deixaram de o ser desde 1 de Janeiro de 2009 com a Lei 12-A.
Sr. Primeiro Ministro
É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar publicamente os funcionários públicos, de fazer tudo para colocar a população contra nós, de alterar os direitos adquiridos para a aposentação, nem de aprovar o novo regime de Vínculos Carreiras e Remunerações que acaba com as carreiras, as garantias que tínhamos e os direitos adquiridos que tínhamos, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.
Não tinha procedido a despedimentos, para de seguida contratar novos colegas, com quem simpatiza mais.
Não tinha criado o SIADAP desta forma, para promover e contemplar quem dá graxa aos chefes, e impedido a carreira a quase todos os funcionários. Não chega uma vida inteira para chegar ao meio da carreira em muitas situações.
Não tinha criado um sistema de escolha dos dirigentes que fazem o que lhe interessa, podendo até serem de fora do sistema, acabando com os concursos e com as oportunidades para os que são já funcionários públicos experientes e reconhecidos.
NÃO TINHA DESTRUÍDO A FUNÇÃO PUBLICA, DEIXANDO O VAZIO, POIS ATÉ NEM SABE O QUE É, ESTA NOBRE FUNÇÃO DE SERVIR TODOS, INDEPENDENTE DAS RAÇAS, SITUAÇÃO SOCIAL E ASCENDÊNCIA FAMILIAR.
As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder.
É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.
Chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover todas estas enormes afrontas.
Somos 700 000, o equivalente a 14% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de 2 meses, grande parte dos funcionários votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido não só não terá mais a maioria mas perderá as próximas eleições e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos funcionários públicos.
Colegas, quem foi capaz de aguentar a perseguição, a desmotivação, a perda de horizontes para a sua vida, sentir que pode ser despedido a qualquer momento com os mapas anuais de pessoal, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher; maiorias nunca mais.
Os funcionários públicos, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 1 000 000.
Os Funcionários Públicos deverão estar unidos, esta união deverá ser para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.
Façamos contas:
- Se esta mensagem vai ser enviada a 10 colegas.
- Se cada um dos colegas enviar a mais 10 dá 100.
- Se estes enviarem a mais 10 dá 1000.- Se estes enviarem a mais 10 dá 10 000.
- Se estes enviarem a mais 10 dá 100 000.
- Se estes enviarem a mais 10 dá 1 000 000.
Assim se vê a nossa força.
Não a menosprezes. Usa-a.
Se não estarás cada vez pior como tens visto, sem esperares nenhuma alteração à situação que te foi criada. Rapidamente todos os colegas e seus familiares ficarão a saber a informação que ela contém e a sua força.
O TEU FUTURO SÓ DEPENDE DE TI. ESTÁ NAS TUAS MÃOS. O FUTURO DE PORTUGAL DEPENDE DE TI.
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS contra o PS
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sábado, agosto 22, 2009
nós não somos tontos...
O meu agradecimento aos autores do vídeo porque realmente os portugueses tem uma memória muito curta
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terça-feira, agosto 18, 2009
UP - ALTAMENTE


se está farto do calor
se está farto do Sócrates
se está farto de comer a poeira no caminho dos que vão de férias
se está farto de política e campanhas... vá ver o UP
abandone as crianças, as tias, o chá de domingo, a praia gordurosa e esconda-se numa sala de cinema a ver este maravilhoso filme... juro que vai sair de lá com um sorriso na cara
segunda-feira, agosto 17, 2009
A campanha e os truques do costume



Porque será que toda a pré campanha eleitoral me parece um jardim de recreio de uma escola onde nos intervalos se reunem os 2 bandos diferentes do bairro?
Porque será que as campanhas eleitorais são todas iguais e se resumem a "eu fiz" e "eu vou fazer" apenas com algumas excepções de "ele fez e eu vou rasgar".
Tal como nas escolas continuo á espera que chegue o "contínuo" (agora deve ser assistente técnico...) que pegue nos chefes dos bandos e os ponha de castigo como nos bons velhos tempos em que exitia educação e respeito pelo demais.
As propostas são abolidas por acusações e as feiras e romarias que antes eram locais de diversão, reunião e de manifestações de fé são agora palco para os palhaços do costume distribuirem beijinhos e apertos de mão (nem a possibilidade de uma pandemia nos salva) recheados de palavras vâs que são esquecidas logo que acabe a temporada das promessas.
No fim restam as paredes e os gigantes muppies que nos invadem o dia a dia com as caras dos actores do costume.
terça-feira, julho 28, 2009
quinta-feira, julho 23, 2009
quarta-feira, julho 15, 2009
sexta-feira, julho 10, 2009
Artigo de Miguel Sousa Tavares, Expresso 27/06
Conversa entre mim e uma amiga(…):
Quem será a amiga ?????
— É sempre assim, esta auto-estrada?
— Assim, como?
— Deserta, magnífica, sem trânsito?
— É, é sempre assim.
— Todos os dias?
— Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
— Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
— Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
— E têm mais auto-estradas destas?
— Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. — respondi, rindo-me.
— E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
— Porque assim não pagam portagem.
— E porque são quase todos espanhóis?
— Vêm trazer-nos comida.
— Mas vocês não têm agricultura?
— Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
— Mas para os espanhóis é?
— Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
— Mas porque não investem antes no comboio?
— Investimos, mas não resultou.
— Não resultou, como?
— Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
— Mas porquê?
— Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pêndula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
— E gastaram nisso uma fortuna?
— Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
— Estás a brincar comigo!
— Não, estou a falar a sério!
— E o que fizeram a esses incompetentes?
— Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
— Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
— Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km. Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
— Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
— Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
— Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
— Isso mesmo.
— E como entra em Lisboa?
— Por uma nova ponte que vão fazer.
— Uma ponte ferroviária?
— E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
— Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
— Pois é.
— E, então?
— Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
— E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
— Não, não vai ter.
— Não vai? Então, vai ser uma ruína!
— Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína — aliás, já admitida pelo Governo — porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
— E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
— Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
— E vocês não despedem o Governo?
— Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
— Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
— Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
— O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
— A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
— Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
— É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
— E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
— O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
— Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
— É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
— Não me pareceu nada...
— Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
— Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
— Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
— E tu acreditas nisso?
— Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
— Um lago enorme! Extraordinário!
— Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
— Ena! Deve produzir energia para meio país!
— Praticamente zero.
— A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
— A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
— Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar — ou nem isso?
— Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
— Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
—Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
— Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
— Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento.
E suspirou:
— Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
Quem será a amiga ?????
— É sempre assim, esta auto-estrada?
— Assim, como?
— Deserta, magnífica, sem trânsito?
— É, é sempre assim.
— Todos os dias?
— Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
— Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
— Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
— E têm mais auto-estradas destas?
— Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. — respondi, rindo-me.
— E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
— Porque assim não pagam portagem.
— E porque são quase todos espanhóis?
— Vêm trazer-nos comida.
— Mas vocês não têm agricultura?
— Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
— Mas para os espanhóis é?
— Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
— Mas porque não investem antes no comboio?
— Investimos, mas não resultou.
— Não resultou, como?
— Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
— Mas porquê?
— Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pêndula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
— E gastaram nisso uma fortuna?
— Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
— Estás a brincar comigo!
— Não, estou a falar a sério!
— E o que fizeram a esses incompetentes?
— Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
— Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
— Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km. Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
— Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
— Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
— Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
— Isso mesmo.
— E como entra em Lisboa?
— Por uma nova ponte que vão fazer.
— Uma ponte ferroviária?
— E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
— Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
— Pois é.
— E, então?
— Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
— E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
— Não, não vai ter.
— Não vai? Então, vai ser uma ruína!
— Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína — aliás, já admitida pelo Governo — porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
— E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
— Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
— E vocês não despedem o Governo?
— Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
— Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
— Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
— O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
— A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
— Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
— É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
— E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
— O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
— Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
— É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
— Não me pareceu nada...
— Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
— Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
— Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
— E tu acreditas nisso?
— Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
— Um lago enorme! Extraordinário!
— Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
— Ena! Deve produzir energia para meio país!
— Praticamente zero.
— A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
— A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
— Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar — ou nem isso?
— Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
— Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
—Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
— Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
— Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento.
E suspirou:
— Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
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quinta-feira, julho 09, 2009
Kimiko Yoshida's

