terça-feira, agosto 05, 2008

e antes de fechar para férias... os jogos olímpicos

Os I Jogos Olímpicos da Era Moderna foram realizados em Atenas, Grécia, berço dos jogos da antiguidade, entre os dias 6 e 15 de abril de 1896, com a participação de 241 atletas, todos homens, representando catorze países, graças ao empenho visionário do francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, idealizador do renascimento dos jogos existentes na Grécia antiga, mentor do movimento olímpico e fundador do Comitê Olímpico Internacional.
Sem qualquer experiência na organização de semelhante evento, os organizadores dos primeiros jogos quase arruinaram a própria competição, graças a uma diversidade de datas, pois os gregos utilizavam então o antigo calendário juliano paralelo ao convencional usado pela civilização ocidental, fazendo com que ocorresse uma diferença de doze dias entre ambos, o que atrapalhou a inauguração dos Jogos e a chegada dos atletas dos diversos pontos do planeta.
A cerimônia de inauguração acabou acontecendo num domingo de Páscoa, com o discurso de abertura proferido diante de cem mil espectadores pelo próprio Jorge I, da Grécia, após a inauguração de uma estátua – que existe até os dias de hoje – na entrada do Estádio Panathinaiko, principal palco das competições e uma maravilha arquitetônica toda de mármore, em homenagem ao rico financista ateniense Georgius Averoff, responsável pela restauração e modernização do estádio e financiador da organização do evento, o que impediu seu cancelamento antes mesmo de iniciado, devido às penosas condições do cerário real grego.

A chama Olímpica, fogo Olímpico ou ainda tocha olímpica, é um dos símbolos dos Jogos Olímpicos, e evoca a lenda de Prometeu que teria roubado o fogo a Zeus para o entregar aos mortais. Durante a celebração dos Jogos Olímpicos da antiguidade, em Olímpia, mantinha-se aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições, sendo esta tradição reintroduzida nos Jogos Olímpicos de Verão de 1928. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936, foi pela primeira vez realizada uma estafeta de atletas para transportar uma tocha com a chama, desde as ruínas do templo de Hera em Olímpia, até ao estádio olímpico de Berlim.
A tradição da tocha olímpica ser acesa na Grécia e levada de mão em mão até a cerimônia de abertura surgiu em um momento em que os Jogos foram usados contra seus próprios ideais. Adolf Hitler, em vez de usar as Olimpíadas para pregar a união entre os povos, queria que os Jogos de Berlim-1936 provassem a “supremacia” da raça ariana.

quinta-feira, julho 31, 2008

Algumas verdades ditas pela Clara Ferreira Alves para quem não lê o Expresso







Ainda bem que alguém se lembra de fazer um apanhado de todos os pendentes judiciais deste país a brincar aos países democraticos...












A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca Clara Ferreira Alves



Expresso






Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.



Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.



E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, doscomputadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos.



Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?



Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?



Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?



Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?



Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.



No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?



As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.



E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?



E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?



E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.



E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.



Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.



Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.



Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências ereputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.



Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso"

Os preservativos, as prostitutas na Rua onde as árvore pingam mel e o drama dos ciganos sem casa




E Julho chega ao fim, ora está sol, ora está nublado mas o calor é fatal.

