sexta-feira, novembro 10, 2006

apenas uma foto...


que recorda um bom passeio e uma experiência muito gira...
e que tal darem uma vista de olhos em www.iris-pt.com !...
Quem sabe se não se apaixonam pela fotografia como eu...

terça-feira, novembro 07, 2006

Divadações sobre uma viagem


Estranha noite para se viajar...

O céu carregado de nuvens cinzento escuro não deixa margem para dúvida que a tempestade está a caminho.

Dentro do carro soa o silêncio quebrado apenas pela respiração quadrifónica de almas diferentes.

Os pingos começam a cair, primeiro lentamente e em segundos é como se o céu castigasse a terra e a quissesse fazer desaparecer.

O pára-brisas corre-corre de uma ponta a outra do vidro tentando livrar-se da água que escorre em cascatas de medo. A velocidade diminuio no pavor da água que parece levar tudo na frente.

Ao volante alguém que não conheço. Liga-se o rádio que quebra silêncios incomodativos.

Olho em frente e recordo uma outra viagem de céu estrelado e calor sufocante num verão sem data.

Nesse dia os quilometros cresciam como fruta em primavera de promessas. Havia pressa de chegar, havia desejo de respirar o mar.

As janelas abertas trocavam imagens no correr da paisagem.

As palavras tinham mudado de sítio ou não seguiam viagem, o silêncio era rei.

Pesavam os pensamentos que se misturavam em desarmonia de anseios.

Os monólogos travam batalhas de conquistas invisiveis troçando dos diálogos surdos que faziam voo raso neste ambiente de desconhecidos quase hóstil.

Pus um braço de fora porque precisava de ar, precisava de me sentir viva e de sentir a pele correr no tempo.

Os sonhos embatiam no vidro da frente com estalidos de brusquidão acompanhando o batuque dos mosquitos que iluminados na noite se esborrachavam no vidro deixando marcas de sangue.

Lá fora o meu braço treme empurrado pelo vento. é lua cheia. Noite de lobos, abismos e pensamentos negros de vazio inconcreto. Há palavras por dizer, pensamentos em vertigem e agonia que não se conseguem esclarecer.

Há hostilidades indefinidas com protagonistas que são só sombra de outras horas passadas.

Os quilometros avançam passando por gritos que em busca de sonhos intempestivos se misturam no ar quente da noite. Brotam de mentes jovens presas em povoações anónimas onde o sonho é ainda o desejo...

Charada humana onde uma troca de olhares faz crescer histórias incompletas.

A chuva parou, não sei onde estou porque a viagem no tempo me levou a orientação. No carro o silêncio é violado apenas pela música de uma rádio qualquer.

Quatro almas que dividem nadas e escondem pensamentos assistem aos riscos de paisagem que vão ficando para trás no tempo.

Tenho fome, tenho sede... apenas desejos carnais de quem se quer manter viva. Gostava quem alguém liberta-se os sons e quebra-se o gelo porque me apetecia falar, porque o silêncio dói.

O carro pára... chegamos ao destino, amanhã é outro dia.


quinta-feira, novembro 02, 2006

Imortalidade


Não contavam os anos, nem os dias que ali estava petrificado decorando a ponte mais famosa de Roma.

Não contavam as fotos, os olhares e as pombas que indiscriminadamente faziam ali poiso seguro.

Não contavam os temporais e calores infernais dos anos passados e talvez vindoiros.

Não contavam turistas que se queriam fotografados junto dele e mais os vendedores ambulantes que ali montavam o seu arsenal.

Não contava a pedra branca escurecida pelo tempo, esverdeada pela chuva e destronada de perfeições que o tempo leva.

Apenas contava a imortalidade mesmo que fossem muito poucos a saber pronunciar o seu nome...

Este era o presente e o futuro esperado, solidão acompanhada e fotografada entre sorrisos desconhecidos e gargalhadas jovens de línguas absurdas.

Era esta a vida que tinha pedido... imortalidade a qualquer preço... e tivera-a sem dúvida. Tinha a beleza eterna e o olhar profundo que se perde em infinitos de esperança, mas agora decorridos séculos sentia falta do amor, das emoções que corroem o espirito, da ternura e do jogo das palavras, agora sentia falta da humanidade que levianamente tinha trocado pelo eterno, que na altura era desejo maior, a ponderação não fazia parte do seu ser. A ponderação era para outro tipo de pessoas mais objectivas, mais materialistas...

Voltar atrás?!!