Os auto retratos que Kimiko Yoshida's faz são espectaculares. A inspiração em grandes pintores e a criatividade e execução perfeita fazem deste trabalho uma obra a não perder
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terça-feira, julho 07, 2009
Continuando a falar de eclaires... aqui fica o pouco do nosso eclaire português para que não esqueçamos que as trafulhices não começaram agora...
Uma imagem para não esquecer... acho que até deviamos ter adquirido a tartaruga... para se guardar no nosso jardim zoológico ou quem sabe na Fundação Mário Soares...

Esta postura de estado do Mário Soares é equivalente ao Manuel Pinho... acho que isto é um problema do PS... gostam de fazer macacadas

"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"
por Clara Ferreira Alves
por Clara Ferreira Alves
Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana,para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bompar de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "ContosProibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).
A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França -21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 milquilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forteblindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia devigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado,que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou anulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
Vai... e não volta mais.
Clara Ferreira Alves
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segunda-feira, julho 06, 2009
segunda-feira, junho 29, 2009
É nestas coisas que a América bate aos pontos os Europeus...
Quando é que será que a justiça em Portugal mostra alguma eficiência...
Ou será que só sabem exigir direitos e empinar o nariz lá para os lados da justiça...
Madoff condenado a 150 anos por maior fraude financeira da história
29.06.2009 - 16h37
Por PÚBLICO
Bernard Madoff foi hoje condenado a 150 anos de prisão por um tribunal de Manhattan por ter cometido a maior fraude financeira da história.
Antes da leitura da sentença, Bernard Madoff disse ao juiz que os crimes que cometeu não têm desculpa.
“[Irei] viver com esta dor, este tormento para o resto da minha vida”, disse também o investidor, de 71 anos.
Durante a sessão, Madoff ouviu depoimentos das vítimas da fraude que cometeu e pela qual reconhece danos provocados superiores a 50 mil milhões de dólares, numa sessão que teve início no tribunal de Nova Iorque ao início da tarde (hora de Lisboa).
Em Março passado, Madoff tinha-se reconhecido culpado de 11 acusações e o juiz que preside ao caso, Denny Chin, disse que iria impor uma sentença que entendesse como “razoável
Ou será que só sabem exigir direitos e empinar o nariz lá para os lados da justiça...
Madoff condenado a 150 anos por maior fraude financeira da história
29.06.2009 - 16h37
Por PÚBLICO
Bernard Madoff foi hoje condenado a 150 anos de prisão por um tribunal de Manhattan por ter cometido a maior fraude financeira da história.
Antes da leitura da sentença, Bernard Madoff disse ao juiz que os crimes que cometeu não têm desculpa.
“[Irei] viver com esta dor, este tormento para o resto da minha vida”, disse também o investidor, de 71 anos.
Durante a sessão, Madoff ouviu depoimentos das vítimas da fraude que cometeu e pela qual reconhece danos provocados superiores a 50 mil milhões de dólares, numa sessão que teve início no tribunal de Nova Iorque ao início da tarde (hora de Lisboa).
Em Março passado, Madoff tinha-se reconhecido culpado de 11 acusações e o juiz que preside ao caso, Denny Chin, disse que iria impor uma sentença que entendesse como “razoável
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sexta-feira, junho 26, 2009
Morreu o Michael Jackson - fica a sua música para recordarmos