As árvores nas R. Castilho atacadas de bicho desenvolvem um processo químico que se transforma em gotas resinosas que vão caindo sobre os carros, quais pigos de mel, que se escondem na sombra das mesmas em lugares de estacionamento pagos a peso de ouro á EMEL.
A Câmara já foi avisada mas faz orelhas mocas que está muito calor para trabalhar e assim quando entro para o carro ao fim da tarde interrogo-me se não será agora que o sistema eléctrico dos vidros vai deixar de funcionar, isto porque a pintura do carro já está condenada.
Os pés colam ao chão e os preservativos de cores diversas decoram esta rua que não vê limpeza há algum tempo... assim sempre os turistas que se deslocam por aqui podem levar como recordação sandálias peganhentas e o colorido do látex que foi produto de brincadeiras sexy entre prostitutas e seus clientes por entre as árvores desta rua...
Está calor e os noticiarios repetem o drama dos ciganos que querem uma casa nova (eu também queria) porque a vizinhança não lhes agrada, pelo que gostariam de poder viver numa ciganotown onde não houvesse ninguém com uma coloração mais forte na pele do que a dos próprios... entretanto a mãe da desaparecida Maddie enfurece-se com a PJ por causa de um café e puxa os galões que a mantém sempre, desde há 1 ano, nas páginas dos jornais... viva a política inglesa... devolvam-nos os piratas de perna de pau e pala no olho que deram origem á velha Inglaterra, que esses pelo menos já sabemos o que são.
Deixo aqui uma crónica muito esclarecedora da miséria cigana escrita pelo colonista Mário Crespo

Limpeza étnica
00h30m
O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor

terça-feira, julho 15, 2008

A GALINHA JOAQUINA



























Esta história foi-me enviada por e-mail e eu decidi partilhar no blog porque embora não seja vegetariana tenho consciência que matamos seres vivos para nosso prazer e que na ganância de ganhar dinheiro inventamos formas crueis de sacrificar os animais...

A história da galinha Joaquina.
A Joaquina vive na quinta da minha Mãe, juntamente com mais 6 galinhas, 4 coelhos, 5 gatos e 6 cadelas, todos resgatados de situações de risco.
Todos os animais da quinta se dão bem: gatos, galinhas e cães, todos andam em liberdade e convivem pacificamente.
Mas um dia recebemos na quinta um visitante inesperado: uma águia. A águia atacou a Joaquina, que ficou completamente paralisada, sem controle dos movimentos das patas.
Todos foram de opinião que era necessário sacrificar a galinha: seria impossível ela algum dia voltar a andar.
Mas a minha Mãe pegou na desorientada Joaquina ao colo, olharam ambas fixamente uma para a outra, e o veredicto da minha Mãe foi este: "Não, esta galinha ainda tem vida, há que lutar por ela."
A Joaquina foi viver para dentro de casa e começou o seu período de recuperação. Foram 4 meses de tratamentos diários.
Houve períodos difíceis, em que os tratamentos veterinários se revelaram praticamente ineficazes e os progressos eram lentos e pouco seguros. Mas a minha Mãe não duvidou um só dia de que a Joaquina iria um dia voltar a andar. Não sei se foram as massagens e fisioterapia, os medicamentos naturais ou a cadeirinha improvisada que o meu padrasto construiu, ou se foi a obstinação da minha Mãe e a força de vontade da Joaquina que operaram este pequeno milagre: o que é certo é que após 4 meses de quase imobilidade a Joaquina começou a dar os primeiros passos.
Criou-se entre a Joaquina e a minha Mãe uma cumplicidade curiosa. É engraçado ver a minha Mãe passar atarefada nos trabalhos da quinta com uma galinha a segui-la com uns passitos trémulos e esvoaçantes.
A Joaquina gosta de festas, de estar perto de nós e de esperar que acabemos de lanchar para comer as migalhas do pão. Conhece perfeitamente o nome dela e aprendeu a esconder-se debaixo dos arbustos quando ouve o piar das águias.
Quando vejo a Joaquina esgravatar o chão com as suas ainda frágeis e recém funcionantes patas e sacudir as asas ao sol lembro-me sempre das galinhas de bateria, que vivem as suas curtas e miseráveis vidas fechadas em cubículos do tamanho de uma folha A4, sem se poderem mexer e nem sequer abrir as asas, com os bicos mutilados e sem verem a luz do dia, com o único propósito de fornecer ovos e carne para alimentação humana.
Penso nos milhões de animais que são torturados e mortos todos os anos para o mesmo fim. Penso que os animais que conseguimos salvar na quinta serão sempre poucos, que nunca conseguiremos sequer arranhar a superfície do problema e que a mudança fundamental na mentalidade das pessoas tarda demais a chegar...
Mas depois recebo uma notícia como a que vos encaminho abaixo, e que, apesar de ser apenas um passo minúsculo, é um passo na direcção certa. E sinto um novo ânimo...
Abraço a todos,
Maria