Era impossível e mudar de vida, também por isso este era o seu destino... o destino do belo, o destino de quem ri mesmo sem vontade porque assim foi talhado na pedra

Solidariedade... hoje por outros... amanhã, quem sabe, talvez por nós






*Em seguida, levaram alguns operários

Mas não me importei com isso...

Eu também não era operário.*



*Depois, prenderam os miseráveis.

Mas não me importei com isso...

Porque eu não sou miserável.*



*Depois, levaram uns desempregados.

Mas como tenho meu emprego...

Também não me importei.*


*Agora, estão me levando...

Mas, já é tarde.*


*Como eu não me importei com ninguém

Ninguém se importa comigo*


*Bertold Brecht*

________________________________________________



Liga Portuguesa Contra o Cancro é uma Associação Cultural e de Serviço Social, privada, declarada de utilidade pública, que promove a prevenção primária e secundária do cancro, o apoio social e a humanização da assistência ao doente oncológico e a formação e investigação em oncologia.
Tem como finalidades:


Divulgar informação sobre o Cancro e promover a Educação para a Saúde, nomeadamente quanto à sua prevenção;

Contribuir para resolver a situação dos doentes oncológicos em todas as fases da história natural da doença;
Cooperar com as Instituições envolvidas na área da oncologia, nomeadamente com os Centros do Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil;
Estimular e apoiar a formação e a investigação em oncologia;
Estabelecer e manter relações com Instituições congéneres, nacionais e estrangeiras;
Contribuir para o apoio social e a humanização da assistência ao doente oncológico;
Desenvolver, isoladamente ou em colaboração com outras entidades, estruturas para a prevenção primária, diagnóstico, tratamento e reabilitação em Cancro.
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) estimula a investigação em oncologia, nomeadamente através da concessão de subsídios e de parcerias para este tipo de actividades.Estes financiamentos, atribuídos a Centros e Unidades de Investigação Hospitalares ou de Ensino, têm por objectivo promover a investigação cinetífica, aprofundando o conhecimento sobre o cancro e o desenvolvimento de novas terapias no âmbito da detecção precoce e do tratamento do doente oncológico.

São exemplo deste tipo de colaborações a "Corrida Terry Fox" realizada em colaboração com a Embaixada do Canadá e cujos fundos revertem para a Investigação em Oncologia. Da mesma forma, a LPCC colabora com os Centros Regionais de Oncologia do Instituito Português de Oncologia de Francisco Gentil e a CIMAGO (Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia - Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra).
Embora a LPCC tenha nascido como uma estrutura de apoio ao Instituto Português de Oncologia (com os Centros Regionais) a sua actividade desenvolve-se nas Unidades de Oncologia em todo o territorio nacional. As formas de colaboração são variadas e vão desde o apoio à organização e à participação em eventos técnico-científicos até à oferta, dentro das suas possibilidades orçamentais, de material cuja necessidade e utilidade para os doentes seja inquestionável.

PEDITÓRIO NACIONAL
O Peditório Nacional é um grande testemunho da generosidade das populações abrangidas pela Liga Portuguesa Contra o cancro e do grande apreço pelo trabalho realizado.Através do Peditório Nacional a população sente, mais de perto e como seus, os objectivos da Liga Portuguesa Contra o Cancro, e procuram participar na realização dos seus projectos com donativos que continuam a ser a principal fonte financiadora de todas as actividades desenvolvidas.
Cabe a cada Núcleo Regional organizar, na sua área, o Peditório anual que, para além da dedicação dos seus funcionários, conta com o admirável apoio e trabalho de muitos voluntários e clubes de serviço à comunidade com especial referência aos Escuteiros, Lyons Clubes, Rotários, Paróquias, etc.
Assim, nas áreas respectivas a cada Núcleo, são formadas as designadas"Comissões" ou "Grupos de Apoio" que dão toda a sua colaboração e apoio e a quem são entregues as caixas mealheiro para serem utilizadas no Peditório Nacional, determinação de vários pontos importantes para a sua realização.
Anterior a esta entrega, está todo um trabalho, praticamente anual, no sentido de visistar cada zona, da área correspondente a cada Núcleo, com o objectivo de reunir com esses Grupos para "preparar" o Peditório, fazer listagens do número de pessoas envolvidas em cada zona, organizar as Caixas Mealheiro a serem entregues.