O meio século de vida e quase tanto de carreira do cantor norte-americano foi uma sucessão de êxitos mas também de polémicas.
1958
Nasce a 29 de Agosto, em Gary (Indiana). É o sétimo filho de Joseph e Katherine Jackson.
1966
Junta-se aos irmãos mais velhos no grupo Jackson 5, que levará a família a mudar-se para a Califórnia.
1975
Os Jackson 5 rompem contrato com a Motown e mudam-se para a Epic. Michael já é o principal compositor do grupo.
1978
Entra no filme 'The Wiz', uma espécie de versão afro-americana de 'O Feiticeiro de Oz', interpretando um espantalho ao lado de Diana Ross.
1980
Lança 'Off the Wall', seu primeiro álbum a solo, produzido por Quincy Jones, com quem manteria uma longa colaboração.
1982
Após vários adiamentos, revela em Novembro o disco 'Thriller', que se tornaria o mais vendido de sempre. Torna-se o primeiro artista negro a aparecer na MTV, com o teledisco de 'Billie Jean'.
1983
Inventa o passo de dança 'moonwalk', que durante anos será um dos símbolos de quem passa a ser conhecido por 'rei da música pop'.
1984
Sofre queimaduras de segundo grau no couro cabeludo durante a gravação de um anúncio para a Pepsi. Mais tarde, conquista nove prémios Grammy graças a 'Thriller'.
1985
Empenha-se numa campanha de luta contra a fome em África que é popularizada pela canção 'We Are the World'.
1987
O seu disco 'Bad' desilude a crítica mas volta a fazer sucesso entre os fãs, colocando cinco temas no primeiro lugar no top de singles.
1988
Muda-se para o rancho Neverland, na Califórnia. O isolamento e as excentricidades, associadas às mal explicadas alterações na sua aparência, valem-lhe uma nova alcunha: 'wacko jacko' (Jack maluco).
1990
Assina um contrato com a Sony que estabelece um vínculo de 15 anos com a editora discográfica. Deveria receber 180 milhões de dólares por cada um dos seis álbuns previstos.
1991
Regressa com o teledisco de 'Black or White', mais uma vez realizado por John Landis, um dos responsáveis pelo sucesso de 'Thriller'. O álbum 'Dangerous' tornar-se-ia o segundo mais vendido da sua carreira até então.
1993
Interrompe uma digressão mundial quando enfrenta acusações de ter abusado sexualmente de um dos adolescentes que passavam temporadas consigo em Neverland. Michael garante que não seria capaz de 'fazer mal a uma criança' mas admite partilhar cama com os seus convidados.
1994
Arquivamento do caso por falta de provas. Entretanto o cantor chegara a um acordo com os pais do jovem Jordan Chandler. Em Maio casa-se com Lisa Marie Presley, filha de outro rei da música.
1995
Lança o duplo álbum 'HIStory'.
1996
Pouco depois de terminado o primeiro matrimónio, casa-se com a enfermeira Deborah Rowe, que é a mãe de dois dos seus filhos. Esta viria, mais tarde, a abdicar de qualquer direito sobre as crianças.
2001
Reúne os Jackson 5 no Madison Square Garden, em Nova Iorque, e lança o disco 'Invincible'.
2002
Nasce o seu terceiro filho, resultado de inseminação artificial e cuja mãe nunca chegou a ser conhecida. Em Novembro choca o Mundo ao aparecer na varanda de um quarto de hotel em Berlim, suspendendo a criança (coberta por um pano) fora da janela.
2003
Na sequência de buscas no seu rancho, é algemado e levado para a esquadra no âmbito de uma investigação por suspeita de abuso de menores.
2004
Alega estar inocente das acusações perante um juiz que o critica por ter chegado ao tribunal de Santa Maria, na Califórnia, com um atraso de 21 minutos.
2005
Novamente acusado de pedofilia, acaba por ser absolvido por falta de provas. Deixa Neverland e muda-se para o Bahrein, onde ficou cerca de um ano.
2008
A Sony lança uma edição comemorativa do 25.º aniversário de 'Thriller', juntando músicos e telediscos.
2009
Preparava-se para retomar a carreira com uma série de 50 concertos em Inglaterra quando morre devido a uma paragem cardíaca na tarde de 25 de Junho.
1958
Nasce a 29 de Agosto, em Gary (Indiana). É o sétimo filho de Joseph e Katherine Jackson.
1966
Junta-se aos irmãos mais velhos no grupo Jackson 5, que levará a família a mudar-se para a Califórnia.
1975
Os Jackson 5 rompem contrato com a Motown e mudam-se para a Epic. Michael já é o principal compositor do grupo.
1978
Entra no filme 'The Wiz', uma espécie de versão afro-americana de 'O Feiticeiro de Oz', interpretando um espantalho ao lado de Diana Ross.
1980
Lança 'Off the Wall', seu primeiro álbum a solo, produzido por Quincy Jones, com quem manteria uma longa colaboração.
1982
Após vários adiamentos, revela em Novembro o disco 'Thriller', que se tornaria o mais vendido de sempre. Torna-se o primeiro artista negro a aparecer na MTV, com o teledisco de 'Billie Jean'.
1983
Inventa o passo de dança 'moonwalk', que durante anos será um dos símbolos de quem passa a ser conhecido por 'rei da música pop'.
1984
Sofre queimaduras de segundo grau no couro cabeludo durante a gravação de um anúncio para a Pepsi. Mais tarde, conquista nove prémios Grammy graças a 'Thriller'.
1985
Empenha-se numa campanha de luta contra a fome em África que é popularizada pela canção 'We Are the World'.
1987
O seu disco 'Bad' desilude a crítica mas volta a fazer sucesso entre os fãs, colocando cinco temas no primeiro lugar no top de singles.
1988
Muda-se para o rancho Neverland, na Califórnia. O isolamento e as excentricidades, associadas às mal explicadas alterações na sua aparência, valem-lhe uma nova alcunha: 'wacko jacko' (Jack maluco).
1990
Assina um contrato com a Sony que estabelece um vínculo de 15 anos com a editora discográfica. Deveria receber 180 milhões de dólares por cada um dos seis álbuns previstos.
1991
Regressa com o teledisco de 'Black or White', mais uma vez realizado por John Landis, um dos responsáveis pelo sucesso de 'Thriller'. O álbum 'Dangerous' tornar-se-ia o segundo mais vendido da sua carreira até então.
1993
Interrompe uma digressão mundial quando enfrenta acusações de ter abusado sexualmente de um dos adolescentes que passavam temporadas consigo em Neverland. Michael garante que não seria capaz de 'fazer mal a uma criança' mas admite partilhar cama com os seus convidados.
1994
Arquivamento do caso por falta de provas. Entretanto o cantor chegara a um acordo com os pais do jovem Jordan Chandler. Em Maio casa-se com Lisa Marie Presley, filha de outro rei da música.
1995
Lança o duplo álbum 'HIStory'.
1996
Pouco depois de terminado o primeiro matrimónio, casa-se com a enfermeira Deborah Rowe, que é a mãe de dois dos seus filhos. Esta viria, mais tarde, a abdicar de qualquer direito sobre as crianças.
2001
Reúne os Jackson 5 no Madison Square Garden, em Nova Iorque, e lança o disco 'Invincible'.
2002
Nasce o seu terceiro filho, resultado de inseminação artificial e cuja mãe nunca chegou a ser conhecida. Em Novembro choca o Mundo ao aparecer na varanda de um quarto de hotel em Berlim, suspendendo a criança (coberta por um pano) fora da janela.
2003
Na sequência de buscas no seu rancho, é algemado e levado para a esquadra no âmbito de uma investigação por suspeita de abuso de menores.
2004
Alega estar inocente das acusações perante um juiz que o critica por ter chegado ao tribunal de Santa Maria, na Califórnia, com um atraso de 21 minutos.
2005
Novamente acusado de pedofilia, acaba por ser absolvido por falta de provas. Deixa Neverland e muda-se para o Bahrein, onde ficou cerca de um ano.
2008
A Sony lança uma edição comemorativa do 25.º aniversário de 'Thriller', juntando músicos e telediscos.
2009
Preparava-se para retomar a carreira com uma série de 50 concertos em Inglaterra quando morre devido a uma paragem cardíaca na tarde de 25 de Junho.
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quarta-feira, junho 24, 2009
Ainda bem que alguém se lembrou da liberdade da imprensa
Ministério Público mandou arquivar a queixa crime movida por José Sócrates contra o jornalista e colunista do Diário de Notícias João Miguel Tavares.
A queixa foi arquivada pelo Ministério Público, que considerou que "as expressões utilizadas pelo arguido, dirigidas ao primeiro-ministro, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercício do direito de crítica, inscusceptiveis de causar ofensa penalmente relevante".
O despacho de arquivamento foi proferido pela procuradora Fernanda Alves.
João Miguel Tavares já reagiu, dizendo: "era o que estava à espera. mal seria se a decisão fosse outra".
O cronista do Diário de Notícias, recorde-se, foi alvo de uma queixa do primeiro-ministro por um artigo em que fazia referências à "licenciatura manhosa", aos projectos "duvidosos" da Guarda e ao "apartamento de luxo" comprado "a metade do preço". No mesmo artigo, Tavares fazia uma comparação entre Sócrates e Cicciolina.
Desde que no início do ano o caso Freeport voltou em força à praça pública que José Sócrates já lançou uma série de queixas crime. Além de João Miguel Tavares, foram processados vários jornalistas da TVI, incluíndo o director geral José Eduardo Moniz e a apresentadora do Jornal Nacional de Sexta-feira Manuela Moura Guedes. O director e dois outros jornalistas do Público foram também alvo de queixas crime.
A queixa foi arquivada pelo Ministério Público, que considerou que "as expressões utilizadas pelo arguido, dirigidas ao primeiro-ministro, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercício do direito de crítica, inscusceptiveis de causar ofensa penalmente relevante".
O despacho de arquivamento foi proferido pela procuradora Fernanda Alves.
João Miguel Tavares já reagiu, dizendo: "era o que estava à espera. mal seria se a decisão fosse outra".
O cronista do Diário de Notícias, recorde-se, foi alvo de uma queixa do primeiro-ministro por um artigo em que fazia referências à "licenciatura manhosa", aos projectos "duvidosos" da Guarda e ao "apartamento de luxo" comprado "a metade do preço". No mesmo artigo, Tavares fazia uma comparação entre Sócrates e Cicciolina.
Desde que no início do ano o caso Freeport voltou em força à praça pública que José Sócrates já lançou uma série de queixas crime. Além de João Miguel Tavares, foram processados vários jornalistas da TVI, incluíndo o director geral José Eduardo Moniz e a apresentadora do Jornal Nacional de Sexta-feira Manuela Moura Guedes. O director e dois outros jornalistas do Público foram também alvo de queixas crime.
terça-feira, junho 23, 2009
O Jel, Nuno Duarte, o enfant terrible