Empresas lusas recebem prémio "Bons Ovos"
Enquanto 98% das galinhas em Portugal continuam em gaiolas de bateria.
Partilhe esta notíciaEmpresas portuguesas recebem prémio "Bons Ovos", enquanto 98% das galinhas em Portugal continuam em gaiolas de bateria.
Esta terça-feira, as empresas portuguesas Biocoop, Biomiosótis e Naturocoop e as multinacionais a operar em Portugal, Unilever (maioneses e molhos Calvé) e McDonald's, recebem em Lisboa o prémio "Bons Ovos" numa cerimónia a realizar no auditório do Espaço Monsanto (Parque Florestal de Monsanto), com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
Estes prémios são oferecidos pela Compassion in World Farming, associação internacional líder na protecção dos animais de criação, com o objectivo de "felicitar e publicitar as empresas que não se aprovisionam de ovos de bateria ou que deixarão de o fazer até 2012".
Através dos prémios atribuídos este ano a cerca de 50 empresas europeias, cerca de 10 milhões de galinhas poedeiras serão libertas das gaiolas, elevando-se para mais de 15 milhões o número de galinhas soltas desde a criação dos Prémios Bons Ovos.
Na cerimónia, será aberta uma gaiola por crianças da Junta de Freguesia de Santa Engracia contendo 15 balões em forma de galinha (simbolizando os 15 milhões de galinhas libertadas até agora).
A tendência crescente da procura de ovos produzidos de forma ética poderá deixar para trás os mais de 3⁄4 de produtores europeus que continuam a usar gaiolas de bateria.
Se em países como a Áustria, onde a maior parte das galinhas são criadas ao ar livre, 30% continuam ainda em gaiolas, em Portugal e Espanha a percentagem eleva-se a 98%.
Embora os consumidores portugueses manifestem cada vez mais o desejo de adquirir ovos de galinhas não criadas em gaiolas, Portugal ocupa o último lugar (em conjunto com a Espanha) no quadro da liga de produção de ovos "ar livre".
No entanto, o anúncio de hoje mostra que a indústria alimentar está a abandonar as gaiolas de bateria e quer mais ovos produzidos ao ar livre.
"Os vencedores dos prémios "Bons Ovos" estão a abandonar os ovos de galinhas criadas em gaiolas em todo o tipo de produtos . Desde os bolos e molhos, até à maionese, os consumidores que procuram ovos produzidos de forma ética, poderão finalmente encontrá-los nos produtos destas empresas", afirma Bárbara Dias Pais, Coordenadora de Campanhas para o Sul da Europa da Compassion in World Farming.
Em toda a Europa, são criadas mais de 300 milhões de galinhas para a produção de ovos.
Mais de 3⁄4 destes animais vivem confinados em minúsculas gaiolas que não lhes permitem expressar os comportamentos naturais da espécie, (tais como estender as asas, picar o solo, empoleirar-se e fazer o ninho) e nas quais o espaço que cada uma dispõe é inferior a uma folha de papel A4.