Apesar das condições atmosféricas muitas das vezes não serem as mais favoráveis, o apoio de todos não nos deixa de surpreender pois o convite à colaboração com a Liga tem merecido grande importância por parte de toda a população.
As obras realizadas e as acções desenvolvidas são, assim, a garantia da generosidade da população que acreditamos tenha continuidade, o que tornará possivel ampliar e melhorar as formas de apoio aos doentes oncológicos e seus familiares.

domingo, outubro 29, 2006

ainda podem ver....


a exposição de fotografia do Fonseca Loff...vale a pena, eu estou a avisar

segunda-feira, outubro 23, 2006

ROMA... um dia eu prometo que volto




Acabaram-se as férias... estou em estado de choque

sexta-feira, setembro 29, 2006

são rosas senhor...


- São rosas, Senhor!
- Rosas? Rosas em Janeiro? - duvidou ele
- Deixai-me ver!
De olhos baixos, a rainha Santa Isabel abriu o regaço e o pão tinha-se transformado em rosas, tão lindas como jamais se viu.

quarta-feira, setembro 27, 2006

AMOR-TE

AMOR-TE

A FACE DA MORTE EM LISBOA

Lisboa recebe, de 3 a 28 de Outubro, no Museu da Água na Mãe d’Água das Amoreiras em Lisboa, uma das mais polémicas exposições fotográficas apresentadas nos últimos anos na Europa.
O fotógrafo alemão Walter Schels e a jornalista Beate Lakotta acompanharam cerca de 24 doentes terminais nos seus últimos momentos de vida. Percorrendo diversos hospitais, onde durante semanas viveram de perto a dor de quem sabe que o fim está perto, surge a exposição Amor-te. Um conjunto de 44 fotografias, a preto e branco, fixam dois momentos de cada doente terminal: uma fotografia ainda em vida e outra logo após a morte.
A exposição AMOR-TE conta-nos as experiências, os medos e as esperanças daquelas pessoas, cujo comovente testemunho permanecerá para sempre através das fotografias de Walter Schels e dos textos da jornalista da revista Der Spiegel, Beate Lakotta.

quinta-feira, setembro 21, 2006

o Bush... um ano em revista

e depois a cantar sempre parece menos doloroso...

terça-feira, setembro 19, 2006

Pesadelo...


No dia em que os sons partiram, ninguém estava á espera.
Assim sem aviso prévio, sem contestação ou razão específica, instalou-se a surdez como quem vem para ficar.
No inferno festejou-se a cor... e a cor era vermelha, pungente de euforia como só o vermelho sabe ser, vermelho cardeal porque o diabo tem destes humores satíricos.
Dos convidados apenas se sabe que pensavam que a surdez estava em sintonia com brincadeiras demoníacas e que tudo era apenas mais uma partida temporal que qual jogo servia para passar o tempo inventando novas formas de comunicação.
E assim sem música nem conversas ruidosas pularam e inventaram danças, mimaram e inventaram gestos. Falaram sem falar e tocaram-se e abraçaram-se gesticulando para demonstrar tudo o que queriam expressar.
E de tantos abraços e toques acabaram por inventar prazeres que os faziam rir sem som e até as cócegas eram diferentes porque apenas se manifestavam por impulsos nervosos.
Sem dúvida que aqui e ali os mais atrevidos brincaram de orgia porque isto de falar sem dizer ou dizer a tocar tem frutos desconhecidos.
As horas passaram e a brincadeira já não tinha tanta graça, estavam cansados de gesticular e de repetirem palavrões e maldades sem som que lhes desse vida. E foram caído no cansaço tristes por não poderem dizer "já chega, basta..."
Foi neste ambiente desolador que pela sala entrou a Alegria farta de ser hostilizada e chocou com a Surdez cínica que sorria sem dentes esticando os lábios finos e descoloridos que lhe davam um ar estranho de figura de cera.
Os presentes trocaram olhares de medo porque sabiam que a surdez desconhece o som da alegria e a alegria não vive nos silêncio amarfanhados de neurose.Lutaram, lutaram com fúria por terrenos escorregadios.
Os pequenos rumores que chegavam mostravam que por momentos escassos a alegria conquistava terreno mas logo de seguida voltava o silêncio.
E a luta estendeu-se por segundos infinitos que o tempo não se pode medir quando as lutas não são dimensionáveis e eis que sem aviso e pleno de fúria irrompe no espaço a Memória Colectiva que sem mais acabou com esta luta, de tolos, gritando que fizessem o que fizessem as recordações sempre teriam som e alegria porque eram passado, porque eram memória, porque a memória não apaga ... a memória guarda e é de memórias que vivem os espíritos.
Como numa fotografia, onde a imagem fica parada, assim aconteceu e como um mundo de gelo em pleno deserto... os intervenientes desapareceram e o mundo foi ganhado sons e risos, lágrimas e gritos, vestiu-se de cores diversas e os abraços de amizade voltaram a ser o que eram e a luxúria e o desejo retomaram os seus caminhos de mão dada conversando sobre timbres e musicais e da falta que os sons faziam em cada acto em cada frémito para dar vida às emoções.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Foi o Woody Allen quem disse... ele lá saberá