Entrevista retirada do jornal i
Num país onde se brinca com o povo só podemos levar a coisas na brincadeira...
_______________________________________________________
Seja o Jel, o Neto dos Homens da Luta, ou Nuno Duarte, é o enfant terrible da televisão e dos políticos. Agora vai candidatar-se à Câmara de Lisboa
"Aqui é que se trabalha bem para a luta." Jel, o enfant terrible da televisão portuguesa, recebeu o i em tronco nu, deitado numa esperguiçadeira, sob o sol implacável de um dia de semana na Costa da Caparica. Mordaz e corrosivo como já nos habituou, o ex-humorista da SIC Radical falou da sua candidatura à Câmara de Lisboa, dos novos projectos de Neto e Falâncio e das polémicas com os políticos.
Essa candidatura à Câmara de Lisboa é para levar a sério?
Claro. Já estamos a recolher assinaturas.
Quantas faltam?
Temos mil e precisamos de 4500. Acho que vai ser fácil. Se conseguir estar no boletim, posso muito bem vir a ser vereador.
Mesmo sem um programa eleitoral?
Não tenho nem vou ter. Só levo uma proposta: transformar os jardins de Lisboa em hortas para o povo.
Mas as pessoas vão levar a candidatura a sério?
Não, mas é esse o objectivo. É nestas alturas de abstenção, quando o povo está descrente, que surgem os malucos a gritar. E o povo adora isso
Porque se candidata? Para se promover ou faz parte do acordo com a marca que o patrocina?
A Nestea só apoia o espectáculo dos Homens da Luta, não tem nada a ver com a candidatura. Este tipo de candidaturas - a minha, a do Mário Viegas e do Manuel João Vieira no passado - é que demonstra a vitalidade da democracia.
Porquê?
Vou-te dar um exemplo: convidaram-nos, há um mês, como Homens da Luta, para fazer um espectáculo na inauguração do Hotel Vila Galé, em Lagos. Estava lá o Sócrates e o Manuel Pinho. A meio do espectáculo, o primeiro-ministro fugiu e disse aos seguranças que não voltava a entrar enquanto nós não saíssemos. Isso dá-me gozo. A política dá-me gozo. E se eu sou popular porque não posso ir a votos?
Já não é a primeira vez que tem problemas com Sócrates...
É verdade. Numa manifestação da CGTP, estávamos a passar na Rua Bramcamp, onde mora o primeiro-ministro, e eu disse uns impropérios ao megafone. Um dia depois do programa, o gabinete do Sócrates ligou à SIC Radical para impedir a transmissão das repetições. Foi um incidente e o episódio acabou por ser retirado do ar.
Sente-se que tem um certo orgulho a falar disso, como se intimidar um político fosse uma espécie de vitória....
Completamente. É sinal que o meu trabalho de provocação está a surtir efeito.
Não acha que exagera?
Sim, reconheço que sim. E esse caso do Sócrates foi um deles.
É filiado nalgum partido?
Não. Já andei próximo do "berloque" de esquerda, em 1999. Cheguei a ir a algumas reuniões, ajudei a colar cartazes, organizei umas festas. Mas depois desiludi-me, por causa da ideologia. Para mim, tudo o que é ideologia, faz-me retrair.
E o seu partido, não tem ideologia?
O meu não. Vai chamar-se Todo Partido e o objectivo é, depois das eleições, ser um aglutinador de candidaturas semelhantes, ser a base para alguém se candidatar a um junta de freguesia, por exemplo.
Votou nas últimas eleições?
Não, agora só voto em mim. Por isso é que me vou candidatar.
Tem cartão de eleitor?
O primeiro já o fumei. Depois não voltei a tirar, era mesmo bom para fazer filtros...
Falando do percurso de humorista, o que anda a fazer?
Há um mês que estamos com o espectáculo Homens da Luta. É o Neto e o Falâncio, com uma banda de dez elementos e instrumentos tradicionais. Vamos correr os cine-teatros das capitais de distrito.
E o programa da SIC Radical?
Depois do "Vai tudo abaixo na América" apresentámos uma proposta para outros programas, mas não têm o dinheiro que nós precisamos. Temos um acordo com um operador de internet para fazer sketches e colocar online.
Um "Vai Tudo Abaixo" na internet?
Não. É um conceito diferente. Um sketch por dia, de um ou três minutos. Mas tenho pena de não fazer televisão.
Nenhum canal generalista vai apostar no Jel. Têm os Contemporâneos, os Gato Fedorento..
Não sei porque têm medo, já provamos que somos produtivos. Gosto do Nuno Lopes e acho os Gato previsíveis. Já disse que eles são betinhos e é verdade: é pessoal do Colégio São João de Brito.
E o Jel onde estudou?
Na Secundária de Odivelas, hard-core motherfucker [risos]. Até facadas havia. Eu era da tribo dos punks, tinha crista e tudo. Daí a alcunha Jel.
Quanto custava o "Vai Tudo Abaixo"?
A SIC Radical deu-me 20 mil euros por vinte episódios na América. Estive lá uns três meses e perdi dinheiro. Sou mau a negociar porque apresento as ideias cheio de pica e as pessoas percebem isso.
Onde esteve nos Estados Unidos?
Nova Iorque, Filadélfia, Washington, Las Vegas. Foi um grande programa. O meu irmão apertou a mão ao Obama. Se fosse outro gajo qualquer abria os telefornais.
Porque acha que o ignoram?
Não sei, mas os artistas como eu, em Portugal, sempre viveram mal.
Quem?
O Bocage, por exemplo...
Achas que é o Bocage do século XXI?
Não sou poeta, mas sim, identifico-me. Era um gajo à margem, como eu. Portugal é foo. Até acho que em relação a outros artistas sou um priveligiado - graças a Deus existem marcas para nos patrocinar.
Apesar de estar a representar, há uma certa genuidade nas suas personagens. Não acha que ao ser patrocinado por uma marca vai desvirtuar essa imagem?
O público percebe. Voltando aos Estados Unidos, o que fazia lá, além dos sketches?
Filmámos quase todos os dias. Estivemos com os Moonspell, José Luís Peixoto, Lobo Antunes. E em Las Vegas divertimo-nos...
Divertiram-se...?
Sim, jogámos e fomos a umas casas de strip.Perdeu dinheiro?Claro, umas centenas de dólares - 200 ou 300. E fui dos que perdi menos. Os gajos lá são muita manhosos: enquantos estás a jogar estão sempre a oferecer-te bebidas.
Já lá tinha ido com a sua banda pró-guerra, os Kalashnikov...?
Demos dois concertos, no Texas e Nova Iorque. Como? Aquilo não é uma banda para levar a sério, era tudo a abandalhar...Era o ca?!&=o. Fo#!-se, desculpa lá, os Kalashnikov é ganda rock! Gravámos um CD.
Sim, é bem tocado, mas é para o número...
Todo o rock é a avacalhar, essa é a essência do rock, o avacalho. Desde os Rolling Stones, aos Ramones, Clash... Há é uma mensagem satírica e negra de pró-guerra.
Por falar em música. Começou num registo quase romântico, a cantar o “Viola-me Eléctrica”....
Era uma coisa lírica....
A puxar para o introspectivo e lamechas.Era. Não tenho jeito especial para coisa nenhuma, mas sou muito teimoso. Nesse disco era eu e as minhas dúvidas existenciais. Mas não tenho jeito para chorão...
Ainda assim foi para o Brasil à custa das vendas....
Sim, vendi quase dois mil discos. Agarrei nos 10 ou 12 mil euros e fui passear para o Brasil.
E já tinha estado em Paris.
Sim, tinha uns 19 anos. O meu ganha-pão foi vender caldos knorr como se fosse ganza junto à campa do Jim Morrison. Era a zona mais freak do cemitério Pére Lachaise, fumávamos umas das nossas – que eram boas – partilhávamos com os turistas, e depois vendíamos caldos knorr.
Nunca teve problemas com a polícia?
Em França passei uma noite na esquadra, mas foi por pegar fogo a uns caixotes.
E em Portugal?
Fui detido várias vezes, preso não. Uma vez, ainda no tempo da Revolta dos Pasteis de Nata, foi por estar vestido de bófia, num sketch de um polícia racista. Era tudo malta minha conhecida, mas filmado como um apanhado, para captar a reacção das pessoas._O problema foi que alguém chamou a bófia, e fomos todos de cana.
Qual foi a situação de maior stress?
Uma vez que fomos para o circo Chen reclamar por causa dos animais. Levámos porrada, e quase fui parar à jaula dos leões.
sexta-feira, junho 19, 2009
Musica brasileira em noite de Santo António
Lisboa já não é o que era, as tradições estão a perder-se e é com tristeza que vejo os Santos Populares diluírem-se numa mistura de outros interesses culturais que nada tem a ver connosco.
Entre sardinhas e jarros de vinho foi com alguma surpresa que me deparei com uma mini feira, junto ao chafariz do rei e á Casa dos Bicos, de artesanato peruano...
Se havia ideia de deixar vender alguma coisas nas festas tradicionais lisboetas por que raio não se vendeu manjericos ou artesanato típico português?
Com centenas de turistas a desfrutarem toda a alegria que se junta nas ruas dos bairros tradicionais porque não patrocinar o nosso artesanato?
Mas as surpresas não ficaram só por aqui...
Em frente à mesma casa dos bicos estendia-se um palco onde se ouvia musica brasileira... numa das noites estava a cantar a Simara... mais típico não pode haver.
Será que no sambodromo em pleno Carnaval desfilam ranchos folclóricos?
Um pouco mais adiante actuavam uns peruanos disfarçados de índios, com grandes tocados de penas... muito elucidativo para os estrangeiros que nos visitam...
Como deduzo, que pela quantidade de polícia que estava nas ruas, que esta gente tinha autorização camarária... qual será o método de selecção e quem o faz?
Não há dúvida que o Sr. António Costa está bem rodeado de ignorantes que não se importam de disvirtualizar costumes e tradições.
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quinta-feira, maio 28, 2009
quinta-feira, maio 21, 2009
POIS...
o que se vai fazendo por esse mundo fora...
quarta-feira, maio 20, 2009
Ainda há gente com coragem para falar