terça-feira, julho 08, 2008

violência doméstica







Malas directas para: relatar violência doméstica

Chocante.
Essa é a palavra com que se pode descrever esta mala directa da Organização Chinesa contra a violência doméstica, desenvolvida pela Agência DDB Shanghai. Mas não é uma simples carta. Antes de abrir a mala directa, já se vê um filete de ’sangue’ derramando.
Continuando a abrir o envelope, nota-se que ele forma uma imagem 3D de uma sala, onde um incidente de violência doméstica está decorrer ( um homem agarrando a mulher pelos cabelos, enquanto lhe bate com uma cadeira com tal força que a perna da mesma se parte). Essa cena foi pensada assim mesmo, para chocar as pessoas e incentivarem à denunciar estas violências covardes.
Seria bom que em Portugal se produzi-se algo tão forte que motiva-se as pessoas a denunciar estes actos de brutalidade que muitas vezes se escondem por detrás de uma família tradicional...

segunda-feira, junho 30, 2008

URBANARTES e Exposição do Alunos de Pintura




e no mês de Julho a Junta de Freguesia de S. João de Brito promove....
"CONCENTRADO POP" uma exposição dos alunos de pintura que assim falam pictoricamente sobre um dos estilos de arte
"URBANARTES" a feira de artesanato urbano que acontece aos 3ºs sábados de cada mês no Largo Frei Heitor Pinto em Alvalade

sexta-feira, junho 27, 2008

Alma Lusa







Embora Portugal não esteja nos seus melhores momentos, aqui fica um registo de que o povo é a nação, de que o povo é bairrista, de que o povo é verde e vermelho

segunda-feira, junho 16, 2008

As minhas t-shirts na próxima URBANARTES




mais duas camisolas das muitas que estão prontas para a feira de dia 21 de Junho

uns são filhos... os outros são enteados



Temos de divulgar para que este país saiba quem é que nos anda a tramar e quais são os filhos e quais são os enteados

Teixeira Pinto vai receber uma pensão anual de 500 mil euros até ao final de vida





BCP perdeu mil milhões em três dias
Paulo Teixeira Pinto recebeu 10 milhões à cabeça
18.01.2008 - 08h57 Cristina Ferreira, PÚBLICO
O ex-presidente da comissão executiva (CEO) do Banco Comercial Português (BCP), Paulo Teixeira Pinto, saiu há cinco meses do grupo com uma indemnização de 10 milhões de euros e com o compromisso de receber até final de vida uma pensão anual equivalente a 500 mil euros.
VERGONHOSO

O PAÍS INTEIRO PRECISA DE SABER......
Com 46 anos... Inapto por Junta Médica... Hein!... ( qual será a doença dele?) Diz-se ainda que com reforma de 35.000€ mensais... O nosso problema continua a ser a distribuição de riqueza...O problema não está nos funcionários públicos...
Afinal foram só..... 9,732 milhões (coitadinho)

As notícias que dão conta da desumanidade das juntas médicas são manifestamente exageradas.
Afinal há quem não se queixe das mesmas. Ontem mesmo, em carta enviada ao Público, Paulo Teixeira Pinto indica que passou "à situação de reforma em função de relatório de junta médica". Certamente ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho, apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira.( afinal está doente ou não está doente? é que não é pela idade que se está a reformar) Teixeira Pinto nega ter recebido 10 milhões de euros de "indemnização pela rescisão do contrato" com o BCP, garantindo que apenas recebeu a '"remuneração total referente ao exercício de 2007": 9.732 milhões de euros em "compensações" e "remunerações variáveis".

Estas juntas médicas são as mesmas que recusam reformas a Professores com Cancro. ....Mas o Governo não sabe disto ? Façam andar até isto chegar a alguém......


quarta-feira, junho 11, 2008

agora isto já se parece com um país onde os cidadãos tem sangue nas veias


FINALMENTE OS PORTUGUESES TOMARAM UMA POSIÇÃO...

FINALMENTE O PAÍS ESTÁ A MEXER

sr. sócrates OLHE PARA O TRABALHO QUE FEZ NESTE PAÍS... E LIMPE AS MÃOS À PAREDE PORQUE NÃO HÁ CAMIONISTAS PARA LHE FORNECER O PAPEL HIGIÉNICO

sexta-feira, junho 06, 2008

4 F's no país dos 3 F's... Fado, Fátima e Futebol




Está na hora do Governo se ir embora




Porque será que o senhor Sócrates me faz lembrar o senhor Cavaco? Será pela falta de humildade ou será pela arrogância de quem não sabe onde se agarrar?