Todos los hombres son mortales. Sócrates era mortal. Por lo tanto, todos los hombres son Sócrates. Lo que significa que todos los hombres son homosexuales. (La última noche de Boris Grouchenko)

quinta-feira, setembro 07, 2006

Eu adoro estes cães...




A Lua e o Dimitri... digam lá que não são cães com classe

quarta-feira, setembro 06, 2006

à deriva...



Foto de: Andrew Dawson

Quero deixar-me ir, assim, à deriva sem passageiro qual bote de madeira desgastada abandonado e sem amarras nem remos.
Mar a dentro, nas vagas calmas de marés enchentes ou vazantes, sem destino, sem promessas, sem projectos, limpa das impurezas que constroem o destino e conduzem as agonias diárias e as contradições revoltantes de uma vida em sociedade.
Sou madeira pintada e repintada de cores riscadas e danificadas pelas águas indiferentes que passam na revolta da indiferença.
Tive um nome... minto, tive vários nomes consoante o dono que por mim passou... para uns esposa, para outros namorada e até cheguei a ser Deusa...
Agora restam letras apagadas pelo tempo que não perdoa mudanças, letras sem sentido que os curiosos tentam advinhar para poderem construir histórias desta imagem de abandono... histórias que gostaria de ouvir porque sonhadas por outrem.
Transportei dentro de mim sonhos e anseios, risos e lágrimas, esperanças de credo e confiança cega de horizontes sem risco. Fui distracção de almas sem contornos, passatempo de ilusões desfocadas.
Os balanços das ondas são como cadências de relógio de batida certa. As vagas, que imagino, transportam-me em batidas de paixão que duvido voltar a sentir.
Lá no fundo que não vejo... correm vidas coloridas que assombro com a minha presença sombria, lá no fundo há risos, há mortes, há fome, há caça, há vida pintada de ciclos que reconstroem o mundo dia a dia.
Cardumes de peixes anónimos roçam o meu casco imprudentemente como crianças de pura inocência. Cardumes iguais seguindo rotas sem linha lembrando multidões em hora de ponta.
Algas esverdeadas vagueiam como poetas de rima incerta em plena criação artística.
E neste mundo de oclusões sigo destino desconhecido entregue a ventos e águas de carácter revoltoso sem saber se o porto é seguro, se à no mundo algum porto verdadeiramente seguro e desconfiando que sofrer é apenas uma palavra de aplicação casual.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Era uma vez um tipo feliz...


Para o meu amigo João Sobral....