Texto caçado no blogue do seu autor, José M. Barbosa.
«Senhor Primeiro Ministro,Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Excelência.
Tem Vossa Excelência apenas mais um ano de idade do que eu. Permita-me
no entanto que lhe diga que não tem a minha idade, no sentido de que não somos da mesma geração e não é pela diferença de calendário. Em 1974 aderi ao Partido Socialista, fui secretário da Juventude Socialista do Estoril e nesta qualidade passei as estopinhas para que ideias, políticas sociais, fossem implementadas pelo Partido Socialista. Quando Francisco Pinto Balsemão desistiu do "Jornal de Cascais" eu fundei um outro jornal, em Cascais, chamado "Boca do Inferno". Aldo Moro tinha sido assassinado. Lembro-me de ter escrito sobre isso, de atribuir a culpa ao PCI. O jornal era um manifesto anti-comunista. Custou-me dezasseis contos o primeiro número de só dois (fiquei teso e o Senhor meu Pai não era o Pai Natal mas quase).
Já lá vão 34 anos mas sou o mesmo. Contei com o nobre apoio de AntónioGuterres (UM SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? - e JoséLuís Nunes (OUTRO SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? com quem privei (este último infelizmente partiu). De António Lopes-Cardoso e Manuel Poppe Lopes-Cardoso (a quem desejo uma rápida recuperação e vê-lo em breve). Theutónio-Pereira e outros, como dizia Pessoa, de quem me não quero esquecer porque não me lembro. Nestas andanças, Senhor Primeiro-Ministro, nunca o vi. Afinal, onde estava Vossa Excelência no 25 de Abril ?
Na FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, rua do Alecrim) nem em nenhum outro lado, vi Vossa Excelência. Vossa Excelência era provavelmente, ainda, um bebé. Nem no comício da fonte luminosa em que estive a fazer segurança a Mário Soares, armado até aos dentes com G3,entregues pelo CIAC (de Cascais), armas geridas pelo Sr. Botelho, piloto da barra, primo do José Manuel Casqueiro da CAP (Confederaçãodos Agricultores Portugueses), gente boa. Dispostos a dar a vida contra a tomada de poder vinda de leste, via PCP. Vossa Excelência,onde estava ? Com certeza que não no berço que não tem. Depois caíu do céu à frente da JS. Foi nessa altura que eu me afastei definitivamente.
Anos mais tarde, vim a cruzar-me com Vossa Excelência em Gondomar em1995/96, vi Vossa Excelência ser amigo e próximo do Major Valentim Loureiro (o restaurante 3M é do melhor que há), quando se discutia quem seriam as empresas que iriam tomar conta da "incineração", com menos preocupações com o ambiente, com mais preocupações pelo negócio,"bindo das Américas".
Permita-me Vossa Excelência duvidar das suas intenções.
A minha dúvida tem raiz no discurso de Vossa Excelência. Nunca fala afavor do povo português, antes debita argumentos mesquinhos, insultuosos, como se lhe tivéssemos passado um cheque em branco.
Sempre um discurso de defesa, nunca a favor de ninguém. O discurso deVossa Excelência é o que nos faz desconfiar de Vossa Excelência. Não são os casos esquisitos do Freeport, as cenas indesculpáveis na Beira e outros sítios, os seus tios que compram Maserattis e o seu primo, pessoa de bem e homem de verticalidade inquestionável, que até se pirou para fazer um curso de "karatê" no Nepal ou na China onde ainda anda. Não é nada disto. Todos temos Vossa Excelência em boa conta,como um homem honesto. Vossa Excelência falha, quando não abona a seu favor. Quando discursa a promover medidas grosseiras do governo,marketing político para inglês ver (não devia ter dito isto assim, soaa Serious Fraud Office), quando o discurso de Vossa Excelência é um discurso de defesa do seu lugar, da sua posição, do seu poder. Vossa Excelência NUNCA DIRIGIU UMA PALAVRA AO POVO PORTUGUÊS! O seu discurso é reactivo, defende-se afanosamente do que é indefensável.
O caso, mais um, "computador Magalhães", seria para mim um caso de polícia, como sempre disse, e penso que Vossa Excelência estará de acordo, não fosse o alto patrocínio do Primeiro Ministro do meu país em quem tenho de confiar, nesta parceria do nosso dinheiro com a empresa J.P. Sá Couto de Matosinhos que é a fossa das Marianas da excelência em matéria de trampa informática.
Engana-se Vossa Excelência ao tratar o Povo Português como uma hordade idiotas. É só isto que não perdoo a Vossa Excelência e lhe digo de caras. Lá porque o Partido Socialista se transformou numa corja de oportunistas e arrivistas, eu estou em crer que Vossa Excelência é completamente alheio ao facto. Pergunte Vossa Excelência a António Guterres, já que o José Luís Nunes não está entre nós.
Sabe, Senhor Primeiro Ministro, houve Homens neste País que deram a vida, a fortuna, sacrificaram a família, para que a Vossa Excelência seja permitido tratar-nos como bestas. Houve homens que sofreram a perseguição, a tortura e o exílio. Houve homens assim. É verdade.
Não, Vossa Excelência não sabe. Cá para mim, até não sabe de nada.
Compreendo no entanto, os aspectos críticos em matéria de defesa Nacional, da imagem do País. Falta-me é paciência e já não acredito em nada.Senhor Primeiro Ministro, se é homem, se é Português, prove-o de uma forma irrefutável. Nessa tão portuguesa expressão que tem raiz na coragem e na seriedade, mostre que tem tomates, pare de nos envergonhar. Nem lhe pedimos que prove que é sério... o ónus da prova... prove-nos só que é Português. Deve.
Demita-se.
E desapareça para o Nepal ou para a China. Vá ter lições de Karatê como "sensei" seu primo, que só lhe fazem bem. Não conspurque a escola de Funakoshi Guishim, meu Mestre de Shotokan. É um favor que lhe peço. Se assim for, está perdoado. Desde que não volte. Primo, idem.»