Lamento que os nossos pescadores não tivessem continuado a bater o pé com a greve mas percebo que não é fácil estar parado com as contas para pagar.


Na França são os camionistas que avançam com um bloqueio, na Inglaterra são os motars, na Índia sucedem-se as greves e os protestos, em Madrid são os taxistas e em Portugal há muitos, muitos anos que não me lembro de uma manifestação como esta... não falo das imagens televisivas... falo das imagens que vi de um 11º andar na Rua Castilho e dos mais de 20 autocarros que faziam fila para estacionar por volta das 15 horas... o senhor Sócrates diz "o governo não cede a manifestações..." o Cavaco também disse o mesmo e foi o fim da carreira do seu governo que acabou mergulhado num TABU que afinal não era o perfume espanhol dos anos 60...


O senhor Portas até disse umas coisas, mas escolheu mal o dia porque as atenções estavam viradas para outro lado... e quando se questionou o aumento dos juros o senhor Sócrates esboçou um sorriso, deve ter a casa dele paga a pronto.


A Galp vai baixar meio cêntimo e os portugueses continuam em Portugal. Os bilhetes para a Madonna estão quase esgotados, 75 mil... e os sindicalistas socialistas zangam-se no meio de uma manifestação. Em Alfama já cheira a sardinhas e faltam 6 dias para as marchas tomarem o lugar da manifestação na Avenida da Liberdade... país de fado e de futebol...
Portugal joga no sábado...

sexta-feira, maio 30, 2008

Guerra no Mar


Nova versão para o samba de Roda do Recôncavo, uma das variações do batuque de Angola (ritmo que tem origem na África), que consiste na mistura do baião com o samba. Tradicionalmente, consiste na reunião de um grupo de músicos (orquestra do samba de roda) que tocam dispostos em roda.

Assim na roda podem ficar o Sócrates, as gasolineiras, o Cavaco e amigos da pandilha


Povo não tem gasolina
Povo não tem gasolina
Anda de pé no chão
Povo
Quem te ensinou a nadar
Quem te ensinou a nadar
Foi, foi marinheiro.
Foi os peixinhos do mar
Foi, foi marinheiro.
Foi os peixinhos do mar



o que nos vale é que fazemos humor com tudo...

ALGUÉM ANDA A FAZER MAL AS CONTAS...


















- Em 2000, um barril de petróleo custava 63USD, ou seja, 70.00EUR (1.00Eur=0.90USD).




- Em 2008, um barril de petróleo custa 98USD, ou seja, 70.00EUR (1.00Eur=1.40USD).








Neste momento, em Março 2008, o Euro atingiu 1,53 USD e o preço do petróleo atingiu os 100 USD, mantendo-se a proporção de custo do barril em Euros




Gostava, então, que me indicassem onde está a subida do preço do petróleo e porque é que tenho de pagar cada vez mais pela gasolina que compro.




Cada um que pense por si, mas eu acho que estamos a ser roubados pelos políticos, pelas petrolíferas e até pela associação de padeiros!" (extraído de um e-mail que recebi onde constam as tabelas de câmbio comparativas que deram lugar a esta conclusão...)
1, 2 e 3 de Junho, vamos fazer alguma coisa que prove a estes senhores que tem de comprar novas máquinas de calcular

quinta-feira, maio 29, 2008

GRRRRrrrrrrrrr.... desmancha prazeres


Ora aqui está uma forma de estragar o prazer de comer chocolate e foi inventado pela Agenzia per il Disegno e la Funzione