Era uma vez um tipo feliz... tinha sempre aquele brilhozinho nos olhos natural de quem está de bem com a vida...
Ria, ria muito e fazia rir os demais aligeirando os dias nas transversais de palavras soltas de segundas intenções.
Por tudo isto e por muito mais do que isto, era popular e a sua voz estava ligada aos bons momentos que a vida nos dá.
Um dia... assim mesmo, tal e qual... um dia qualquer resolveu rir sozinho sem contar a piada antes... ficamos a olhar para ele de sorriso nos lábios a pensar que loucura lhe teria passado pela cabeça.
Outro dia mais e sem história que o distingi-se dos demais trocou as palavras, mas ninguém ligou e logo ali saltaram as frases dos comuns que apenas repetem o que ouvem - "PDI", "não bebes mais desse vinho", "...é a idade, chega a todos" - e daí aos ditotes brejeiros foi um passo e lá desandou a conversa de novo para as palhaçadas do costume que aliviam a alma e abrem os pulmões.
Mas o tipo continuava feliz... bom garfo e melhor amigo.
Mais outro dia sem número e o nosso amigo bem disposto e contagiar com a a sua boa disposição à esquerda e à direita embora que por breves segundos as conversas lhe saíam enroladas em palavras deslocadas de contexto.
Num momento de brincadeira confessou que a velhice agora dava para lhe baralhar o sentido das palavras e que confundia o Capuchinho Vermelho com a Branca de Neve e nem sabia de quem era a avó... mais umas gargalhadas desatentas e presas aos finos fios que nos unem nas realidades.
As coisas foram em bola de neve e um dia alguém lhe disse "é pá devias de fazer exames que andas esquisito" ao que ele sempre pleno de respostas retrucou "já não tenho idade para estudar"...
Mas tantas vezes se repete e se teima que um dia ele muito contrariado lá se convenceu e foi ao Hospital... e um amigo do amigo que levou a outro amigo lá se acelerou os exames e o homem feliz perdeu o brilho no olhar porque descobriu que o seu cérebro tinha lá um ocupante ilegal que lhe estava a apertar as ideias...
Os risos tolos transformaram-se em lágrimas de dor, em angustias e dúvidas, os amigos juntam-se em volta do homem feliz e falam e perguntam e mostram revolta e não querem acreditar nesta verdade tola que a todos apanhou de surpresa...
E veio um médico e mais outro médico e ainda o amigo desse médico e todos olhar e deram opiniões e fizeram conferências e trocaram opiniões e reflectiram enquanto os leigos da vida recorriam às velas , à fé e ao optimismo...
Foram dias negros em que os pensamentos e as angustias se escondiam no fundo da alma na hora da visita para não castigar mais o nosso homem feliz.
E chegou o dia em que o tal de ocupante ilegal iria ser expulso por não estar devidamente legalizado e habitar sem autorização em cérebro alheio... 5 horas, 5 horas de dúvidas, cinco horas de unhas roídas, de olhares tristes, de nervos em franja de perguntas sem resposta...
Dói, dói de uma forma muito estranha esta angustia do desconhecido...
Mas a vida deu um passo em frente porque a morte não tem sentido de humor e hoje o homem feliz já sorri debilmente, mas sorri e nós já deixamos escapar os suspiros que nos embrulhavam as emoções... vão devolver-nos o nosso homem feliz... vão devolver-nos o amigo... vão devolver-nos o João com o seu riso contagiante e as suas brincadeiras encantadoras que tanta falta nos faz...
O nosso amigo fui recauchutado com sucesso...

terça-feira, agosto 29, 2006

O NÃO DITO...


Vamos iníciar as exposições, após as férias de verão com as obras de Patrícia Moutinho

o não dito...

dia 13 de Setembro pelas 19 horas

Junta de Freguesia de S. João de Brito
R. Conde Arnoso, 5-B
1700 Lisboa
telf. 218428370

sábado, agosto 26, 2006

Cow animation

um pouco de agitação

sexta-feira, agosto 25, 2006

para o meu amigo João S.


espero que voltes a tempo de saber qual foi a decisão que eles tomaram... porque tu és um "cusco" e porque é importante para o dia a dia saber da sexualidade dos caracóis... para sabermos o que estamos a comer

quinta-feira, agosto 24, 2006

Jóias "ONE IS THE ONE"





"ONE IS THE ONE" que dá o mote a este endereço é também e antes de mais a marca que dá nome às jóias que eu crio... e aqui vão ficar alguns exemplos .
Estas são todas da primeira colecção...

domingo, agosto 20, 2006

voltei a pintar...





depois de algum tempo de muita preguiça...
mas nada é definitivo

quarta-feira, agosto 09, 2006

quinta-feira, agosto 03, 2006

uma singela homenagem à minha mãe... que adorava esta música



Toda a minha infância ouvi a minha mãe cantarolando pela casa... afinada e com a entoação certa...
As músicas da rádio, as música dessa rádio, desse tempo... rádio que fazia a imaginação voar e que se ouvia de manhã à noite... companheira de horas mortas dos seus serões de costura onde bordava ilusões e cozia sonhos.
Hoje, passados tantos anos, ainda recordo as músicas que ela cantava baixinho
Esta é uma delas

Cauby Peixoto - Conceição

Conceição
Eu me lembro muito bem
Vivia no morro a sonhar
Com coisas que o morro não tem
Foi então
Que lá em cima apareceu
Alguém que lhe disse a sorrir
Que, descendo à cidade, ela iria subir
Se subiu
Ninguém sabe, ninguém viu
Pois hoje o seu nome mudou
E estranhos caminhos pisou
Só eu sei
Que tentando a subida, desceu
E agora daria um milhão
Para ser outra vez
Conceição

sábado, julho 29, 2006

mas às vezes é dificíl...