«Senhor Primeiro Ministro,Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Excelência.
Tem Vossa Excelência apenas mais um ano de idade do que eu. Permita-me
no entanto que lhe diga que não tem a minha idade, no sentido de que não somos da mesma geração e não é pela diferença de calendário. Em 1974 aderi ao Partido Socialista, fui secretário da Juventude Socialista do Estoril e nesta qualidade passei as estopinhas para que ideias, políticas sociais, fossem implementadas pelo Partido Socialista. Quando Francisco Pinto Balsemão desistiu do "Jornal de Cascais" eu fundei um outro jornal, em Cascais, chamado "Boca do Inferno". Aldo Moro tinha sido assassinado. Lembro-me de ter escrito sobre isso, de atribuir a culpa ao PCI. O jornal era um manifesto anti-comunista. Custou-me dezasseis contos o primeiro número de só dois (fiquei teso e o Senhor meu Pai não era o Pai Natal mas quase).
Já lá vão 34 anos mas sou o mesmo. Contei com o nobre apoio de AntónioGuterres (UM SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? - e JoséLuís Nunes (OUTRO SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? com quem privei (este último infelizmente partiu). De António Lopes-Cardoso e Manuel Poppe Lopes-Cardoso (a quem desejo uma rápida recuperação e vê-lo em breve). Theutónio-Pereira e outros, como dizia Pessoa, de quem me não quero esquecer porque não me lembro. Nestas andanças, Senhor Primeiro-Ministro, nunca o vi. Afinal, onde estava Vossa Excelência no 25 de Abril ?
Na FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, rua do Alecrim) nem em nenhum outro lado, vi Vossa Excelência. Vossa Excelência era provavelmente, ainda, um bebé. Nem no comício da fonte luminosa em que estive a fazer segurança a Mário Soares, armado até aos dentes com G3,entregues pelo CIAC (de Cascais), armas geridas pelo Sr. Botelho, piloto da barra, primo do José Manuel Casqueiro da CAP (Confederaçãodos Agricultores Portugueses), gente boa. Dispostos a dar a vida contra a tomada de poder vinda de leste, via PCP. Vossa Excelência,onde estava ? Com certeza que não no berço que não tem. Depois caíu do céu à frente da JS. Foi nessa altura que eu me afastei definitivamente.
Anos mais tarde, vim a cruzar-me com Vossa Excelência em Gondomar em1995/96, vi Vossa Excelência ser amigo e próximo do Major Valentim Loureiro (o restaurante 3M é do melhor que há), quando se discutia quem seriam as empresas que iriam tomar conta da "incineração", com menos preocupações com o ambiente, com mais preocupações pelo negócio,"bindo das Américas".
Permita-me Vossa Excelência duvidar das suas intenções.
A minha dúvida tem raiz no discurso de Vossa Excelência. Nunca fala afavor do povo português, antes debita argumentos mesquinhos, insultuosos, como se lhe tivéssemos passado um cheque em branco.
Sempre um discurso de defesa, nunca a favor de ninguém. O discurso deVossa Excelência é o que nos faz desconfiar de Vossa Excelência. Não são os casos esquisitos do Freeport, as cenas indesculpáveis na Beira e outros sítios, os seus tios que compram Maserattis e o seu primo, pessoa de bem e homem de verticalidade inquestionável, que até se pirou para fazer um curso de "karatê" no Nepal ou na China onde ainda anda. Não é nada disto. Todos temos Vossa Excelência em boa conta,como um homem honesto. Vossa Excelência falha, quando não abona a seu favor. Quando discursa a promover medidas grosseiras do governo,marketing político para inglês ver (não devia ter dito isto assim, soaa Serious Fraud Office), quando o discurso de Vossa Excelência é um discurso de defesa do seu lugar, da sua posição, do seu poder. Vossa Excelência NUNCA DIRIGIU UMA PALAVRA AO POVO PORTUGUÊS! O seu discurso é reactivo, defende-se afanosamente do que é indefensável.
O caso, mais um, "computador Magalhães", seria para mim um caso de polícia, como sempre disse, e penso que Vossa Excelência estará de acordo, não fosse o alto patrocínio do Primeiro Ministro do meu país em quem tenho de confiar, nesta parceria do nosso dinheiro com a empresa J.P. Sá Couto de Matosinhos que é a fossa das Marianas da excelência em matéria de trampa informática.
Engana-se Vossa Excelência ao tratar o Povo Português como uma hordade idiotas. É só isto que não perdoo a Vossa Excelência e lhe digo de caras. Lá porque o Partido Socialista se transformou numa corja de oportunistas e arrivistas, eu estou em crer que Vossa Excelência é completamente alheio ao facto. Pergunte Vossa Excelência a António Guterres, já que o José Luís Nunes não está entre nós.
Sabe, Senhor Primeiro Ministro, houve Homens neste País que deram a vida, a fortuna, sacrificaram a família, para que a Vossa Excelência seja permitido tratar-nos como bestas. Houve homens que sofreram a perseguição, a tortura e o exílio. Houve homens assim. É verdade.
Não, Vossa Excelência não sabe. Cá para mim, até não sabe de nada.
Compreendo no entanto, os aspectos críticos em matéria de defesa Nacional, da imagem do País. Falta-me é paciência e já não acredito em nada.Senhor Primeiro Ministro, se é homem, se é Português, prove-o de uma forma irrefutável. Nessa tão portuguesa expressão que tem raiz na coragem e na seriedade, mostre que tem tomates, pare de nos envergonhar. Nem lhe pedimos que prove que é sério... o ónus da prova... prove-nos só que é Português. Deve.
Demita-se.
E desapareça para o Nepal ou para a China. Vá ter lições de Karatê como "sensei" seu primo, que só lhe fazem bem. Não conspurque a escola de Funakoshi Guishim, meu Mestre de Shotokan. É um favor que lhe peço. Se assim for, está perdoado. Desde que não volte. Primo, idem.»
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terça-feira, maio 19, 2009
Mário Crespo ... crónicas que ficaram na história