Fabuloso... cheio de palavras que não diz


Acho que vale a pena descobrir o excelênte trabalho de CHIHARU SHIOTA...
Nasce em 1972 em Osaka, Japão e vive e trabalha em Berlim

quarta-feira, maio 28, 2008

As coisas que o homem diz por despeito... e por burrice


Este texto foi-me enviado por uma amiga, mas como subscrevo inteiramente as palavras dela resolvi postar porque só com a contribuição de cada um é que talvez se consiga abrir os olhos aos que não veem ou não querem ver


"Não que eu seja "fã" do Louçã, mas de facto isto espelha bem a arrogância do Primeiro Ministro


Prova evidente de que a estupidez é, e será sempre, arrogante!

O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: " Você não tem idade nem curriculum ...".
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário!

Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:
Actividade política:
*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.
Actividades académicas:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG ( Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.
Obras publicadas:
Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia

Sobre Sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.
Quanto a curriculuns estamos conversados!
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Quanto à idade o Jose Socrates nasceu em 6 de Setembro de 1957, numa pobre, apagada e minúscula vila de Alijó, portanto é cerca de um ano mais novo... Isto diz tudo quanto à sua coerência e rigor analítico.....e é por isso podemos esperar MUITO deste pigmeu!!

segunda-feira, maio 26, 2008

As T-Shirts de One is the One
















e porque ONE IS THE ONE, cada t-shirt é uma t-shirt com um desenho que é único...



o cão, a árvore ou o que surgir no momento que estiver a desenhar





estão á venda por encomenda...

quarta-feira, maio 21, 2008

para os gananciosos que habitam o mesmo mundo que eu


Quando a última árvore tiver caído,

Quando o último rio tiver secado,

Quando o último peixe for pescado,

Vocês vão entender que dinheiro não se come'.

(Greenpeace)

terça-feira, maio 20, 2008

César Farias - as jóias amazónicas







e estas são algumas das jóias que poderá ver na Junta de Freguesia de S. João de Brito de 20 de Maio a 2 de Junho executadas pelo artista César Farias

URBANARTES


Depois de alguma luta, finalmente vamos ter em São João de Brito a nossa URBANARTES.
No jardim em frente à igreja de S. João de Brito no Largo Frei Heitor Pinto no próximo fim de semana 24/25 das 10 da manhã até às 20h vamos ter artesanato urbano, vamos ter um jardim diferente cheio de cor.
Vá até lá ver coisas giras.

Tertúlia Dona Peta... a vida e a pintura


Hoje na Junta de Freguesia de S. João de Brito vamos ter a primeira tertúlia sobre pintura e a visada será Dona Peta.
Dona Peta é uma figura curiosa do mundo da pintura por toda a história algo rocambolesca de que é feita a sua vida .
Venha daí analisar, conversar e ouvir alguma música num serão de começa às 20 horas e que ainda vai mostrar as jóias vindas da Amazónia executadas pelo artista César Farias que estará presente.
Deixe lá a televisão... que amanhã os programas ainda lá estão...

terça-feira, maio 13, 2008

Robert Rauschenberg







Para quem teve a sorte de ir ver a exposição em Serralves...






Considerado um ícone da cultura pop americana
Morreu o pintor americano Robert Rauschenberg
O pintor americano Robert Rauschensberg morreu ontem à noite na Florida, confirmou o seu galerista Pace Wildenstein.



O artista polifacetado, destacou-se na pintura, fotografia, coreografia, design, e, anos mais tarde, também na música, como compositor. Rauschensberg desafiou a ideia tradicional de um artista a trabalhar num só meio ou num só estilo.






I don’t want a picture to look like something it isn’t. I want it to look like something it is. And I think a picture is more like the real world when it’s made out of the real world.”
“A pair of socks is no less suitable to make a painting with than wood, nails, turpentine, oil, and fabric.”
--Robert Rauschenberg in Susan Hapgood’s Neo-Dada, Redefining Art 1958-1962, p.18