Era uma vez... uma mulher de coragem






Homenagem a todas as mulheres que tiveram a coragem de abraçar os filhos de ninguém... e amar sem limites
Mães odoptivas... onde o amor se perde na história

MRS PHYLLIS HELEN DUNN
Beloved Mother of Jill and Claire



“I am who I am… and I owe it all to you, Dear Mum”… Claire Lima, 19.7.06

“A forthright and brave woman”… Jill Relph, 19.7.06


These words sum up what Phyllis´ daughters think of her in life and in death. She was certainly a very brave and forthright lady with strong principles. She was able to transmit these principles in a lively and interesting way, always with true-life examples. Phyllis showed us how to “be”, how to “act” in all walks of life and all situations, this is what we shall always be thankful to her for. Certainly one of life´s greatest lessons.

What can we say about her life? . Phyllis lost a daughter, Jane, aged three which left her devastated. But true to form, she did not give up. She went on to adopt very young twins, which was certainly no mean feat in the mid 1960s, but she and her husband at the time, Jason, took up this challenge. As parents of two “mixed race” daughters they were often criticised by others and were the target of many racist comments. Sadly Jason died in 1969, but Phyllis, determined to overcome life´s obstacles, took the twins on a “voyage of a lifetime” to visit her brother´s family in Tasmania, Australia. Phyllis married for the second time, to Cecil, an old family friend, whose daughter, Judith is here with us today and we are sure she would support these words about her step-mother and probably add many more of her own. Tragedy struck one more time and Cecil died of cancer, leaving Phyllis alone again to deal with “double trouble”, as she used to refer to the twins, a family business and a house! But nothing deterred this strong, determined, loving woman from her goal and her endless pursuit of “doing the right thing at the right time”, another of life´s great lessons.

We are all here today to celebrate the life of this truly wonderful woman and in the words of Alix, aged 16 (Claire and Jill´s half sister) : “she was an amazing woman, very strong, with a heart of gold….. I wish I had met her when she was still well, but even so I feel honoured just to have met her and held her hand for a few brief moments…..all this is for the best because she is probably in a better place smiling down on us now…”. (Alix, 19.7.06).

quinta-feira, julho 27, 2006

Mais amarras... não


Não me amarres a essa tristeza pardacenta de nuaces cinza com que geres a tua vida.
Não me amarres a palavras sem conteúdo ou a discursos sem sentido.
Não amarres os meus pensamentos com sorrisos de compreensão.
Não amarres a minha liberdade com sinais de reprovação.
Não amarres a minha razão com dissimulações afónicas de realidade.
Afrouxa as amarras para que possa encher o peito desse ar poluído de emoções de que me gosto de rodear.
Afrouxa as amarras antes que os estilhaços afiados de mim cortem de vez a corda que nos une e a respiração que dividimos.

segunda-feira, julho 24, 2006

confortavél...


não sei... mas lá que é bonito, é

quinta-feira, julho 20, 2006

quarta-feira, julho 19, 2006

ontem ...


corro em círculos, sem me alcançar, com medo das minhas verdades, questionando o desconforto de ter errado...
o tempo... sempre o tempo

terça-feira, julho 18, 2006

mais uma cadeira...



Cadeira da esquerda

gosta de saber para que serve realmente... embora me pareça que talvez seja para fazer análises...

o banco de agulhas

este é sem dúvida um banco para inimigos...ou para sogras.

Kimberly Schamber


adoro as ilustrações de Kimberly Schamber

segunda-feira, julho 17, 2006

Natureza Coreografada



porque depois de amanhã se inaugura esta exposição dedicada à natureza morta e que é fruto de um trabalho de alunos de pintura...
porque vai ser uma exposição diferente...
porque a natureza morta é mais que frutas e legumes, copos e toalhas...
porque podem visitar na Junta de Freguesia de S. João de Brito até ao fim de Agosto...

para uma amiga especialista em cães...





o que eles inventam...

porque a imaginação é o principal...


bonito, bem conseguido e sensual q.b.