Os bons e os maus
JN 27.4.2009
Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.
Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais. Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem". Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores.
Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.
Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril.
segunda-feira, maio 18, 2009
Fantástico...
Dá que pensar...

Porque a crise já gera "historietas"
Brilhante!!!
Numa pequena vila e estância balnear na costa sul de França chove e nada de especial acontece.A crise sente-se.Toda a gente está carregada de dívidas e deve a toda a gente.
Subitamente, um rico turista russo chega ao foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 Euros sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100 Euros e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100 Euros, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100 Euros que lhe devia há algum tempo. Este, por sua vez, corre ao criador de gado que lhe vendera os leitões e este por sua vez corre a entregar os 100 Euros a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os 100 Euros e corre ao hotel a quem devia 100 Euros pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100 Euros. Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescentado.
Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.Dá que pensar...
terça-feira, maio 05, 2009
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS

Mais uma que me chegou hoje por e-mail e que faço questão de divulgar para ver se alguém neste país acorda
“… Silva Lopes, um senhor muito ouvido e respeitado, defendeu recentemente, com autoridade e bonomia, o congelamento dos salários dos portugueses que, recorda o boletim estatístico de Janeiro passado do Ministério do Trabalho e Segurança Social, se cifrava, em termos médios, em 891,40 euros mensais.
Socorro-me de um estudo realizado pelo economista Eugénio Rosa para trazer à colação que aquele senhor:
auferia mensalmente 102.562,30 euros quando, em Maio transacto, deixou a presidência do Montepio, vai receber cerca de 4.000 euros de reforma mensal, que somará a outra da Caixa Geral de Depósitos e, ainda, a uma terceira, do Banco de Portugal; embora invocando a necessidade de descansar para sair do Montepio aos 74 anos de idade, aceitou, de seguida, o cargo de administrador da EDP Renováveis, provavelmente em coerência com a sua visão socialista da economia e do mercado de trabalho. “
Socorro-me de um estudo realizado pelo economista Eugénio Rosa para trazer à colação que aquele senhor:
auferia mensalmente 102.562,30 euros quando, em Maio transacto, deixou a presidência do Montepio, vai receber cerca de 4.000 euros de reforma mensal, que somará a outra da Caixa Geral de Depósitos e, ainda, a uma terceira, do Banco de Portugal; embora invocando a necessidade de descansar para sair do Montepio aos 74 anos de idade, aceitou, de seguida, o cargo de administrador da EDP Renováveis, provavelmente em coerência com a sua visão socialista da economia e do mercado de trabalho. “
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS
A pouca vergonha continua.
Ao que isto chegou.
SILVA LOPES, com 77 ( setenta e sete ) anos de idade,ex-Administrador do Montepio Geral, onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de varias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVAVEIS, empresa do Grupo EDP.
Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pela escumalha politica do governo, que continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos partidos docentrão.
Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário minimo nacional, por causa da competividade da economia portuguesa. Claro que para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar, ( desde que não congelem o dele, claro ).
Quanto a FERNANDO GOMES, mais um comissário politico do PS, recebeu em 2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de euros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando o " comissário PS " for para a reforma. Claro que isto nãovai acontecer pois, tal como Silva Lopes, este senhor vai andar de tacho em tacho, tal como esta cambada de ex-politicos que perante a crise " assobia para o ar ", sempre com os bolsos cheios com os milhões de euros que vão recebendo anualmente.
Estes senhores não tem vergonha na cara ?
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segunda-feira, maio 04, 2009
25/4 a 1/5... 5 dias em que se sonha com a liberdade
Desci a avenida no dia 25 procurando esperança nos olhares...
Fui ao Marquês no dia 1 procurando trabalhadores de luto porque o trabalho está a faltar...
Encontrei apenas saudosistas de cravo na mão sem brilho nos olhos...
Encontrei palavras de ordem ultrapassadas, encontrei descontentamento fantasiado de alegria...
Encontrei piqueniques tradicionais e conversas de circunstância...
Não encontrei força, não encontrei luta, não encontrei revolta porque o povo é sereno e aceita que Portugal é mesmo assim um país pequenino e não se importa que o mandem calar...
Faltam jovens na luta, faltam esperanças, faltam ideias renovadas e inconformismo, faltam gritos de revolta...
São dias de festa, desenrola-se a bandeira que já leva 20 ou 30 anos de desfiles... encontram-se os camaradas... compram-se cravos para a lapela e aceita-se que se nada mais restar nos deixem a Avenida da Liberdade para passear...
segunda-feira, abril 27, 2009
quarta-feira, abril 15, 2009
NOVO HINO DE PORTUGAL
ESQUEÇAM LÁ OS HERÓIS DO MAR, DEIXEM APENAS FICAR O NOBRE POVO E A NAÇÃO VALENTE...
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
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XUTOS E PONTAPÉS
sexta-feira, abril 03, 2009
Pois... pois é, nem tudo pode correr bem

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, o empresário António Araújo e o árbitro de futebol Augusto Duarte foram ilibados esta sexta-feira no chamado "caso do envelope" do Apito Dourado
Tanto tempo para chegarem a esta conclusão... não tarda nada estão e ilibar o Domingos Névoa...
Afinal ninguém corrompe ninguém... é tudo uma CABALA (citando o tal sócrates que não é filosofo)
Tanto tempo para chegarem a esta conclusão... não tarda nada estão e ilibar o Domingos Névoa...
Afinal ninguém corrompe ninguém... é tudo uma CABALA (citando o tal sócrates que não é filosofo)
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Parece que pelo menos uma vez todos estão de acordo...
DOMINGOS NÉVOA... teve vergonha na cara e vai enganar outros que ainda não lhe conheçam as manhas... enquanto o advogado recorre da sentença
DOMINGOS NÉVOA... teve vergonha na cara e vai enganar outros que ainda não lhe conheçam as manhas... enquanto o advogado recorre da sentença
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quinta-feira, abril 02, 2009
Coisas de um país á beira mar plantado

- um tipo é condenado por tentativa de corrupção e depois é nomeado para Administrador de uma empresa Municipal
Domingos Névoa foi eleito, por unanimidade, presidente da empresa intermunicipal “Braval”, de modo indigno para a democracia, a transparência e a luta contra a corrupção.
O referido cidadão foi condenado a 23 de Fevereiro pelo crime de corrupção activa, na sequência da tentativa de corrupção do vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes.
Conclui-se que o agente corruptor Domingos Névoa merecer o prémio daqueles que são eleitos pelo povo para gerirem a coisa pública e a educação que me deram estava errada porque afinal roubar, aldrabar, matar e extorquir compensa;
O referido cidadão foi condenado a 23 de Fevereiro pelo crime de corrupção activa, na sequência da tentativa de corrupção do vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes.
Conclui-se que o agente corruptor Domingos Névoa merecer o prémio daqueles que são eleitos pelo povo para gerirem a coisa pública e a educação que me deram estava errada porque afinal roubar, aldrabar, matar e extorquir compensa;
- Pressões sobre os magistrados titulares do caso Freeport
É tudo mentira e cabalas montadas mas a Eurojust, órgão da União Europeia criado no âmbito do terceiro pilar da UE, com sede na Haia, Holanda, que tem por objecto a cooperação em matéria penal entre as autoridades nacionais no espaço da União e que tem coordenado a colaboração entre as autoridades judiciárias inglesas e portuguesas que investigam o processo Freeport, está metida no assunto... deve de ser só pura diversão ou a Europa é toda ela uma cabala;
- Painéis solares
«Queremos que os portugueses comprem e instalem painéis solares porque estarão a dar mais oportunidades às empresas portuguesas, não apenas às que produzem os painéis, mas também às pequenas e micro empresas que são subcontratadas pelo país para fazer a instalação e manutenção»
e PÃO já agora para fazerem torradas e assim ajudam também os padeiros, os agricultores e todos os intermediários além de matarem a fome
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quinta-feira, março 26, 2009
CONCURSO DE FOTOGRAFIA

A Junta de Freguesia de S. João de Brito vai realizar um passeio/concurso de fotografia no próximo dia 16 de Maio.
Vai ser um dia só virado para a fotografia... se gostas de fotografar inscreve-te já... são apenas 100 vagas...
podes ver tudo em www.jf-sjbrito.pt
Lê o regulamento com atenção porque podes apenas entrar no passeio sem ir a concurso ou juntar as duas coisas.
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sábado, fevereiro 28, 2009
A mulher moçambicana em fotografia
Estão convidados para a inauguração desta exposição de autoria do fotografo Mário Macilau que fotografou a mulher moçambicana no seu dia a dia.
Porque o dia Internacional da Mulher está já aí, porque cada mulher tem a sua luta este ano a Junta de Freguesia de S. João de Brito dedicou a exposição de Março á mulher Moçambicana, assim o Mário Macilau fotografou e vem a Portugal com as suas fotos.
Estão convidados para a inauguração...
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Coubert ataca a moralidade dos braquenses...