"The art of being restrained is the art of trust. Trusting that whoever is in power will not abuse the trust given: this is the beginning of the exciting journey of bondage. The thrill of being tied up and the person of your choice administrating their chosen pleasures on to your body can be an overwhelming experience of joy. When restrained there is no choice other than to surrender to pleasure."

domingo, julho 16, 2006

Ute Lemper - "And for my next trick I will remove my head and roll it down the center aisle."



fabulosa
sexy
espirituosa
teatral
sensual
sorridente
glamourosa
mulher de classe
rouxinol
cativante
linda
e mais um milhão de coisas que poderia dizer sobre Ute Lemper...
Adorei sexta-feira vê-la no Casino de Lisboa... fica-se preso na voz, no movimento, na mulher...
Quero mais

sexta-feira, julho 14, 2006

Leonard Cohen - I'm Your Man


If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you
If you want a partner
Take my hand
Or if you want to strike me down in anger
Here I stand
I'm your man

If you want a boxer
I will step into the ring for you
And if you want a doctor
I'll examine every inch of you
If you want a driver
Climb inside
Or if you want to take me for a ride
You know you can
I'm your man

Ah, the moon's too bright
The chain's too tight
The beast won't go to sleep
I've been running through these promises to you
That I made and
I could not keep
Ah but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or I'd crawl to you baby
And I'd fall at your feet
And I'd howl at your beauty
Like a dog in heat
And I'd claw at your heart
And I'd tear at your sheet
I'd say please, please
I'm your man

And if you've got to sleep
A moment on the road
I will steer for you
And if you want to work the street alone
I'll disappear for you
If you want a father for your child
Or only want to walk with me a while
Across the sand
I'm your man

If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you


este homem tira-me o sono...

quinta-feira, julho 13, 2006

apesar do calor ... ainda Zidane


Un stade pour ZizouLes politiques français et la Fédération Internationale de Football sont d’accord pour attribuer à un stade français le nom de Zinedine Zidane, après que l’idée de baptiser une rue du nom du n°10 eut été écartée. La ville de Marseille pourrait être l’heureuse élue.

E agora vão dar o nome dele a quê?
Reparem na foto que além da cabeçada a postura de boxeur com as mãos...
Eu cá acho que o Zizou ainde se deve ter magoado ao bater com a cabeça no externo do outro jogador... será que ele ficou com um galo na cabeça?

gostei....

Eco e Narciso



Eco era uma ninfa muito tagarela. Zeus pediu-lhe então que distraisse Hera enquanto andasse nas suas aventuras extraconjugais. Eco assim fez. Ao descobrir tudo, Hera sentindo-se traída e humilhada, condena-a a repetir apenas os fins de frases que ela ouvisse.
Um dia, Eco vê Narciso e apaixona-se ardentemente por ele. Narciso era o filho do rio Céfiso e da ninfa Liríope. Era duma beleza invulgarmente rara. Todos os homens e as mulheres e até ninfas se apaixonavam por ele mas ele a todos desdenhava com uma inacessível frieza.
Uma vítima do seu desdém pede aos deuses que ele sinta a dor de não poder possuir o objecto do seu amor e é atendido por Nemésis, a deusa castigadora da insolência.
Aos 16 anos, Narciso perde-se numa caçada e inclina-se para beber água num riacho. Fica tão extasiado pela sua própria imagem que tenta agarrá-la. Porém, a imagem desvanece-se de cada vez que é tocada. Narciso, desesperado, deixa-se ficar perto da margem sem comer e sem dormir em vãs tentativas de satisfazer o amor de si mesmo.
Alguns dizem que acabou por morrer de uma languidez triste. Outros referem que se afogou. O que se sabe é que em sua homenagem, nasceu uma flor que tem agora o nome de Narciso.
Quanto a Eco, refugiou-se em grutas e recantos para fugir à dor do seu amor rejeitado. Dizem que ficou com a voz quase inaudível e que acabou

foto: by Wilson Tsoi

de que planeta sou... o que eles inventam





You Are From Venus



You love all forms of beauty. You love dressing up and anything luxurious.
A social butterfly, you're incredibly popular and a great host.
You're known for your fairness and affection. And as a frind to all.
Careful though! You're desire to please may make you too willing to conform.
Be yourself. Focus on what matters to you. You'll be all the more popular for it.


cats funny

verdadeiros artistas...

quarta-feira, julho 12, 2006

NATUREZA COREOGRAFADA


O Presidente da Junta de Freguesia de S. João de Brito e os Alunos do Curso de Pintura convidam V.Ex.ª para a inauguração da exposição de final de ano “natureza coreografada”, dia 19 de Julho pelas 19.00 horas.

de 19 de Julho a 4 de Setembro de 2006
Junta de Freguesia de S. João de Brito
R. Conde Arnoso, 5 – B -1700 Lisboa
Telf.: 21 8428370 – Fax: 21 8428399

Pears' scene by Sergei Sogokon

. STEVEN BURKE . BLACK INK .