Em maio de 1854 Coubert chegou a Montpellier, como hóspede de Alfred Bruyias, importante patrocinador e coleccionador de arte. Coubert representou-se de bengala e mochila na momento em que seu anfitrião vem ao seu encontro na estrada, com um criado e um cachorro. O tema escolhido por Coubert, executado com grande realismo e franqueza, causou alvoroço quando o quadro foi exibido na exposição internacional de Paris em 1855.Logo Coubert foi erigido em líder de um tipo de arte novo e anti intelectual, livre das amarras da pintura académica histórica e religiosa.Afastando-se dos temas literários e voltando-se para o mundo natural que o rodeava. Coubert exerceu influência importante sobre Édourd Manet e os impressionistas.
Quando lhe pediram para incluir anjos numa pintura de uma igreja,diz-se que ele respondeu:
"Nunca vi anjos.Mostrem-me um anjo e eu o pintarei"
A partir de 1860, realizou uma série de trabalhos com apelo fortemente erótico. L'Origine du monde - 1866, é a tela mais conhecida de uma série de outras sobre o corpo feminino. A moralidade pública de então foi responsável pela interdição de exposições que exibissem as obras de Courbet. Evidentemente, isso só fez aumentar a curiosidade em torno de seus quadros, garantindo uma notoriedade que atravessa os tempos.
Mas entretanto passaram 143 anos e fazem-se filmes pornográficos que se podem ver na net e as criancinhas tem acesso a todo o tipo de informação e já se esqueceu a moralidade pública que logo a seguir ao 25 de Abril e durante alguns anos se vendia abertamente em qualquer banca de jornais todas as revistas pornográficas possíveis e imaginárias e que o nosso Vilhena usava e abusava de ilustração erótica...
Na FNAC ou em qualquer livraria que se preze é possível ver no sector de Banda Desenhada os livros do Manara e no sector da pintura e da fotografia podem encontrar-se bastantes livros com nus mais ou menos eróticos/pornográficos, mas a PSP não deve frequentar livrarias nem deve consultar livros de pintura e os país das criancinhas de Braga (cidade com grande rede de prostituição e bares de alterne além da já conhecida religiosidade) não conseguem explicar a diferença entre um nu artístico e um nu pornográfico e em vez de desmistificarem optam por esconder e é assim que o mundo continua a viver cinicamente debaixo de uma capa de falso pudor
Quando lhe pediram para incluir anjos numa pintura de uma igreja,diz-se que ele respondeu:
"Nunca vi anjos.Mostrem-me um anjo e eu o pintarei"
A partir de 1860, realizou uma série de trabalhos com apelo fortemente erótico. L'Origine du monde - 1866, é a tela mais conhecida de uma série de outras sobre o corpo feminino. A moralidade pública de então foi responsável pela interdição de exposições que exibissem as obras de Courbet. Evidentemente, isso só fez aumentar a curiosidade em torno de seus quadros, garantindo uma notoriedade que atravessa os tempos.
Mas entretanto passaram 143 anos e fazem-se filmes pornográficos que se podem ver na net e as criancinhas tem acesso a todo o tipo de informação e já se esqueceu a moralidade pública que logo a seguir ao 25 de Abril e durante alguns anos se vendia abertamente em qualquer banca de jornais todas as revistas pornográficas possíveis e imaginárias e que o nosso Vilhena usava e abusava de ilustração erótica...
Na FNAC ou em qualquer livraria que se preze é possível ver no sector de Banda Desenhada os livros do Manara e no sector da pintura e da fotografia podem encontrar-se bastantes livros com nus mais ou menos eróticos/pornográficos, mas a PSP não deve frequentar livrarias nem deve consultar livros de pintura e os país das criancinhas de Braga (cidade com grande rede de prostituição e bares de alterne além da já conhecida religiosidade) não conseguem explicar a diferença entre um nu artístico e um nu pornográfico e em vez de desmistificarem optam por esconder e é assim que o mundo continua a viver cinicamente debaixo de uma capa de falso pudor
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
E O PRÉMIO VAI PARA...

Como já era de esperar o grande vencedor da noite dos óscares de Hollywood foi "Slumdog Millionaire", os Óscares rendem-se às imagens da Índia, de Danny Boyle, que arrecadou 8 estatuetas douradas, incluindo a de Melhor Filme e Melhor Realizador.
Volta a dar uma estatueta a um actor que já faleceu no caso de Joker da "série" Batman e deixa-se encantar pelas paixões robóticas de Wall-e, o que para mim foi uma surpresa porque preferia o Ku-Fu Panda.
Agora tenho muitos filmes para ver...
Melhor Filme
The Curious Case of Benjamin ButtonFrost
Nixon
Milk
The Reader
Slumdog Millionaire - vencedor
Melhor Realizador
Danny Boyle - ‘Slumdog Millionaire’ - vencedor
Stephen Daldry - ‘The Reader’
David Fincher - ‘The Curious Case of Benjamin Button’
Ron Howard - ‘Frost/Nixon’ - a minha a aposta
Gus Van Sant - ‘Milk’
Melhor Actor
Richard Jenkins - ‘The Visitor’
Frank Langella - ‘Frost/Nixon’ - a minha a aposta
Sean Penn - ‘Milk’ - vencedor
Brad Pitt - ‘The Curious Case of Benjamin Button’
Mickey Rourke - ‘The Wrestler’
Melhor Actriz
Anne Hathaway - ‘Rachel Getting Married’
Angelina Jolie - ‘Changeling’
Melissa Leo - ‘Frozen River’
Meryl Streep - ‘Doubt’
Kate Winslet - ‘The Reader’ - vencedor
Melhor Actor Secundário
Josh Brolin - ‘Milk’
Robert Downey Jr. - ‘Tropic Thunder’
Philip Seymour Hoffman - ‘Doubt’
Heath Ledger - ‘The Dark Knight’ - vencedor
Michael Shannon - ‘ Revolutionary Road’
Melhor Actriz Secundária
Amy Adams – ‘Doubt’
Penélope Cruz – ‘Vicky Cristina Barcelona’ - vencedor
Viola Davis – ‘Doubt’
Marisa Tomei – ‘The Wrestler’
Taraji P. Henson – ‘The Curious Case of Benjamin Button’
Melhor Filme Animado
Bolt
Kung Fu Panda
Wall-E - vencedor
Melhor Curta-Metragem de Animação
Lavatory - Lovestory
Oktapodi
Presto
This Way Up
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