. STEVEN BURKE . BLACK INK .

terça-feira, julho 11, 2006

ZIDANE... ou a melhor forma de ser inesquecível



Se alguém me falasse de Zidane há 5 meses atrás eu perguntaria se era o nome de um medicamento para os nervos...
Não sou especialista em bola e nem sequer me interesso muito pelo assunto... mas um Mundial é um Mundial e se Portugal está "in" então o caso ainda pia mais fino.
Sou portuguesa e gosto de ver Portugal dar passos em frente... vibrei com o Mundial mas já tinha vibrado com o Euro...
Sou mulher e por isso sei quem é o Figo e mais meia dúzia deles mas são registos leves de rostos mediáticos.
Zidane... marcou o pénalti que deu início ao nosso regresso a casa... mas isso ainda é o menos eu na realidade não gosto da cara do Zidane... existe raiva no olhar.
Dizem os antigos que os olhos são o espelho da alma e eu estou plenamente de acordo. O olhar deste homem é frio, duro. O nosso Figo ao lado dele é quente, afável e tem um sorriso convidativo a uma conversa.
Zidane transpira arrogância embora possa até ser um doce de pessoa, mas não é essa a imagem que vende. Tem estampado no rosto o homem duro que não admite baixar a cabeça.
Assim sendo temos meio caminho andado na minha modesta opinião que nada tem a ver com os comentários desportivos, nada percebo de desporto nem tenho pretensões a tal mas gosto de ver um espectáculo leal e com regras onde existe igualdade nos julgamentos.
Zidane preparou a ofensiva, é visível no filme que as televisões podem repetir porque está gravado... ele recua... cria balanço como um touro e atira-se como um lutador em arena romana...
Percebo que era um jogador italiano, que o Zidane de tanto cansaço e empenho estivesse à beira de um ataque de nervos mas o homem é um profissional de carreira e como tal não pode perder a cabeça e os circos romanos já acabaram há muitos anos.
Vamos por o caso de outra maneira... temos um médico fabuloso, brilhante com uma carreira sem nódoas e um dia mata um paciente por inércia ou distração... está desculpado digo eu... e depois damos-lhe o Nobel da Medicina... coitado estava cansado!...
Temos um condutor de autocarros... sem uma multa, com prémios de boa conduta e anos de condução sem acidentes... um dia bebe e entra em competição com outro condutor esquecendo que dentro leva passageiros... tem um acidente... está desculpado e que tal um prémio de conduta ao volante?
Temos um agricultor... bom homem, trabalhador, pessoa simples e um dia o vizinho chama nomes à mulher dele... diz que dorme com ela, que ele é cornudo e tudo o mais que uma pessoa pode dizer para ofender outra. O nosso agricultor cansado de lavrar no campo dá uma cabeçada no outro ou dá-lhe com uma pá que está ali à mão ou dá-lhe um tiro... ninguém me vai dizer que o homem vai ser condenado.
Pois foi isso mesmo que fizeram... bola de ouro para um agressor e desordeiro que se enerva com os palavrões de um italiano... era muito bom jogador... pois era é passado e eu vivo no presente e não quero que os maus exemplos sejam brindados com prémios porque se eu tivesse 15 anos não ia perceber porque era castigado quando batia num colega se até tinha boas notas...
Esta é a minha opinião e como tal acho que os senhores do Mundial funcionaram como uma espécie de confessionário onde se manda rezar Aves-Marias para perdoar pecados... expulsam o Zidane e ficam perdoados os pecados porque ele até chorou ao descer as escadas para os balneários... coitadinho, que pena que eu tenho dele.


"How could that happen to a man like you?'' the column asked. "What do we tell our children and all those for whom you were the living role model for all times?''...
... It only proves a simple point: it is much tougher to live as a shining example, than to be known as a temperamental superstar. Bad actors get a free pass when they do something classless and bone-headed. We don't expect any more from a known jerk...
... The image of him crashing into Materazzi will follow him to the end of his life. ...

tirado de: www.sfgate.com/.../ 2006/07/10/zidane.jpg

Una despedida negra. Con el Mundial de Alemania la carrera de Zidane ingresaba en la recta final, pero nadie imaginó el desenlace que tuvo. Una brutal agresión sobre Materazzi le valió la expulsión, para cerrar su carrera de la peor forma. Este partido, que será recordado como epílogo a sus 17 años de carrera, seguramente no sea el mejor recuerdo

Por Juan Pablo Bacino
De la Redacción de LANACION.com
jbacino@lanacion.com.ar